Ao Camarada Apóstolo Passos

O camarada primeiro-ministro Pedro Passos Coelho nem imagina o impacto psicológico da critica que hoje fez aos mais poderosos e favorecidos pela «enorme injustiça» de estarem a criar obstáculos à mudança. Não podia ter sido mais claro: «As escolhas que, no passado, foram privilegiadas e que criaram núcleos de privilégio injustificados, mercados protegidos, rendas excessivas, contratos desequilibrados para o Estado e o contribuinte, terão de ser resolvidos rápida e decisivamente». Sim, é o pescoço do Camarada Passos-Relvas. Saiba o camarada Pedro Coelho o nojo que nos era inoculado pelo até aqui silêncio governamental em face de tal dualidade e arrastada ambiguidade. Óbvia vai a resistência sonsa à respectiva quota de sacrifícios e abdicações precisamente por aqueles que fatalizam forçoso termos de passar fome e dificuldades, vivendo eles bem à larga, como sempre viveram. Mostrar-se o Camarada Passos sensível, ainda que simbolicamente, às nossas expectativas quanto a um sentido de justiça, nesta hora, era de suma importância e, não sei porquê ou talvez saiba, tardou de mais. Ouvimos as palavras. Falta ver operativa a boa-vontade do Governo no sentido da rápida renegociação dos contratos das Parcerias Público-Privadas e da redução das rendas excessivas do sector energético. [Read more…]

O maior oportunista da democracia portuguesa


Ainda em relação às ausências nas comemorações do 25 de Abril.
Que ninguém confunda as atitudes da Associação 25 de Abril, atrasadas meia dúzia de anos (como se Sócrates nunca tivesse existido), ou de Manuel Alegre, inconsequente e de uma incoerência total por parte de alguém que ainda há um ano andava de braço dado com o antigo primeiro-ministro.
A atitude de Mário Soares, como sempre, foi a de um oportunista da pior espécie, que viu nesta atitude algo de interessante para si, seja uma espécie de continuação da carreira política (!), futuro pessoal, influência ou notoriedade. Por onde andou Mário Soares durante todos estes anos?
Uma atitude oportunista do mais oportunista dos políticos portugueses. É assim há quase 40 anos, há-de continuar a ser assim até morrer. Está-lhe na massa do sangue.

A falsa história do sexo de despedida

Desmontada pelo Marco Santos. Acrescento que tratando-se de muçulmanos vale tudo e todos os disparates passam. A caça ao mouro em todo o seu esplendor.

O Contrato

Excelente videoclip político, para variar até tem um final feliz.

Tornar-se pessoa

Durante a minha licenciatura em Ensino de Música, um dos livros que mais me marcou (talvez o que mais me marcou) foi, sem dúvida, Tornar-se Pessoa de Carl Rogers, um livro cheio de ensinamentos não só para professores mas para todos em geral!

Depois do indiano Krishnamurti (ver o meu post O Medo), Rogers vem por associação, porque são muito semelhantes, não obstante estarem geograficamente tão distantes! Rogers foi um importante psicólogo americano, que «revolucionou» a psicoterapia.

Comemorou-se, em Fevereiro, os 110 anos do seu nascimento. Penso que é uma óptima oportunidade de relembrar os seus ensinamentos e conhecer o que aprendeu na sua longa experiência como psicólogo, psiquiatra e psicoterapeuta através desta obra. [Read more…]

Ninguém? Vítor Constâncio o habitual cego que vê

Vítor Constâncio vê com preocupação o desemprego a crescer (…)

«é certo que em determinados países há recessões, mas já estava previsto e ninguém previu no entanto que o desemprego aumentasse tanto», explica.

Os Donos da Propaganda

A versão vídeo de Os Donos de Portugal (que enquanto livro é uma obra historiográfica notável, não sendo exactamente uma investigação académica) levantou na extrema- direita (e em alguma direita também) o que era de esperar: incapacidade de contestar os factos e a acusação repetida de que se trata de um trabalho de mera propaganda política.

Mesmo a anarco-direita (que encontrou ali argumentação contra o papel do estado na economia que muito lhe convém) torce o nariz, é da sua natureza, e ao que parece um documentário de tese tem de ter contraditório, sobretudo quando a tese não nos convêm. Não dizem o mesmo dos estafados comentadores do regime que invadem as televisões todos os dias, num saudável pluralismo de repetições.

Mas vejamos um exemplo de argumentação da extrema-direita: [Read more…]

Estimulemos então: Vítor Gaspar para o desemprego, já

Vítor Gaspar: “Evolução do desemprego é um estímulo para acelerar reformas estruturais”

Estas coisas são normais?

