Uns tantos broches

Mário Soares está com pele de galinha, garantindo a responsabilidade do governo que se dedica a vender as jóias da Coroa. Não se refere à colecção já parcialmente mutilada pela incompetência de quem a tem à sua guarda e por isso isso mesmo, salteada por presuntos piratas holandeses numa exposição de estalo. Não, Mário Soares refere-se às empresas públicas. Para ele, são as jóias da Coroa.

Pois agora passamos desde já a debitar mais uns tantos broches convenientemente babados e esquecidos: além do Ultramar apressadamente desfeito a pontapé, temos a agricultura, pescas, indústria, marinha mercante, alfândegas, as reservas de ouro do BdP, as finanças saudáveis, o Escudo, o controlo de fronteiras e uma infinidade de peças de inestimável valor, consideradas outrora como mera fancaria sem préstimo.

Comments

  1. Tito Lívio Santos Mota says:

    mas que falta de educação este seu trocadilho, Sr. visconde de não sei onde.

  2. Carlos Lacerda says:

    Eu diria que é marquês, mas os marqueses não falam de broches…

  3. Nuno Castelo-Branco says:

    Pois eu falo. Aprecio o calão – e uso-o sempre que necessário – português de sobremaneira, mas neste caso, não se trata de calão, mas sim de alfinetes de peito. Já agora, o Tito fique a saber que eu sou tão visconde como o Tito Lívio é um historiador de Roma. Pelo que me parece, não nasceu em Patavium, pois não?


  4. Mas quem é este caramelo?
    E porque tenho eu de o ler aqui?
    Falta-lhe educação… e não só.
    Presuntos piratas, diz?
    Presuntos?
    Cum-caraças!

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