25 Poemas de Abril (IX)

NOTÍCIAS DO BLOQUEIO

Aproveito a tua neutralidade,

o teu rosto oval, a tua beleza clara,

para enviar notícias do bloqueio

aos que no continente esperam ansiosos.

Tu lhes dirás do coração o que sofremos

nos dias que embranquecem os cabelos…

tu lhes dirás a comoção e as palavras

que prendemos – contrabando – aos teus cabelos. [Read more…]

Um furo

Hoje a televisão portuguesa teve um dia em cheio. De uma assentada, bateram no Rei de Espanha, nos católicos existentes em Portugal e agora nos jovens portugueses devido à suposta ignorância. Isto é um furo, um furo.

O vómito e a revolta

«Quando num tratado internacional supostamente escrito em PORTUGUÊS (“unificado” — assinado por um governo português, aprovado por um parlamento português e ratificado por um presidente português — se lê, como lá em cima no número 7 da Base X, uma monstruosidade como “as formas rizotónicas/rizotônicas acentuadas fónica/fônica e graficamente” a única reacção possível é o vómito e a revolta»
António Emiliano, 16/4/2012

http://issuu.com/roquedias/docs/ae_nota_xlix/1

Limitação de mandatos em Gaia

A limitação de mandatos continua a fazer o seu caminho, quase sempre ao contrário do que seria a natureza da Lei ou o espírito de quem a pensou. Juntam-se freguesias a pensar nas possibilidades que o autarca A tem de ir roubar as freguesias B e C a outro partido. Vais tu para ali, venho eu para aqui. Há também quem deixe o Governo e há quem troque de margem. O ex-Presidente de Gaia agora candidato no Porto depois de ter inaugurado obras em Gaia com a presença de “pessoas do Porto”, continua a inovar: comemorou o 25 de Abril no dia 14. Pelo menos acertou no mês.

No fundo, é sempre que o Homem quiser

Grandes momentos digitais:

Quando dois esquerdistas se encontram fazem uma tendência. Quando se junta um terceiro há sempre uma cisão – RMD no 31 da Armada.

Como tu tens razão CAMARADA… como tu tens razão! Nesse aspecto, os direitistas são mais práticos – logo que cheire a poder, estão todos UNIDOS! – João Paulo do Aventar em comentário no meu facebook.

Afinal parece que há alternativas

E o caminho não é vender tudo aos privados.

Acordar – Hino da acção “Zero Desperdício”

Viva o Rei

O Rei vai nu!

Movimento Zero Desperdício

É, obviamente, positiva, a intenção deste movimento “nacional de combate ao desperdício de alimentos”, cuja criação ficou conhecida no início desta semana.
Mas é uma pena, lamentável, que seja necessário criar movimentos como este.
A política do Zero Desperdício ou a cultura do mínimo desperdício em todos os domínios,  devia comandar e orientar os sucessivos governos e instituições portugueses.
Parece, assim, que tem que ser a sociedade civil, o povo, a tomar conta do país. [Read more…]

Masturbódromo

Recentemente, Carlos Zorrinho subiu na minha consideração política. Primeiro, porque se demarca claramente dos farrapos imorais que compõem a ala socratista intra e extra-Parlamento, embora mantenha a respectiva retórica e porque parece ter purificado o pensamento dos viciosos tiques conspirativos socratesianos, da tralha socrática de que já foi parte demasiado leal para meu gosto. Segundo, porque está ao lado do TóZé, na sua missão espinhosa, torpedeado por todos. Terceiro, porque quanto diz e proclama sobre a acção do Governo Passos, de tão óbvio e tão devedor ao bom senso, merece concordância quase total. Mas não chega. É uma pena que o PS, ainda há pouco todo aclamativo de um tipo de absolutismo intimamente pervertido e que consagrou, no Congresso de Espinho, a sua pior Nódoa histórica, uma Nódoa Indelével, não possua por isso mesmo qualquer espécie de moral para falar de compaixão e sensibilidade sociais a partir do Governo. Lá está o mesmíssimo PS devorista em jornadas parlamentares, mesmíssimo PS do Gordo Vitalino, mesmíssimo PS do Gordo Basílio, mesmíssimo PS do Bojudo Lello e de outros grandes anafados da política. O que pensar, vendo-os agora cagando e perorando com a gorda lágrima social comiserativa ao canto do olho?! Somos nós descendo ao desemprego, sob Esmagamento Fiscal e num Desânimo Mortífero, e eles no Habitual Masturbódromo.

