O Senhor do Atlas


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O Alto Atlas . foto Yann Arthus-Bertrand

A cordilheira do Alto Atlas marroquino é uma longa muralha com 700 quilómetros de extensão, que constitui uma fronteira entre Marrocos atlântico e sub-tropical, e Marrocos continental e desértico. Os seus cumes mais altos ultrapassam ou aproximam-se dos 4.000 metros, como são exemplo o Jbel Toubkal no Alto Atlas Ocidental, com 4.167 metros, o Jbel M’Goun no Alto Atlas Central, com 4.068 metros ou o Jbel Ayachi no Alto Atlas Oriental, com 3.757 metros de altitude. O Alto Atlas é um mundo de montanhas, rios, lagos, planaltos, vales férteis e gargantas escarpadas, habitado por tribos berberes desde tempos milenares, que conservam a sua identidade pela distância e isolamento.

Para além de fronteira geográfica, o Alto Atlas sempre foi uma fronteira política, que separou as regiões sedentárias governadas pelo poder central, o blad al-makhzen (ou país da lei), das regiões nómadas auto-governadas pelas tribos, o blad as-siba (ou país do caos). Foi a última região de Marrocos a ser dominada durante a conquista Islâmica e a última a ser pacificada pelo colonialismo francês.

Esta é a história de um homem chamado Thami El Glaoui, qadi ou chefe da tribo Glaoua, conhecido como o Senhor do Atlas, e do seu papel ao lado das forças coloniais francesas durante a ocupação e pacificação do Sul de Marrocos.

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A Kasbah de Telouet, “ninho de águia” do Glaoui . autor desconhecido

Vários autores defendem que os Glaoua terão a sua origem na região sub-sahariana, tendo-se estabelecido no Alto Atlas, na zona a Sul da Cidade de Marraquexe, após expulsarem as tribos locais, nomeadamente os Ait Telouet. O seu poder inicia-se no século XVIII quando se assumem como “porteiros” do Atlas, controlando a sua travessia pelas caravanas vindas do Sul e taxando os seus produtos, primeiro na estrada do Tiz’n’Test, entre Marraquexe e Taroudant, posteriormente na estrada do Tiz’n’Tichka, entre Marraquexe e Ouarzazate.  O Tiz’n’Tichka era de longe a rota mais proveitosa, já que constituía a passagem das caravanas oriundas da região do Tafilalt, ponto de chegada a Marrocos das especiarias, ouro e marfim. É assim que, em meados do século XIX estabelecem um souk e um caravanserai em Telouet, no Tiz’n’Tichka, onde, para além de procederem à cobrança de taxas às caravanas, exploram minas de sal e manganésio existentes no local. “Havia de tudo em Telouet, tâmaras, azeite, henna, café, produtos de beleza, mel, cereais.” (WIKIPEDIA, página electrónica citada)

O seu reconhecimento oficial enquanto tribo dominante do Sul marroquino remonta ao ano de 1893, quando o Sultão Mulay Hassan fica retido por uma tempestade de neve nas montanhas do Alto Atlas e é salvo pelos Glaoua. Mulay Hassan designa El Madani El Glaoui como Califa dos Glaoua e seu representante em todas as regiões do Sul, conferindo-lhe o título de grão-vizir (primeiro ministro) e oferece-lhe simbolicamente um canhão alemão Krupp, hoje ainda em exposição na Kasbah de Taourirt em Ouarzazate. Ao seu irmão Thami, de 28 anos, concede o título de Pachá de Marraquexe. O canhão dos Glaoua passa a ser o símbolo da sua superioridade guerreira. A tribo Glaoua, feudal e bélica por natureza, passa a dispor da artilharia para conquistar mais terras aos seus vizinhos. (WIKIPEDIA, página electrónica citada)

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O canhão Krupp, oferecido por Moulay Hassan aos Glaoua, colocado na entrada da Kasbah de Taourirt em Ouarzazate

Este reconhecimento permite aos Glaoua não só controlarem oficialmente o comércio das caravanas e das tribos do Sul, como também a sua comercialização no grande souk de Marraquexe. Impõe-lhes também a responsabilidade de representarem o makhzen na região e o papel de exercerem a sua autoridade.

