Fotografia em Exposição em Matosinhos

No A Cup Of Tea

Programa da troika, versão 1

Veio hoje a público o programa de governo, que resulta, naturalmente, do compromisso assumido pelos ditos partidos da troika. Como se os restantes partidos pudessem sacudir a água quanto à forma de arranjar dinheiro para se pagar o estado a que isto chegou.

O Público apresenta um interessante resumo, que aqui fica a seguir para memória futura. Já o i  traz uma notícia significativa para ilustrar o referido estado a que o Estado chegou:  «Estado deverá pagar 150 milhões pela suspensão da linha TGV para Madrid». Essencialmente, deixarmos de ter o TGV desde a Europa madrilena até ao Poceirão city vai-nos custar 150 milhões de euros. Coisas que me custam a perceber mas, lá está, eu não sou um gestor de topo altamente visionário, para quem banalidades como o facto de adjudicar uma obra destas para chegar ao meio do deserto máriolinoiano não tem grande importância porque, afinal de contas, trata-se de dinheiro dos contribuintes. Também me custa engolir que se tenha decidido nacionalizar o buraco BPN e que o “anterior” governo tenha decidido despejar dinheiro em “formação”, como no caso da indústria automóvel, para camuflar o desemprego. [Read more…]

Angélico declarado clinicamente morto

Tal como as estrelas que morrem jovens, Angélico Vieira passou como um foguete pela vida e brilhou fugazmente, mas com luz própria. Hoje caíu o pano, para desespero dos fãs, amigos e família. Uma história de glamour, vertigem, adrenalina e juventude roubada. R.I.P.

ARTUR em exposição até finais de Julho

Já aqui falei do ARTUR (Artistas Unidos em Residência). Acabado o programa de residência artística ficam as obras em exposição e, algumas, disseminadas pela cidade de Lagos. Até 31 de Julho no LAC.

“Rest in Pieces” de ± MAISMENOS ±

mais menos“Estalo Novo” de ± MAISMENOS ±

e

“Salazar de Emergência, em caso de falta de Fé” de Jorge Pereira

Privatizar a RTP? deixa-me rir

Anda a direita lírica em pulgas para privatizar a RTP. Nem me dou ao trabalho de discutir os seus argumentos, limito-me a constatar a realidade: privatizada a RTP, teríamos três canais absolutamente comerciais a concorrer, em sinal aberto. Ora não há mercado publicitário para encher o bandulho a tanta gente, coisa bem sabida para os lados da TVI e do tio Balsemão. O que estes canais queriam era outra coisa: RTP1 sem anúncios, integralmente sustentada pelo estado.

Em vésperas de chegar ao mundo real o governo conta com a originalidade de ter um secretário de estado que já não o é e, mais complicado do que o costume,  nunca o foi: o administrador da TVI Bernardo Bairrão apresentou-se a defender a casa onde trabalhava, alguém se lembrou dos fretes que fizera ao socretinismo, despediu-se e ficou desempregado.

Para ter os canais privados do seu lado qualquer governo que pretenda sobreviver terá de se sujeitar às leis do mercado. Como é sabido leis do mercado em português quer dizer: aí do estado que se me atravesse no caminho. Resta a hipótese de muito simplesmente fechar a RTP, mas essas não são contas do meu rosário.

Bem vindos à realidade: se a RTP fosse privatizável há muito que o teria sido. Agora se o PSD decide ser mesmo coerente, a coisa promete: ter a imprensa à perna ainda o santo não saltou do altar para o andor, é obra. Linda procissão em perspectiva.

d’A Geração do Basta…