As sondagens das legislativas 2011

Fica aqui o apanhado das diversas sondagens das legislativas 2011.

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Em Nome da Filha (a minha):

 

Desde 30 de Abril de 2011 fui um pai um pouco ausente. Confesso. Aceitei um desafio e a ele me dediquei de corpo e alma. Por causa dele ficou a perder, por estes dias, a minha filha. E a minha família.

 

Não estive a seguir nenhum messias. Pedro Passos Coelho, bem pelo contrário, é um homem simples, um de nós. Alguém que acredita ser possível mudar Portugal e dotado da consciência, algo tão raro nos dias que correm, de não ser possível concretizar essa mudança sem o esforço de todos, sem cortar com um passado, não apenas socialista (embora agravado pelo egoísmo daqueles que hoje nos lideram), que entende que tudo se resolve empurrando os problemas com a barriga e transformando em receita de hoje a dívida que outros vão herdar no futuro.

 

Alguém que acredita que a solução dos problemas não pode ser realizada sem (nem contra) mas com os respectivos agentes – na Educação, na Justiça, na Função Pública, na Saúde – e que todos terão de sacrificar um pouco de seu em prol do comum. Alguém que sabe que não existe qualquer solução milagrosa apenas muito trabalho e esforço para salvar Portugal e, sobretudo, para salvar os portugueses desta situação terrível que estamos a viver enquanto país, enquanto comunidade.

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Inspirado pela Islândia

Só é pena (já) não ter caminho-de-ferro; fora isso…

O meu voto

Depois de seis anos de campanha eleitoral, em quem votar? No que me toca, já lá irei mas antes gostaria de explicar esta da campanha eleitoral dos seis anos. Para tal, socorro-me do recorrente anúncio do sucesso frustrado, sendo o grande feito das contas públicas o último acto desta tragédia. Em Fevereiro, o governo lançou aos quatro ventos a ideia de termos um tal sucesso ao nível da execução orçamental que havia um excedente orçamental. A comunicação social nem questionou os dados embrulhados em celofane que, certamente, as assessorias de imprensa prepararam. Apresentei  na altura as minhas dúvidas e, há dias, vi-as confirmadas quando a Unidade Técnica de Apoio Orçamental nos informou que apenas se tinha adiado o pagamento de contas. [Read more…]

Eu voto BE

Bloco_de_Esquerda-logo-E22C00CAA9-seeklogo_comSem hesitações. Sou de esquerda desde sempre. Da ‘esquerda caviar’, dizem os meus amigos. Detesto caviar, mas eles não desistem do jargão. Gosto de cozido à portuguesa, de uma bela feijoada à transmontana, de mãozinhas com grão, da saborosa caldeirada  à sesimbrense ou à setubalense, de uma sardinhada em Alfama (Lisboa), Matosinhos ou Portimão e de muitas outras iguarias. Hoje, por exemplo, manjei uma cabidela de galo, no Pessoa (Rua dos Douradores, Lisboa) de se lhe tirar o chapéu – ainda por cima regada com um tintinho de Borba. Caviar nem o quero ver; o seu sabor repugna-me.

No domingo, bem lavadinho com sabonete e champô da ‘Aveia’ e perfumado pela ‘Carolina Herrera’, vestido desportiva e apropriadamente, lá vou votar no BE.

Sei que defraudo a tese do caviar e da falta de higiene forjada pela ‘direita do courato’. De barriga extensamente boleada,  essa direita arrota  a colagénio e vinho azedo, sonorizando o mau hálito com voz grave e boçal. É o tal segmento da direita retrógrada,  grosseira e repetitiva no insulto que, por entre democratas, se perfila à volta das troikas aberrantes: a interna (PS+PSD+CDS) e a externa (FMI+BCE+CE).

(Decidi publicar esta declaração por diversos motivos, entre os quais avultam a transparência da minha opção política e a demonstração de que, no ‘Aventar’, a pluralidade é um conceito que se pratica – e assim espero que continue).

Venham de lá os ‘trolls’ da minha indiferença!

Seis anos é pouco tempo?

Sócrates diz ter tido pouco tempo na televisão para apresentar ideias

Esta queixa da calimérica criatura é uma das últimas pérolas da campanha. Em primeiro lugar, durante seis anos, falou onde quis, com quem quis e como quis e teve uma comunicação social sempre pronta a reproduzir tudo o que lhe apetecesse dizer. Por outro lado, o homenzinho esteve seis anos a debitar vulgaridades e frases simples e só agora é que se lembrou que lhe falta tempo para exprimir ideias, precisamente aquilo que nunca teve? É, realmente, um “pobre político”.

A troika que se vai embora

Lamentavelmente, vão tarde e a más horas.