No ano de 1900 El Madani e Thami El Glaoui comandam uma operação militar para conquistar o Todra e o Tafilalt, mas são derrotados pelas tribos locais lideradas pelos Ait Atta. (MIMÓ, página electrónica citada)

Os Ait Atta, que são na verdade uma confederação de tribos, criada durante a ocupação da região pelos Beni Maaqil do Yemen, assumem-se como a verdadeira resistência á política de pacificação. Sediados na zona do Todra, junto à actual cidade de Tinghir, inviabilizam a ocupação de todo o Sueste de Marrocos, nomeadamente do Tafilalt.

Em 1912 é estabelecido o protectorado da França em Marrocos e os franceses tiram partido da hegemonia dos Glaoua no Sul do país. Com a morte de El Madani sucede-lhe como qadi o seu irmão Haj Thami El Mezouari El Glaoui, que ficou conhecido como o Senhor do Atlas. O Glaoui, que tinha perdido o título de Pachá de Marraquexe nos anos que antecederam a instauração do Protectorado, é reconduzido no cargo pelas autoridades coloniais, tornando-se o representante da ocupação francesa no Sul até à independência de Marrocos em 1956.

Thami_El_Glaoui

Haj Thami El Glaoui

Aos olhos do Marechal Lyautey, Governador do Protectorado, o Glaoui será o pacificador do Sul. A partir da Kasbah de Telouet organiza as suas acções militares contra as tribos rebeldes. Em 1918 faz uma nova tentativa falhada de derrotar os Ait Atta no Todra. “Enfraqueceu fortemente os Ait Atta do Todra, sem no entanto conseguir submete-los. Mas a terceira tentativa foi mais frutuosa e em Janeiro de 1919 começou a construção duma grande Casbah na colina de Ighir n’Mehalt, destinada a controlar os Ksour que tinham capitulado”. (MIMÓ, página electrónica citada)

Nesta altura a estratégia militar da França para o Sul de Marrocos era a de utilizar os nativos para combater os rebeldes, organizando um exército de Harkas ou Goums, nome dado aos soldados marroquinos comandados por oficiais franceses. De facto os franceses cedo percebem que não será com as suas tropas, nem mesmo com a temível Legião Estrangeira, que conseguirão dominar esta região, tão geograficamente isolada, topograficamente irregular e humanamente indomesticável.

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Interior da Kasbah de Ameridil em Skoura

Várias bases e estruturas de ocupação são então criadas, sob a forma de Kasbahs e Ksars, em Ouarzazate, Skoura, Lgumt, Ait Seddrate, Tinghir e no vale do Draa. No território de cada tribo derrotada os Glaoua constroem uma Kasbah que alberga uma administração hierarquizada. Por esse motivo muitas das Kasbahs da região são conhecidas pelo nome de “Kasbah do Glaoui”. (EL MANOUAR, 2005, obra citada)

Para as controlar são substituídos os imgharen, ou chefes tribais, e nomeados notáveis Glaouis ou homens da sua confiança escolhidos no seio das tribos locais, com a missão de gerir essas zonas e estabelecer a ligação entre a população local e o makhzen, neste caso a administração colonial. Por sua vez os qaids (alcaides) Glaouis eram controlados pelo “oficial dos assuntos indígenas”, nomeado pelo Ministério francês da Guerra, que controlava toda a vida politica, social, económica e judicial da circunscrição de que estava encarregue. Esta política permite obter melhores resultados para os colonialistas, sem perdas de vidas francesas. (EL MANOUAR, 2005, obra citada)

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A Kasbah de Ameridil em Skoura

Estas Kasbahs e Ksars (Ksar, plural Ksour) são construções de terra crua, taipa ou adobe, muitas vezes em “taipa militar”, que integra no material a cal como forma de o tornar mais resistente. São estruturas fortificadas, construídas em altura, com poucas aberturas para o exterior, não só por questões térmicas, como também defensivas. Constituem uma importação da arquitectura tradicional Yemenita, já que a região dos vales do Draa e do Dadés foram ocupadas no século XI por tribos Árabes dos Beni Maaqil originárias do Yemen, após submeterem os berberes e os arabizarem.

A diferença tipológica entre a Kasbah e o Ksar é que a primeira é uma fortaleza, enquanto o segundo é um conjunto fortificado de habitações agregadas. Destes termos derivam as designações portuguesas Alcáçova e Alcácer, apesar de o significado ser o oposto, já que a alcáçova é uma cidadela e o alcácer um castelo.

