Da Próxima Vez Que lhe Pedirem Sacrifícios e Tal…

Lembre-se que o dinheiro (aí uns 45,000 euros) do seu suor pode muito bem ser utilizado pela Câmara de Celorico de Basto* para levar os velhinhos do concelho a passear e a pagar as suas promessas num santuário católico.

Ainda bem que o Estado é laico

* dos concelhos mais pobres de Portugal;

Alberto João preferia um governo PSD+PS…

… o que não surpreende. O dinheiro tem vindo generosamente de ambos os lados.Transferências para  as Regiões Autónomas (?) da Madeira e dos Açores (orçamento de estado e PIDDAC):

Transferências para  as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores  Transferências para  as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores

Fonte: MF/DGO

Curiosamente, apesar da diabolização de que geralmente AJJ é alvo, há ali uns dados interessantes quanto aos Açores nos últimos cinco anos de governo PS.

ver também: Jardim revela que o Governo de gestão tentou “estragar” negociações sobre zona franca

Esquerda moderna

-Não pretendo entrar na discussão interna do B.E., nem tão pouco tomar partido por Daniel Oliveira, Luís Fazenda ou debater a continuidade de Francisco Louçã na liderança da esquerda moderna. Por mim até é positivo que tudo continue como está. Fico apenas um pouco surpreendido que alguns bloquistas, venham agora criticar a comunicação social por dar relevo às posições de militantes que divergem da liderança. Mas são assim tão ignorantes, ao ponto de estarem convencidos que o estado de graça seria eterno? Não perceberam o protagonismo que foi dado a Manuel Alegre durante o primeiro governo de José Sócrates? Até o relevo que Ana Paula Vitorino, Henrique Neto ou mesmo Luís Campos e Cunha foram recebendo, derivou da necessidade de ouvir as poucas vozes dispostas a divergir com a corrente dominante. Nesta matéria o PSD ao longo dos anos tem sido terreno fértil, até mesmo durante as maiorias absolutas de Cavaco Silva. Quando está na oposição então é objecto de notícias quase diariamente. O CDS/PP também já viveu momentos conturbados, com a comunicação social próxima dos protagonistas, como seria seu dever. E até mesmo o PCP, avesso a debater problemas internos na praça pública, já viu partir muitos destacados membros com estrondo, embora tenha sempre conseguido minimizar os estragos. Alguns até foram parar ao BE. É pois no mínimo curioso, que algumas pessoas próximas do BE, considerem as posições de Daniel Oliveira, Joana Amaral Dias ou mesmo Rui Tavares, que nem sequer é militante, mas eurodeputado eleito pelo partido, logo figura pública próxima, como irrelevantes. Podem até não ter expressão interna, esse é um problema que apenas aos próprios diz respeito, mas ouvir vozes dissonantes das lideranças partidárias, faz parte da tradição da comunicação social em Portugal, por muito que desagrade aos líderes. E bem! Provavelmente estariam convencidos que seria diferente com o BE, mas são apenas um partido igual aos outros, por muito que isso lhes custe ou afecte o complexo de superioridade de que alguns enfermam, felizmente nem todos.

Argentinos de Alfama e uruguaios da Ribeira

Há uns anos, Manuel Vasquez Montalbán, um dos maiores escritores espanhóis e adepto do Barcelona, queixava-se de que era muito difícil rever-se na sua equipa como em tempos mais antigos, devido ao facto de que a maioria dos jogadores, de várias nacionalidades, nada tinha a ver com Barcelona e com o catalanismo. O equipamento era o mesmo, o espírito já era outro. Provavelmente, nos dias de hoje, teria menos razões de queixa, porque o próprio Messi é muito mais catalão do que argentino e porque uma boa percentagem do plantel advém dos escalões de formação, a ponto de a selecção espanhola ser, em boa parte, catalã.

Mais ou menos por essa época, em conversa com responsáveis pelos escalões de formação do Futebol Clube do Porto, fiquei espantado com o óbvio: a equipa sénior de então tinha, praticamente para cada posição, dois jogadores formados no clube. Era o tempo em que pontificavam jogadores como Vítor Baía, Jorge Costa, Fernando Couto ou Domingos, por exemplo. [Read more…]

Menos e melhor estado…

…dizem eles.

Pois…

E se fossem à merda?

A indigência é apenas dos indigentes?

Desta vez as palavras não são minhas, são citadas do Público e dizem tudo, a começar pelo título:

 

Portugal, século XXI: há escravos levados das Beiras para Espanha

Os novos “negreiros” são famílias que encaminham indigentes para explorações agrícolas espanholas. Dormem acorrentados, passam fome e não recebem.

