Louçã leva Sócrates ao tapete. Até doeu.

Sou suspeito, mas não via alguém levar uma malha tão grande num debate político nem me lembro desde quando.

Sócrates foi arrumado por KO logo ao primeiro assalto. Humanamente cheguei a ter pena do homem.

Estão três senhores insuspeitos na SICN a dizer isto mesmo, com umas flores, que até parece mal.

Após o debate, contou Louçã, Sócrates ainda disse que ganhou o debate. Desconfio que o PS não tem um problema político, tem mesmo na liderança um problema psiquiátrico.

Imagem roubada ao Simplex

Mentiras políticas

-Há alguns anos atrás, Emídio Rangel, então director da SIC, afirmou que poderia vender um político com a mesma facilidade com que vendia um sabonete. A premonição veio a confirmar-se, estando Portugal a ser governado por um político da mais reles qualidade, inimaginável por qualquer profeta da desgraça. Onde pára neste momento Teixeira dos Santos? Terá o PS forçado ao silêncio o Ministro das Finanças? É o vale tudo na ânsia desesperada de impingir aos portugueses mais algum tempo da tralha que nos desgoverna, com base na mentira e propaganda. Chegam ao cúmulo de fazer oposição à oposição, no próximo dia 5 de Junho, os portugueses devem sim, avaliar o resultado da acção de quem desastrada e teimosamente nos trouxe até aqui.

Como é possível afirmar que foi pela irresponsabilidade dos partidos da oposição, ao chumbarem, felizmente que o fizeram em minha opinião, o PEC IV, que Portugal foi obrigado a pedir ajuda externa? O juro cobrado pelo empréstimo, será substancialmente mais baixo, que a taxa a que o governo se vinha financiando nos mercados financeiros internacionais. Quando o mentiroso que nos governa afirma que negociou um bom acordo, pois terá de dar como contrapartidas as medidas já previstas no PEC IV, tenta passar aos portugueses um atestado de estupidez, compra quem quer, mas a verdade é que a aprovação do PEC IV, não daria ao governo 78 mil milhões de Euros, pelo que a sua aprovação, teria significado um PEC V, VI, VII e por aí em diante. Aliás, colocar 78 mil milhões de Euros na mão deste governo, seria atitude tão inteligente, como deixar um pirómano com fósforos e gasolina, sozinho numa floresta em pleno Verão. [Read more…]

Bob Marley e Zé Pedro

Is this love, Bob Marley

Duas figuras da música são hoje notícia; curiosamente, dois defensores da liberdade, da paz e da justiça social. Um, Marley, faleceu há 30 anos, com apenas 36 de idade. Outro, Zé Pedro, dos Xutos, vai ser submetido a um transplante do fígado.

O desaparecimento ou sofrimento de quem admiramos dói sempre. Nestes casos, dói-me absoluta e justificadamente. Tive o privilégio de viajar, lado a lado, em vôo Londres-Lisboa, com Bob Marley. Ia para África. Duas horas de conversa inesquecíveis. Foi na 2.ª metade da década de 1970. Aprendi que Marley era um inconformado lutador contra a fome, a miséria e as desgraças que ainda hoje castigam os povos de África, em especial os subsarianos. Marley era jamaicano de nascimento, mas africano de alma e coração. Como o tempo voa! Hoje, completam-se 30 anos desde a sua morte. Para mim, o rei do Reggae será sempre um símbolo vivo e digno de homenagem.

Zé Pedro, fora dos palcos, a última vez que o encontrei foi no Museu do Arroz, na Comporta. Festejava com familiares e amigos a recuperação de um caso complexo de saúde, de que havia sido acometido em Portimão tempos antes. Agora, está confrontado com a necessidade de se submeter a um transplante de fígado. No limite da capacidade humana, aquém e além dos médicos, dou-lhe publicamente o meu estímulo para que vença mais esta etapa. Força Zé Pedro! Os meus votos são sentidos e sonorizados, por “Is This Love” de Bob Marley. Uma canção com letra à feição de Zé Pedro, penso.

cromos de colecção

Pena de Morte para Homosexualidade no Uganda

De vez em quando recebo um mail que sinto dever publicar no Aventar. É o caso desta petição que pretende evitar a pena de morte para os homosexuais no Uganda. Leia, assine, divulgue, faça qualquer coisa, a maior crise é a demissão e há mundo para além da nossa casa. Eis o mail integral:

Em 24 horas, O parlamento de Uganda pode votar uma nova lei brutal que prevê a pena de morte para a homossexualidade. Milhares de ugandenses poderiam enfrentar a execução – apenas por serem gays.