“A Kasbah é um tipo de habitat familiar de planta quadrada, que desde o exterior se apresenta como um grande edifício fortificado com quatro torres nos ângulos, as suas paredes inclusive as das torres têm uma ligeira inclinação”, enquanto o Ksar “caracteriza-se por ser um aglomerado com recinto muralhado e que por razões de melhor aproveitamento de recursos e resposta ao rigor do clima adquire uma grande densidade edificada” (CHERRADI AKBIL, 2015, pág. 4-5)

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A Kasbah de Ait Benhaddou, classificada pela UNESCO como Património Mundial

Após a terceira tentativa de conquista do Todra, realizada em 1919, segue-se um período extremamente conturbado, no qual os Ait Merghad se aliam aos Ait Atta e realizam fortes ataques contra o exército francês e as forças do Glaoui, que derrotam. Os ataques prosseguem durante o início de 1920, “sob o comando duma curiosa personagem de nome Ba Ali, um negro da região de Tazzarine que tinha controlado todo o Ferkla em nome de Belkacem Ngadi, senhor do Tafilalt (…) No Todra os seus homens pilharam um grande número de Ksour submetidos ao Glaoui, enquanto que outros, como El Hart n’Iaamine, se colocaram do seu lado”. (MIMÓ, página electrónica citada)

Em 1920 os franceses ordenam ao Glaoui que organize um ataque em força com tropas Harka, o quarto ataque que o Senhor do Atlas realiza. É enviado um exército de 8.000 homens e 6 peças de artilharia de montanha, que apesar de submeter os Ait Dadés, é derrotado pelos Ait Atta. Após 4 anos de guerra os franceses percebem que os Harka não conseguirão pacificar a zona, instalando então em Ouarzazate um centro de operações com tropas mistas, com dependências em Telouet, Kalaat M’Gouna, Boumalne, Imiter, Agdz e Taliwine.

Se é verdade que nas áreas urbanas os qaids governam, como em Ouarzazate e Tinghir, nas regiões circundantes as tribos não se submetem, caso dos Ait Atta, Ait Seghruchen, Ait Mrghad, Ait Hadiddu e Ait Ysha e em 1927 e 1929 novos ataques rebeldes ocorrem. (EL MANOUAR, 2005, obra citada, e MIMÓ, página electrónica citada)

A partir desta altura a França irá utilizar a sua superioridade em armamento para iniciar uma guerra sem tréguas contra a resistência.

Kasbah do Glaoui Ouarzazat 1

A Kasbah de Taourirt em Ouarzazate

A intervenção directa do exército francês é decisiva. No início dos anos 30 o Tafilalt é ocupado pelas forças coloniais. A estratégia é cercar os Ait Atta e inviabilizar que recebam apoios de outras tribos. Derrotados no Todra em 1931 os Ait Atta refugiam-se no Jbel Saghro, no Anti-Atlas, e capitulam em 1933 após a batalha de Bou Gaffer.

Bou Gaffer é um símbolo da resistência marroquina à ocupação estrangeira. O exército francês conta com 50.000 homens entre tropas regulares do Exército de Africa, Harkas e a Legião Estrangeira, 40 aviões e artilharia. Do outro lado estão 1.000 Ait Atta, entre homens, mulheres e crianças, comandados por Assou Oubasslam. Os franceses precisam de 42 dias para os derrotarem. (WIKIMAZIGH, página electrónica citada)

A violência do ataque francês é ainda visível nos rochedos de granito fragmentados pelos bombardeamentos de artilharia e da aviação e o terreno hoje está repleto de obuses por deflagrar, que constituem uma ameaça permanente para a população local.