A saudação de Breivik

Começou o julgamento público e como é óbvio o menino debita propaganda. Normal em democracia.

Primeiro número: a saudação. A nossa extrema-direita (e um ceguinho no Público) ao ver um punho fechado tenta sacudir a água do seu encharcado capote e afasta a ideia de que se trate da sua forma muito típica de estender o braço. Convêm observar que a pata se deslocou em primeiro lugar ao peito, e repetiu a saudação romana. Nuances em relação ao original sempre as houve.

Segundo número: não reconhece autoridade ao tribunal porque este recebeu o seu mandato de partidos que apoiam o multiculturalismo.

Ora quem é que por estes lados não pode ouvir tal palavra? quem será… com um Bourbon idiota aqui ao lado (passe o pleonasmo) e o Anders Behring Breivik mais ao longe, palpita-me que a nossa extrema-direita ou inventa uma manobra de diversão ou vai andar muito caladinha nos próximos tempos.

Reflicta-se

PÚBLICO, 16/4/2012

http://imagens.publico.pt/imagens.aspx/379238?tp=UH&db=IMAGENS&w=970

Mas… afinal existe?


Já vai a caminho da Guiné-Bissau, uma das tais fragatas milagrosamente construída nos anos 80. Portugal “não precisa de navios de defesa, a não ser alguns patrulhas, um navio-hidrográfico e umas lanchas pesca-náufragos”. A NATO e os espanhóis tratam do resto”.
Em resumo, aqui está a teoria dos inteligentes da nação que quando precisam, recorrem aos parcos efectivos das Forças Armadas para satisfazer as suas políticas. Este é mais um caso e embora ainda não se perceba bem o que está a acontecer em Bissau – lutas pelo controlo do tráfico de droga, tribalismos vários, ódios e ambições políticas ou outros interesses que envolvem dinheiro -, a verdade é que há quem avise acerca da soberania guineense sobre o seu território e orla costeira. Uma novidade neste nosso país onde as sumidades mandantes nos enchem os ouvidos com “desígnios”, Zonas Económicas “Exclusivas” e outros recursos oratórios de enfarda-chouriços.
Mas existe outro aspecto a ponderar: afinal, após trinta e sete anos de independência, a Guiné-Bissau existe? Ou aquelas fronteiras delimitavam um espaço mantido uno por uma certa nefanda presença que de vez em quando ainda intervém? A uns dias do 25 de Abril, pensem no caso.

Atenção à Chuva na Estrada

(Foto encontrada no facebook da Brigada de Trânsito)

Hoje dá na net: Pier Paolo Pasolini – Salò ou Os 120 Dias de Sodoma

Vejam depressa, ou baixem do youtube, antes que desapareça. Pasolini depois de estrear este filme apareceu falecido, à paulada. E por cá foi o primeiro episódio de censura pós-1974:

Em Portugal, já em 1976, salva a democracia e evitados os extremismos, os distribuidores tremeram com o filme nas mãos e não ousaram estreá-lo sem exame prévio do então ministro da tutela, o socialista, republicano e laico Dr. Almeida Santos (VI Governo Provisório, a seguir ao 25 de Abril). Dizia-se que o futuro Presidente da Assembleia da República não aguentou a visão até ao fim: «Chamem-me censor, chamem-me o que quiserem, mas enquanto eu for ministro isto não passa.» Verdade ou mentira, é certo que não passou. O filme só foi apresentado pela primeira vez no Festival da Figueira da Foz no dia 1 de Setembro de 1976 (e estreado no dia seguinte em Lisboa, no cinema Mundial), já com o I Governo Constitucional em funções, Ramalho Eanes como Presidente eleito e David Mourão-Ferreira como Secretário de Estado.

Fui confirmar a memória aO Rato Cinéfilo, uma leitura que se recomenda.

O filme dói, tem um plano que ainda hoje me gela, mas nem que seja pelo momento que este cartaz reproduz (e que eu diria ser a chave que abre as portas para o entendimento da obra) é obrigatório ver.

Legendado em castelhano (activar clicando em CC) Ficha IMBD