Uma Maioria, um Governo, um Presidente!

Em 1986 Álvaro Cunhal confrontou-se com a inevitabilidade da opção entre a candidatura de Freitas e a de Mário Soares. Para ultrapassar o melindre da situação convocou um Congresso Extraordinário do PC, recalcando o ódio quase ancestral que dedicava ao PS e a Mário Soares. Desse congresso saiu a deliberação de votar em Soares, traduzida na expressão “quando forem votar, tapem a cara com a mão esquerda e votem com a mão direita”. Neste momento enfrentamos um dilema em tudo semelhante. Ou votamos no PS e teremos um governo dirigido por Sócrates, ou votamos outra coisa qualquer e teremos um governo presidido por Passos Coelho concretizando o sonho da direita de “uma maioria, um governo, um presidente”. A decisão acaba por ser simples.

Tempos de austeridade

O que pensará a Troika-Regente acerca de todo este aparato? De onde vem a “massa”?

A máquina está bem montada,com sandecas, refrigerantes, autocarros, velhas gaiteiras, boa segurança “parte-megafones dos outros”, bandeiras extra-large, etc. As máquinas de propaganda dos camaradas da Internacional Socialista, os Ben Ali, Mubarak e Zapatero – não, não são “tudo a mesma coisa” -, estavam firmes que nem rochas e naqueles países não tão distantes, os chefes também chegavam ás festas, a bordo  de limusinas do governo.

Onde estacionam agora?

No espelho até poderá ser verdade…

portas à esquerda mas no espelho

 

Descodificação: êta-lê-lê, ki-bê-lêza…

Declaração de Voto: Pronuncie-se

Iniciada a campanha eleitoral, com as eleições a aproximarem-se e os partidos a manterem distâncias relativamente fixas nas sondagens, o Aventar dá voz ao (e)leitor, convidando-o a expressar-se e a influenciar, se possível, os resultados finais. Pronuncie-se, tenha uma palavra a dizer, a tribuna é sua.

Porque devemos votar ou não votar, porquê num certo partido e não noutro, porquê num certo candidato em vez de outro? Qual a sua opinião?

Junte-se aos muitos (e)leitores que se têm pronunciado e faça a sua declaração aqui

As mais-valias urbanistícas

A família Silva tem um terreno, agrícola, herdado, comprado, não interessa. De repente por alma e graça de um município que decide alterar o PDM, não interessa agora sem com ou sem razão, o terreno passa a solo urbano, passível de levar com umas casinhas em cima.

O que valia x passa a valer 10 vezes mais (estou  a ser muito moderado).

Sorte grande? Não, umas das maiores injustiças da nossa legislação sobre solos.

Dei propositadamente um exemplo pacato. Podia, e todos os nós os conhecemos, dar outros, em que o terreno mudou de mãos pouco tempo antes de o PDM ser alterado. Podia fazer assim a história da destruição do nosso património natural, do facto de termos muito mais casas do que gente para as habitar (e esperemos pelos resultados do censos), de todos assistirmos a um crescimento urbano desenfreado e louco, de assim se explicarem fortunas espantosas e o grosso da corrupção autárquica (já alguém foi condenado por um cambalacho destes?). Podia, mas não vale a pena. Limito-me a apontar, com o exemplo dado, uma fonte de receitas para o estado, mais que justa e urgente. Uma luta que tem sido desenvolvida pelo meu conterrâneo Pedro Bingre, um perigoso militante do… PS.

E agora procurem lá uma proposta para resolver esta vergonha no programa da troika, ou se quiserem, nos programas do PP/PS/PSD.

Imagem roubada ao Pastel de Vouzela

Não se escreve “acampada”, escreve-se “acampamento”.

Já percebemos que discutir a questão das acampadas (a propósito, acampada é termo que não se regista nos dicionários portugueses) é questão ingrata. Os que estão a favor, estão a favor, os que estão contra, estão errados. Não são admitidas contradições (até Torquemada era mais tolerante). A democracia gerida das escadas de uma estátua, ou das cadeiras do parlamento pode ser tão ou mais opressora consoante a habilidade oratória ou literária dos tribunos. A única coisa que os distingue mesmo é a água de colónia. Ou a falta dela. Que o diga Daniel Oliveira que acha anedóticos os 136 debates partidários exigidos pelo tribunal. Vejam lá o topete! A mudança operada nesta criatura, outrora sentada num frio degrau da praça (no tempo em que a liberdade era para todos) até ao assento de pele das tribunas parlamentares é de espantar. Quando o BE (ou aquele grupo heterógeneo de barbudos e oculizados trotskistas) precisava de apanhar beatas do chão para saciar o seu vício de poder, os pequenos partidos eram as forças oprimidas do sistema capitalista neoliberal. Hoje, já gordo e bem fornecido de todos os carregamentos de charutos habaneses acha que os pequenos partidos são um engodo do sistema capitalista neoliberal. O que chateia não são as acampadas em Lisboa, em Madrid e o diabo a 4. É que esta gente, ao fim de um ou dois banhos está igualzinha aos outros.