Nós ajudamos a impedir esta lei antes, e podemos fazê-lo novamente. Depois de uma manifestação global massiva ano passado, o presidente ugandense Museveni bloqueou o progresso da lei. Mas os distúrbios políticos estão crescendo em Uganda, e extremistas religiosos no parlamento estão esperando que a confusão e violência nas ruas distraia a comunidade internacional de uma segunda tentativa de aprovar essa lei cheia de ódio. Nós podemosmostrar a eles que o mundo ainda está observando. Se bloquearmos o voto por mais dois dias até que o parlamento feche, a lei expirará para sempre. [Read more…]

“Porque eu morro…

Se passa um dia só e não te vejo” E a voz delicodoce do “cantor de sonhos” espraia-se numa suavidade lânguida, de um erotismo angelical. E as balzaquianas mamalhudas, matronas vermelhuscas de calores menopáusicos, desfraldam as banhas, reviram os olhos, baloiçam os úberes até ao umbigo e abanam as ancas opulentas num último estertor de excitação. É um alucinante delírio orgásmico colectivo, num clímax que se prolonga como num eco: “Porque eu morro…” Pois é. “Esqueçam tudo o que a musa antiga canta / Que outro valor mais alto se alevanta” – Camões, “Os Lusíadas”. “Tony! Tony! Tony!… Faz-me um filho, Tony.” E o Tony: “Porque eu morro…”. Num refrão angustiadamente repetido. E um patusco, roxo como um fígado, disfuncionalizado da histeria colectiva: “Faz lá um filho à gaja, pá. Antes que morras…” Fizeram o mesmo pedido ao Quim Barreiros, não sei se antes, durante ou após o chupanço “nas tetas da cabritinha”. E a resposta segundo o próprio: “Eu fazer, fazia, o pior é que a gaita já não ajuda muito”. É o Portugal português, o “incrível país da minha tia / trémulo de bondade e de aletria”, no entendimento de Alexandre O’Neill. [Read more…]

Seus palermas, sondagens há muitas…

Parece que é da Marktest, e sai amanhã. Encontrei no Facebook, entrego a quem provar pertencer-lhe:

PPD/ PSD (39,7%),
PS (33,4%),
CDS-PP (9,0%),
CDU (6,5%)
BE (4,8%).

Banqueiro, amigo, o povo tá contigo!

E para quem vai um quarto do empréstimo?

.da gui

Roma com medo de profecia sísmica

Para que não restem dúvidas, esta notícia é de 11 de Maio de 2011 d.C., e não de MMXI a.C.

O QUÊ PSD? Terrorista, o Sócrates? Ou Por Que Saliva Passos Coelho & Afins, os Sacripantas!

Assistimos a uma campanha PSD Sacripanta – com um Porta-Voz Sacripanta – com objectivos Sacripanta – de valor de Sacripanta. Mais palavras para quê? SACRIPANTA é a justa.  Quem se subjuga, agora, no silêncio, a Sacripantas, que se cale para sempre. Não venham depois bradar o Sócrates!! Ai o Sócrates! Não, não é o Sócrates, nem o terrorista, nem o mentiroso ( ó! que ridículo é o coro de Santos em desespero da Santa verdade, Y logo no Planeta Terra! Y com os condicionalismos da Condição Humana … ).  Os Sacripantas salivam Y todos fecham os olhos: o Sócrates!! Ai o Sócrates. O Sócrates é o PS! Y uma coisa é justa dizer sobre o Sócrates: no dia 23 de Março de 2011, Portugal só teve um Homem à altura da sua História: O Sócrates! O Sócrates que eleito numa maioria relativa, respeitou essa maioria relativa. Não teve foi quem o acompanhasse nesse respeito; os, agora, Candidatos Sacripantas colocaram-se à frente dos interesses do país. Sim. Há o Candidato José Sócrates Y há os Candidatos Sacripantas que salivam  por isto: [Read more…]

Cartas a Sócrates – [8]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)

Se soubesse, amor, o caminho mais fácil, fugiria lamentando-
-me. Assim, amor, só me resta percorrer avidamente, sem
cansaço, esta via sinuosa, derrotando-me solidão ante solidão.
    
                                 
Se eu soubesse, amor, quando coincides, também, solidão, não
rejeitaria o caminho mais ágil.
     
Mas, no interior há uma prece aclamando: quão diferente
poderia suceder se soubesses, amor, combater esta forma
estranha de resistir distância dissuadindo-me no meu corpo,
transformando-me para outra vida evidenciar.

PS.: #ILoveSocrates Night & Day 🙂

Publicado no F-Se!

Memorando da Troika – A tradução oficial é a do Aventar

O Memorando da Troika foi divulgado ao país no dia 3 de Maio. Em Inglês. Entretanto, o País ficou à espera que fosse disponibilizada a tradução de documento tão importante. Pelo Governo, por um dos Partidos ou pela Comunicação Social – todos tinham obrigação de o fazer.
O País ficou à espera, mas mais valia que tivesse ficado à espera sentado. Os dias passaram-se e nada. Não fosse o Aventar traduzir o documento na sua totalidade, através do Helder Guerreiro e do Jorge Fliscorno, e hoje o País continuaria sem saber o que diz esse Memorando. Um trabalho de fôlego que tem vindo a ser constantemente actualizado e melhorado graças à participação dos nossos leitores e às mais diversas contribuições.
Repare-se que o Aventar é um blogue constituído por pessoas que têm as suas profissões e que não tinham qualquer obrigação de substituir nesta matéria o Estado, o Governo, os Partidos ou a Comunicação Social.
Percebe-se agora que não vai haver tradução oficial do Memorando de Entendimento com a Troika. Nem é preciso. A tradução do Aventar já está a correr por mail e já foi publicada em todo o lado, mesmo que muitos – de forma extremamente elegante – tenham preferido omitir a fonte a que recorreram.
Não havendo tradução por quem de direito, a tradução do Aventar passa a ser, assim, a TRADUÇÃO OFICIAL do documento. Não precisam de agradecer.