“Dormiam em velhos colchões retirados do lixo, no chão, sendo presos pelos pulsos, por uma corrente de ferro e cadeado, todos aqueles que os arguidos António, Francisco e Maria suspeitassem que pretendiam fugir, sendo ainda o armazém fechado pelos mesmos arguidos, para que nenhum daqueles trabalhadores pudesse sair”.

 

No séc. XXI, perante situações que permanecem e se arrastam no tempo, perante o desaparecimento físico de pessoas pouco habilitadas a viajar, perante a repetição de cenários e a indiferença de vizinhos, empregadores e autoridades, a indigência é apenas dos indigentes?

O nosso pobre saber agricola

rosa da paz

a rosa da paz

Nos tempos que correm apenas podemos pensar sobre 

O NOSSO POBRE SABER AGRÍCOLA

O título do ensaio não é ironia, é uma lembrança de uma questão colocada a minha filha mais velha, nos dias dos seus cinco anos. Vínhamos da Grã-Bretanha, por causa de saber se o socialismo materialista histórico votado em sufrágio universal, tinha ou não sucesso. Bem sabemos hoje que assim não foi. Mas, tornemos aos anos 70-73 e a questão colocada a Paula; filha, de onde nascem as alfaces? A sua resposta foi simples; dos cestos do mercado, sítio certo das compras da sua mãe, quem se acompanhava com ela, ainda não habituada a estar de volta ao País do Frio ou Chili em língua Quechua. Especialmente ao sítio solicitado por mim, ao nosso Reitor da Pontifícia Universidade Católica do Chile; la sede de Talca, porque era denominada a cidade o rim da aristocracia chilena. Era da Província do Maule, espaço geográfico onde se encontravam os maiores latifúndios do país. O objectivo do Presidente era a reforma agrária e entregar a terra a quem a trabalhava e não apenas ser da propriedade de uma família que estava sempre em Santiago, por serem profissionais e por causa do estudo dos filhos. A

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Moisés é candidato a secretário-geral do PS

Mário Soares. “O PS tem de fazer uma grande separação de águas”

Depois das afirmações de Mário Soares, o decano fundador do PS, é provável que o profeta Moisés avance com a candidatura a secretário-geral dos socialistas, concorrendo contra Seguro e Assis.

Soares comentou a hipótese ao Aventar: “Antes de mais, o Moisés é muito bom rapaz e já nos conhecemos há muito tempo: dei-lhe imensos conselhos, era ele ainda um adolescente. Parece-me o candidato ideal, porque tem muita experiência na separação de águas que é preciso fazer. Para além disso, pela sua experiência com o decálogo, poderá contribuir para a reformulação dos estatutos do partido. Finalmente, a experiência de conduzir pessoas pelo meio do deserto revelar-se-á fundamental para o PS nos anos que se avizinham.”

Eduardo Galeano en la #acampadaBCN

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Sinfonia n.º 4 de Brahms analisada por Bernstein

Brahms / Leonard Bernstein, 1957: uma análise da sinfonia n.º 4 em mi menor, Op. 98, de Brahms.

Uma pérola que encontrei há dias no Youtube.

Na mesma página do vídeo consta este sumário, que traduzi do inglês: [Read more…]

O Comboio na Lixa

O Caminho-de-Ferro de Penafiel à Lixa e Entre-os-Rios, actualmente um conjunto de estradas lotadas e sem alternativas.

CDS: PP quer dizer Partido do Pote?

Portugal é um país pequenino e não só – nem sobretudo – no tamanho. A forma desavergonhada como o clientelismo e o nepotismo são praticados e alardeados deveria ser escandalosa, mas é considerada tão natural que Sílvia Ramos, uma dirigente concelhia do CDS-PP de Beja, pôde afirmar, depois das eleições, o seguinte:

Este é o Momento…de se correr atrás de lugares…uma coisa eu informo o CDS Beja irá estar nos devidos lugares proporcionalmente ao nosso peso político e porque temos isso legitimado pelos votos que obtivemos.

O portuguesinho no seu melhor está patente neste monumento ao chico-espertismo de uma classe política que se dedica a distribuir cargos públicos pelos seus apaniguados, mal consegue abocanhar o poder.

Será esse mesmo chico-espertismo que levará à próxima atitude que consistirá em explicar o que se queria mesmo dizer, com argumentos tão profundos como “as minhas palavras foram mal interpretadas” ou “o que disse foi retirado do contexto”. Fico a aguardar, quase fascinado, como será possível descobrir virtudes em expressões como “correr atrás de lugares”. Espero a melhor das ajudas para que me ajudem a descobrir que leis nos permitem confirmar que há lugares legitimados pelos votos, para além dos que resultam, exactamente, dos votos.

Para além da notícia, podem ler aqui as declarações completas, para que não fiquem retiradas do contexto.

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