Tafilalt 2

O Tafilalt

Apesar da desproporção das forças em combate, os franceses são constantemente flagelados pelos Ait Atta, que resistem heroicamente, como atesta este relato de H. Bordeaux, e que mostra bem a crueldade do exército colonial:

“Nenhuma campanha colonial, em nenhum país, teve de quebrar uma tal resistência do homem e do terreno. Foi preciso pois recorrer a outros meios para derrotar este feroz inimigo no seu formidável bastião: bombardeá-lo sem tréguas, dia e noite; retirar-lhe os abastecimentos de água; acossá-lo no seu reduto e obriga-lo a aí viver com o seu gado morto, com os seus cadáveres…” (N’DADES, 2008, página electrónica citada)

Os Ait Atta fazem os franceses pagar um elevado preço pela sua vitória, como escreveu um outro combatente do Exército de Africa, de nome Spillmann:

“…no Saghro, eles opuseram no entanto às nossas tropas, muito superiores em número, em armamento e em organização, uma resistência desesperada, magnífica, que provocou a nossa admiração (…) muitos assaltos foram lançados contra aquela fortaleza natural, vindos de Este e de Oeste. Todos foram rechaçados de forma sangrenta. Perdemos aí quatro oficiais mortos do lado de Marraquexe e seis oficiais mortos do lado dos confins argelo-marroquinos, dos quais o meu amigo o capitão de Lespinasse de Bournazel, herói lendário de Marrocos”. (N’DADES, 2008, página electrónica citada)

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Mulheres Ait Atta. autor desconhecido

Bou Gaffer é também um símbolo da coragem da mulher amazigh. “De todas as guerras conhecidas, a mulher nunca tinha tido um papel tão proeminente e admirável como na batalha de Bou Gaffer. Ela assegura a retaguarda, prepara os víveres e as munições, procura água nas nascentes descobertas, apoia e mantém viva a chama de combater e resistir, admoesta os hesitantes, encoraja com “yuyus” estridentes que os ecos das montanhas amplificam…” (WIKIMAZIGH, página electrónica citada)

Bordeaux escreveu que “as suas mulheres asseguram reunir os isolados, distribuem munições, tomam o lugar dos mortos e fazem rolar sobre os assaltantes enormes pedras que semeiam a morte até ao fundo do oued”. (N’DADES, 2008, página electrónica citada)

mulheres resistentes

Mulheres combatentes

Assou Oubasslam

Assou Oubasslam, comandante dos Ait Atta na Batalha de Bou Gaffer

E Bordeaux descreve assim os 42 dias que durou a batalha:

“Quarenta e dois dias de bombardeamento diurno e nocturno, vindo do céu e da terra…de privações, de sono, de sede. Quarenta e dois dias, incluindo dois grandes assaltos falhados, de minagem parcial onde pouco a pouco as nossas tropas ocupavam um promontório, uma vertente (…) onde os vigias dia e noite não largavam as suas armas, substituídos por mulheres se fossem eliminados. Quarenta e dois dias, enfim, passados com um gado enlouquecido e gritando até à morte, com os cadáveres em decomposição, na impossibilidade de saciar a sede a todos esses animais aterrorizados”. (N’DADES, 2008, página electrónica citada)

Ait Benhaddou

Kasbah de Ait Benhaddou

Apesar do cargo de Pachá de Marraquexe, o Glaoui vive a maior parte do tempo no seu ninho de águia de Telouet, uma Kasbah ricamente decorada em estilo Andalus, com acabamentos em mármore, estuques e painéis de azulejos, recheada de móveis de qualidade e tapetes do melhor gosto.

O poder do Glaoui traduz-se na enorme riqueza que acumula. Calcula-se que só em terras roubadas aos seus legítimos proprietários o seu património tenha ultrapassado os 5.000 hectares, a juntar aos 3.500 hectares oferecidos pelo estado colonial. Na sua vida social relaciona-se com a elite da administração colonial francesa e de figuras de estado de outras potências, como Winston Churchill, com quem joga golfe e bebe chá nos jardins do hotel Mamounia em Marraquexe.

“Alegadamente, outra fonte dos seus rendimentos provinha de uma percentagem dos rendimentos de 27.000 prostitutas que actuavam na área de Marraquexe. Estima-se que a fortuna de Thami fosse de cerca de 50 milhões de dólares”. (WIKIPEDIA, página electrónica citada)

O colaboracionismo do Glaoui chega ao ponto de enviar em 1926 para o Rif 1.000 Harkas para combater as forças do nacionalista Abdelkrim El Khattabi.

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A Koutoubya em Marraquexe

O ano de 1953 marca o início da queda do Glaoui, ao conspirar com os franceses para exilar o Sultão Mohamed V. As relações do Sultão com a administração francesa tinham entrado em rota de colisão desde que proferiu o famoso discurso de Tânger em 1947, no qual reclama a independência de Marrocos. Mohamed V é exilado para a Córsega e depois para Madagáscar.

