A rosa que te dei

Passando sobre a clara ilegalidade cometida pela totalidade dos dirigentes partidários à boca das urnas – tentaram dirigir o voto pelas entrelinhas -, as dez rosas enviadas pela Ryanair à TAP, mostram bem o estado a que chegámos. A TAP não e propriamente uma empresa de baixos salários e de atrasos nos pagamentos. Quando a sua congénere alemã, a Lufthansa, beneficia da colaboração de todos os empregados que lutam pela  solvência da empresa e garantia dos postos de trabalho, o que se tem passado em Lisboa é simplesmente patético. Dentro de pouco tempo, nem a TAP, Portugal Telecom ou outras empresas “de bandeira” sobreviverão a tanta parvoíce, má gestão e falta de visão. Triste sina.

Estas frases dizem tudo:

“Enviámos aos dirigentes do SNPVAC 10 rosas em representação dos seus 10 dias de greve e do apreço que sentimos por eles aumentarem o nosso negócio(…) colocámos estes dinossauros do SNPVAC no topo da nossa lista de envio de cartões de Natal pelos seus contínuos esforços em encorajar os passageiros da TAP a mudar para o serviço sem greve e de tarifas baixas da Ryanair”.

Comments

  1. Escrevi sobre o assunto no post anterior. Não é uma questão de proibir greves, mas o país necessita que os sindicatos percam algum poder. Que sejam substituídos por comissões de trabalhadores, que sentem certamente mais perto os problemas das empresas. E que deixem de existir vários sindicatos a negociar na mesma empresa, mas uma comissão de trabalhadores que represente todas as categorias profissionais. Com menos ingerências políticas e mais questões profissionais. Se querem um bom exemplo, coloquem os olhos na Auto-Europa, onde a comissão de trabalhadores é dirigida de forma responsável. O que permitiu que a empresa não encerrasse…

  2. A Rosa foi regurgitada.
    Projecção mostra razia total:
    http://supraciliar.blogspot.com/2011/06/sondagem-unipessoal-para-05-06-2011.html

  3. O António de Almeida é administrador da TAP ?
    Estive a pesquisar e não encontrei……………………….!

  4. Pedro M says:

    Se calhar prefiro uma greve do que voar numa companhia que para além de um bestial sentido de humor tem o recorde de aterragens de emergência na Europa, inclusivamente uma recente no Porto e onde se viaja pior do que numa camioneta dos anos 80.

  5. Rodrigo Costa says:

    … O objectivo dos delegados sindicais é o de criar dificuldades até que alguém os chame e lhes pague a “deserção”. É assim que tem funcionado: aparecem, criam dificuldades, enchem-lhes o saco e eles desaparecem ou, no mínimo, acalmam-se.

    Quanto às rosas da Rayanair, quando muito, podem ser vistas como marketing ousado, mas a esquerda não deve acusar o toque, já que nela se fundam muitos dos exageros da tolerância; mas também podem ser vistas como o despertador das consciências adormecidas pelo hábito a todos osubsídios.

    Quanto aos aviões da Rayanair, eles são novos. A última saterragem de emergência foi por pura precaução, porque não era, de facto, necessária. Ainda bem.

    Nota: o que está em causa é o ponto de equilíbrio. É fácil ser funcionário público e fazer greve. Gostaria de os ver no sector privado; se seriam cpazes de tanta “coragem”. Tudo é fácil, quando o patrão não está na loja.

  6. Pode nos mostrar essas estatísticas Pedro M?

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