Quem faliu o país não foi ele, fui eu – O poder do silêncio

Por Santana Castilho *

1. Nós, eleitores, somos avessos à mudança. É só olhar para a história da nossa democracia. Avessos à mudança, conservadores e medrosos. A irracionalidade do medo, digo eu, não permitirá a 30 por cento dos eleitores, dizem as sondagens, ver que o Estado protector foi posto em licença sabática, substituído dissimuladamente pelos interesses e pelas empresas do regime e está falido. Isso, com todas as letras, falido.
Se tudo correr bem, teremos salários porque nos vão emprestar 78.000 milhões de euros. Mas não desaparece o problema. Desaparece o aperto com que o aventureirismo e a irresponsabilidade de Sócrates nos arrastaram para a vergonha internacional.
O chefe da equipa do FMI foi claro quando referiu, publicamente, que a situação a que chegámos, isto é, não termos reservas para satisfazer compromissos se não vierem em nosso socorro já em Maio, obrigaria a que o pedido de resgate tivesse sido apresentado há muito tempo. [Read more…]

Laurentino Dias é grande, mas não é grande coisa

Foi mais ou menos o que disse Pinto da Costa acerca do ainda Secretário de Estado do Desporto, que manifestoua sua preferência pela vitória do Braga na Final da Liga Europa.
Pinto da Costa atirou-se a Laurentino Dias e fez muito bem. Sendo governante, a função dele é ser imparcial e tratar de igual modo os dois clubes. Não interessa se é de Fafe ou de Vila Fresca de Troca-o-Passo, interessa que deve manter uma posição equidistante perante todos.
Claro que a Laurentino Dias, que só tem tamanho e mais nada, isso não interessa nada. Todos nos lembramos da forma como em 1988, era então Deputado do PS e Presidente da Assembleia Municipal de Fafe, esteve por trás da despromoção do Famalicão
ao e da subida do Fafe à I Divisão.
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Ainda a comunicação de Sócrates sobre a troika

sócrates e teixeira dos santos - comunicação ao país sobre a troika - 2

Isto está é a precisar é de um Rui Rio a mandar nesta merda toda

A estória é simples: havia uma escola abandonada no Porto, e um grupo de pessoas decidiu okupá-la. Recuperou o edifício, e dinamizou-o como espaço de utilidade social, cultural e educativa. Leiam as suas intenções.

Ouvindo as palavras educação, social e cultura, Rui Rio mandou apontar as pistolas.

Diz-se no JN:

“Acho mal saírem daqui, trabalharam tanto e fazem uma coisa destas. Vêm de metralhadoras e pistolas e levam os rapazes presos”, disse exaltada Dona Branca, moradora na Rua da Fábrica desde que nasceu.

Foram muitas as críticas ao despejo do movimento ES.COL.A — Espaço Colectivo Autogestionado do Alto da Fontinha.

“Isto parecia o farowest. Nunca vi tanta polícia na Fontinha”, desabafava Margarida, enquanto Fátima enchia os pulmões: “Parecia que vinham prender o bin Laden. Do meu lado era de pistola em punho. É um disparate. Antigamente eram seringas, drogas, tudo e desde que este grupo veio para aqui foi uma limpeza. Tínhamos professores que vinham dar aulas às crianças gratuitamente”. [Read more…]

Estação do Tojal

Estação do Tojal, Linha de Évora, Abril 2011.

O imaginário das crianças: Os silêncios da cultura oral – Capítulo I

CAPÍTULO  I

AS CULTURAS DA CULTURA: INFANTIL, ADULTA, ERUDITA

A questão

Miguel (v. Genealogia 1), o neto do Marques, queria uma bicicleta. Conseguia equilibrar-se na minha, que era preta, de ferro e pesada. Seu pai, a trabalhar nas obras de uma cidade longínqua, não tinha dinheiro suficiente para comprar uma; a mãe, jornaleira, guardava o dinheiro para os gastos da casa. Os avós, quinteiros da casa da aldeia onde eu e eles vivíamos, observavam os vizinhos e sonhavam com outra vida enquanto entregavam produtos e dinheiro das vendas aos proprietários. A bicicleta não podia materializar-se, e Miguel Marques sabia; com sete anos, sabia. Mal podia, entrava na garagem [Read more…]