Em 1955 regressa do exílio e é recebido triunfalmente pela população. O Glaoui apresenta-lhe o seu pedido de perdão publicamente, o qual é aceite. No ano seguinte Marrocos torna-se independente e Mohamed V o seu primeiro Rei.

Haj Thami El Mezouari El Glaoui morre nesse mesmo ano em Telouet vítima de cancro. Após a sua morte a Kasbah de Telouet é pilhada.

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Localização da Batalha de Bou Gaffer

Após a independência as Kasbahs da família do Glaoui foram nacionalizadas pelo estado marroquino, constituindo hoje um Património de inegável valor cultural e paisagístico, e contribuindo decisivamente para a promoção turística do Sul do país. O seu valor suscita o interesse das autoridades e de inúmeras organizações internacionais para a sua recuperação, salvaguarda e valorização, caso de Ait Benhaddou classificada pela UNESCO como Património Mundial ou Taourirt recuperada integralmente.

Quanto a Telouet, continua votada ao abandono, parcialmente arruinada, como que penitenciando-se pela traição do Glaoui, personagem que fica na memória de Marrocos como o símbolo do colaboracionismo com a ocupação estrangeira. Paradoxalmente, a população residente no local continua fortemente arreigada à imagem do Glaoui e dos tempos de prosperidade de Telouet, considerando-o como um pai e um protector.

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Vista do interior da Kasbah de Telouet. autor desconhecido

Bibliografia:

AMAHAN, Ali . “Mutations sociales dans le Haut Atlas : les Ghoujdama” . MSH, Rabat, 1998

CHERRADI AKBIL, Faissal. “Arquitectura de Tierra en el Sur de Marruecos”. Ministério da Cultura do Reino de Marrocos. 2015

EL MANOUAR, Mohamed . “L’organisation coloniale dans le Sud marocain : Glaoui, «bouclier» des forces colonials” . Le matin.ma, 2005

MIMÓ, Roger. “L’Histoire de Tinghir”. Página electrónica “Tinghir et la vallée du Todra”

N’DADES, Adel. “Bougafer” Blog de Adel N’Dades. 2008

SAMAMA, Yvonne . “Fragilisation du pouvoir royal et émergence d’un pouvoir parallèle fort _ Le cas de Thami El Glaoui au Maroc (fin XIXe -milieu XXe siècles)”

WIKIMAZIGH . “La Bataille de BOUGAFER et La Resistance des Ait Atta”

WIKIPEDIA . “Thami El Glaoui”

Comments

  1. Ana Paula Fitas says:

    Caro Frederico,
    Fiz link.
    Obrigado.
    Um abraço.

Trackbacks

  1. […] Alto Atlas Central é uma das regiões mais inacessíveis de Marrocos, onde o relevo e os cursos de água marcaram […]

  2. […] da França em Marrocos no ano seguinte, Justinard inicia a organização dos regimentos de goums (7) do exército […]

  3. […] A escassez de terra fértil, e consequente importância das regiões de solo arável e irrigáveis, foi motivo para a progressiva expulsão das tribos para as regiões de montanha, onde passaram a praticar o semi-nomadismo. Foi assim na invasão Árabe do século VIII, durante as invasões dos Beduínos do século XI, que afectaram particularmente a região do Sul de Marrocos, durante a chegada dos Andaluses expulsos da Península nos séculos XIII, XV e XVII e durante o próprio período colonial, altura em que os franceses utilizam políticas de manipulação das tribos para melhor as dominarem, apoiando os chamados “Senhores do Atlas”. […]

  4. […] A escassez de terra fértil, e consequente importância das regiões de solo arável e irrigáveis, foi motivo para a progressiva expulsão das tribos para as regiões de montanha, onde passaram a praticar o semi-nomadismo. Foi assim na invasão Árabe do século VIII, durante as invasões dos Beduínos do século XI, que afectaram particularmente a região do Sul de Marrocos, durante a chegada dos Andaluses expulsos da Península nos séculos XIII, XV e XVII e durante o próprio período colonial, altura em que os franceses utilizam políticas de manipulação das tribos para melhor as dominarem, apoiando os chamados “Senhores do Atlas”. […]

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