O que (não) quero ouvir dia 5 de Junho

Não faço apostas sobre vencedores ou sound bites discursivos, mas sei o que (não) quero ouvir da boca do vencedor das eleições na noite de 5 de Junho de 2011. Não quero um discurso virado para o passado, de dedo apontado, mas palavras maturadas por uma longa reflexão sobre o caminho que nos trouxe até aqui. Não quero a responsabilização, mas a responsabilidade de quem sabe que o Estado serviu mal e se tem servido enquanto as assimetrias crescem. Não quero o discurso milagreiro – anos de políticas erradas não se solucionam a 5 de Junho, numa noite, nem provavelmente num mandato eleitoral. Não quero a apologia do fácil, o discurso da ilusão, a negação dos problemas – só uma radiografia honesta poderá evitar falsas partidas. Não quero a diabolização, a exploração do medo, mitos bafientos sobre esquerda e direita ou dicotomias ultrapassadas. Não quero unanimismo, mas promessa de diálogo e decisão firme na discórdia. Não quero um vencedor diminuído por imposições externas ou pronto a sacudir a responsabilidade dos sacrifícios para Bruxelas. Não quero um discurso vazio de prioridades ou de soluções. Não quero um discurso economicista, de números, preso ao défice, à dívida, sem rostos, sem gente, sem histórias – quando a troika nos dá as metas, cabe-nos a nós cuidar das pessoas. Não quero um discurso paternalista, que não lance desafios, que não seja exigente – o mediano não é bom, o bom não é o muito bom, o muito bom não é o excepcional. Não quero um discurso choramingas, de país incompreendido pela Europa, vítima de calculismo interno de outras nações.

Quem fizer o discurso de vitória dia 5 de Junho terá que ter a consciência de que tempos de excepção requerem palavras de excepção.

Renegociação da Dívida: a somar

Prometi, num post anterior, ir actualizando uma lista de organizações e personalidades que começam a defender a renegociação (reestruturação) da dívida portuguesa. Como disse então, aposto que esta lista vai crescer muito e juntará cada vez mais pessoas oriundas de diferentes quadrantes políticos.

Agora chegou a vez do economista-chefe do Deutsche Bank, Thomas Mayer, falar nisso.  [Read more…]

A viagem de campanha

Viagem de campanha

Gil Vicente Campeão

Os de Barcelos são campeões…

Tiro no pé é o desporto da moda: PS e PSD nos primeiros lugares do ranking

tiros nos pés - fernando nobre e almeida santosAs equipas do PS e do PSD continuam a lutar pelos primeiros lugares do ranking do desporto da moda, o tiro no pé. Trata-se de um dos desportos mais fáceis de praticar, tendo em conta que o objectivo é atingir o próprio pé. Embora, para os praticantes, seja um desporto barato, bastando pouca inteligência e membros inferiores completos, possui a estranha particularidade de poder vir a revelar-se caríssimo para os espectadores, que terão, aliás, a hipótese de dar a sua opinião sobre os principais contendores no próximo dia 5 de Junho.

O PSD tem mostrado possuir, nos seus quadros, exímios praticantes desta modalidade, com destaque para Eduardo Catroga e Fernando Nobre, atletas de recursos praticamente inesgotáveis que nunca desistem de uma jogada. O jovem Passos Coelho apesar de ser, ainda, uma promessa, mostra qualidades que lhe garantem um futuro auspicioso, havendo fortes probabilidades de vir a praticar este desporto ao mais alto nível.

Se é certo que o PS começou com alguma desvantagem no campeonato em curso, a verdade é que Almeida Santos não quis deixar os seus créditos por mãos alheias e já garantiu à sua equipa alguns pontos que lhe poderão permitir uma recuperação estrondosa, revelando uma habilidade inusitada ao atingir, com um único tiro, o próprio pé e o de José Sócrates. Mais recentemente, Manuel Alegre, que se andava a treinar à parte, teve uma oportunidade de mostrar serviço e brilhou, usando a sua experiência de caçador, ao mesmo tempo que revelava uma tocante solidariedade, disposto a deixar-se atingir ao lado de Sócrates.

José Sócrates está prestes a ser excluído da prova, uma vez que, ao longo dos últimos seis anos, destruiu quase inteiramente ambos os pés, uma das mãos e grande parte da cabeça. Ainda assim, tentando recuperar algum terreno, continua a disparar freneticamente em todas as direcções.

Ditadura da mediocridade

O (chamado) Partido Socialista tem sido dirigido por um Secretário – Geral cujo lema é a ditadura da mediocridade.

José Sócrates, bajulado e instruído pelo seu núcleo duro (os “ideólogos” que com ele colaboram na alienação do real), considera [e os muitos factos identificáveis ao longo destes anos de governação (dita) socialista confirmam-no] que a ditadura da mediocridade é a modernidade que o PS tem para dar a Portugal!

A realidade indesmentível e incontornável da situação do país impõe assumir uma atitude clara e inequívoca que impeça que as próximas eleições sejam uma legitimação democrática formal de um poder socialista que se tem servido da democracia para a diminuir e perverter.

É muito claro que se o (chamado) Partido Socialista ganhar as próximas eleições verá legitimada a sua “modernidade” e desenvolverá até ao máximo expoente possível a identificação do Estado com o Partido!

Para Sócrates a sociedade civil só existe quando pode utilizar algum cidadão que se tenha notabilizado nalgum sector da vida social para o exibir como troféu! No Estado Socialista em que Sócrates quer transformar Portugal, só há lugar para Sócrates, para os turiferários e para os ideólogos (teólogos do Estado Socrático).

No Estado Socrático a única existência reconhecida aos cidadãos é a de funcionários de Sócrates! [Read more…]

Estilo vietnamita

 

(Em Hanói)

© packardemrodagem

Erros nossos, má gestão, poder ardente

Amado Camões e os erros socialistas

Amado assume que governo cometeu erros num comício do PS

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