É por isto que a TVI é líder de audiências

Não deixa de ser irónico que no dia das eleições a TVI vá transmitir os “Sacanas sem lei”

Barroso, Comissários & Cia., vida faustosa em tempo de crise

Os jornais portugueses concentram-se na sórdida campanha eleitoral. Títulos sensacionalistas, ausência de imparcialidade e excessiva atenção aos atritos entre Sócrates, Coelho e Portas, o trio nacional que ratificou, perante a troika externa, a condenação dos portugueses à pobreza, uns, e à miséria, outros.

Do conteúdo do programa da troika ‘FMI-BCE-CE’, a divulgação e análise não constituem informação relevante. A nossa comunicação social confina-se ao sujo, ao mesquinho e ao colateral; em certas ocasiões, aquece o debate no ‘arco do poder’ com a intriga – ontem a SIC anunciava indevidamente haver uma 3.ª versão do acordo entre o governo e a troika; o ‘Público’, na edição online, navegou na mesma onda, mas, entretanto, retirou a notícia de circulação.

Em suma, tal como a campanha, a imprensa portuguesa tem-se revelado sórdida e desprezível para quem precisa de ser esclarecido da vida que nos espera de 6 de Junho em diante. O desapontamento levou-me a um périplo por jornais estrangeiros. Eis que, de súbito, embato de frente nesta notícia no ‘Guardian’.

É verdade, da mixórdia eleitoral portuguesa salto para o desaforo de gastos do nosso compatriota Barroso e sua equipa de comissários. Em cinco anos, gastaram 7,5 milhões de Euros, apenas no aluguer de jactos privados. O ‘Guardian’ refere outros despesismos e, embora a tradução sofra das imperfeições normais com o automatismo do Google, é possível apercebermo-nos da faustosa e dispendiosa a vida de Barroso, Comissários & Cia., ou seja, das gentes da Comissão Europeia.

Saber que os luxos são pagos por milhões de contribuintes europeus, alguns dos quais alvos de vidas sacrificadas, e deparar-me com a notícia de tal afronta é revoltante. Há dias em que um homem nem pode entrar na Internet para ler um jornal sequer. Mesmo estrangeiro. DASSE!

O PS vai PCPetizar-se

Agora que vai parecendo que o PS saltará para a oposição, os socialistas vão deixando a nota que será melhor serem convidados para o governo ou então haverá barulho na rua.

António Costa apela a «maioria social e política» para resolver crise – TSF

Em Leiria, o autarca de Lisboa entende que o problema não é a «maioria aritmética» no Parlamento, mas ter-se uma «maioria social que mobilize o país».

Qual era mesmo o líder que ainda ontem acusava outro partido de andar a fazer chantagem?

Começou?

Ainda hoje de manhã aventava a possibilidade da criação do gabinete de crise e.coli para contabilizações diárias como aconteceu com a Gripe A. É uma questão de esperar por amanhã para confirmar se tal já começou a ser feito.

Para já, basta olhar para os diversos órgãos de comunicação social para perceber que há uma não-notícia a ser massivamente divulgada:

(…) as pessoas em causa “estiveram na Alemanha, adoeceram com cólicas gastro-intestinais e estão a fazer exames”. Mas “não estamos preocupados com a sua situação clínica” (…). “Há um risco mas é pequeno.” (…) “a situação [as infecções] está seguramente cirscunscrita ao Norte da Alemanha.” [PÚBLICO]

«No entanto, o responsável sublinhou que não há ainda certeza de infecção, acrescentando que não são quadros clínicos importantes.« [TSF]

Portanto, segundo o responsável da Direcção Geral de Saúde está tudo bem e no entanto esta  não-notícia está plantada em todo o lado (Público, TSF, DN, JN, ionline, SIC, RTP, TVI, etc.). Um caso a seguir.

A problemática do pepino doce

A fotografia, ao que parece, foi tirada recentemente num hipermercado onde sabe bem pagar tão pouco. Esperteza saloia, com o devido respeito pelos naturais do que em tempos foram os arredores da capital.

As autoridades de Hamburgo, não tiveram problemas em picar a credibilidade dos agricultores espanhóis.  Como se Portugal não apanhasse por tabela (há tipos que ainda imaginam fronteiras) nacionaliza-se o pepino dos vizinhos. Mas em vão; diz o ministro da Agricultura estar preocupado “porque numa semana já tivemos prejuízos na ordem dos dois milhões de euros“. Vai daí, vamos pedir uma indemnização à Alemanha? Não.

Portugal vai pedir uma indemnização a Bruxelas devido aos prejuízos que os agricultores estão a ter com os pepinos, depois de as autoridades alemãs terem apontado pepinos espanhóis como causa de uma infecção bacteriana.

A Alemanha morde, tem as unhas afiadas, manda, e as costas de Bruxelas sempre são mais largas. Eterna cobardia dos fracos. Entretanto “há três pessoas com suspeitas de estarem infectadas com a bactéria E.coli sob investigação em Portugal” (Público). Uma bactéria alemã é uma ameaça perigosa. Esta pelos vistos não começou a atacar pela Grécia, mas pela nossa Península. É caso para ficar ainda mais preocupado.

Este é o Bom Governo de Portugal

          Votar no BE e no PCP é, nestas eleições cruciais para a escolha do modelo de sociedade em que queremos viver, votar no BE e no PCP é eleger o governo da direita mais radical e reaccionária destes últimos 37 anos de democracia.

          Aliás, para os dirigentes do Bloco e do PCP, que têm assegurados o seu bem-estar na vida e as suas comodidades – e os seus ordenados, e os seus ordenados! – nada melhor que a eleição de um governo de direita ultramontana, sob vestes neoliberais, para obterem o que sempre pretenderam: quanto pior, melhor. Só assim engordam politicamente.

          É este o pesadelo que deseja quando acordar na próxima segunda-feira?

 

                                                  (clique na imagem para aumentar)

Provavelmente ficamos na mesma

Por outro lado, depois de se ter aliado à direita para derrubar o governo do PS e provavelmente abrir o poder à direita, é evidente que o BE escolheu o seu caminho -como sempre, contra o PS.

Vital Moreira, depois de Almeida Santos, coloca a derrota do PS no campo da probabilidade mais que provável, e começa a lançar as culpas para cima dos outros usando a metáfora do tapete, que tal como a outra, a dos partidos que teriam servido de muleta, choca com a realidade onde o PS foi a cadeira de rodas da direita. A encenação PEC IV apenas engana os distraídos: José Sócrates escolheu o último momento em que ainda vislumbrou hipóteses de ser reeleito.

Pela forma como governou durante estes anos, por ter chamado os agiotas do FMI em socorro dos banqueiros que sempre governaram este governo e os que o antecederam. Por aquilo que sempre foi enquanto político: mentiroso compulsivo, campeão da demagogia e da imagem, da supremacia da comunicação na forma esvaziando o conteúdo da mensagem. Destruiu a escola pública, continuou a privatização da saúde, retirou direitos básicos de quem trabalha, engordou os do costume, numa contínua traficância entre sucateiros e construtores civis. [Read more…]