Alexandre Teles

Gostaria de chamar atenção para um excelente artigo (Em Portugal, a universidade do consenso), feito por um jornalista (Owen Jones), num excelente jornal (Le Monde Diplomatique, edição portuguesa) onde os docentes da Faculdade de Economia da Universidade Nova demonstram uma atitude que embora a eles pareça de orgulhosa, admitamos cai no ridículo, uma atitude presunçosa e de quem manda no país, passo a deixar alguns excertos, que me causaram indignação:

“Basta-me pegar no telefone para encontrar um membro do Governo, o Primeiro-Ministro ou até o Presidente da República.” (José António Ferreira Machado, Director da Faculdade de Economia). [Read more…]

Falar de Abril:

Mais logo, em Águas Santas / Maia (Centro Cultural dos Moutidos), vamos falar sobre o 25 de Abril. A entrada é livre. Como o 25 de Abril. A organização é da A.C.R. “Os Fontineiros da Maia”.

Até logo:

Nunca fica tudo dito

De Francisco Louçã, retirado do seu Facebook

Quando me contou que ia começar mais uma série de quimioterapia agressiva, o Miguel escreveu-me que “o bicho voltou mas eu ainda não disse a última palavra”. Era uma conversa entre nós – e todos os seus amigos terão estes momentos e estas conversas para recordar, cada um à sua maneira –, por causa de uma citação de Ernst Bloch, “ninguém tem a última palavra”. Um de nós, qual foi nem importa, tinha-a usado uma vez numa convenção do Bloco, nunca ninguém tem a última palavra. É uma lição de humildade e de humanidade, nunca ninguém tem a última palavra. E repetimo-la muitas vezes, os dois, já nos ouviram a dizer isto, lembram-se?

Eu ainda não disse a última palavra, disse ele. Nem o cancro. Ninguém tem nunca a última palavra. Fica sempre alguma coisa por dizer, há sempre alguém que dirá mais. Nunca fica tudo dito. [Read more…]

A Fome*

Enquanto Helena Matos se indigna com o pequeno-almoço gratuito nas escolas (e demonstra não ter visto o Feios, Porcos e Maus), há pais que dão bons conselhos aos filhos.

*sim, com maiúscula, quem já experimentou perceberá porquê.

O Medo

No fim-de-semana passado, reparei que a Fnac tem à venda algumas das obras do filósofo indiano J. Krishnamurti (1895-1986), editadas pela Presença. Krishnamurti foi um autor que tive muita dificuldade em encontrar há quinze anos.

Fiquei com vontade de reler o único livro que tenho deste pensador fabuloso que escreve sobre vários temas como, por exemplo, o Medo. Em O Verdadeiro Objetivo da Vida, Krishnamurti dirige-se a jovens e a seus professores nestes termos:

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Países que não precisam de turistas para nada

Holanda aprovou proibição de coffeeshops a estrangeiros.

Já ficam com o IRC de meia-Europa, compreende-se.

Vencedores e Vencidos – Abril, o Grande Vencedor

   (adão cruz)

Presume-se que os vitoriosos deste Mundo, sejam os vitoriosos que provocaram ou facilitaram a fabricação desta plataforma em que vivemos, da barbárie ocidental dos tempos modernos, da poluição, da fome, da super-alimentação e da alimentação envenenada, o mundo da degradação, da auto-destruição e da massificação da economia, o mundo-universo da droga, do suicídio, da delinquência, da violência e do extremismo. [Read more…]

Sobre a ES.COL.A da Fontinha

Pedro Andrade

Começo por dizer que nunca entrei em contacto próximo com o projecto ES.COL.A. Tal como a maioria dos cidadãos do Porto (infelizmente), nunca participei nas actividades deste projecto, embora já soubesse da sua existência desde meados do ano passado. Apesar disto, o seu mérito pareceu-me desde o início inegável: um edifício público, neste caso a Escola da Fontinha, que estava há já 5 anos abandonada e degradada (impedida assim de concretizar o fim social para o qual foi projectada), é ocupada por cidadãos que, sem apoio de qualquer instituição pública ou privada, se dedicam a reabilitar o espaço e dar-lhe vida com várias actividades culturais e educativas.
Entrei pela primeira vez na escola no dia 25 de Abril, durante a reocupação após a retirada forçada por funcionários da Camara Municipal do Porto e Polícia na semana anterior. Lá não encontrei, como cheguei a ler em alguns sítios, “delinquentes”, “drogados” ou “criminosos”. Não encontrei o que a própria Câmara designa de “ocupação selvagem”. Encontrei cidadãos portuenses a lutar e a gritar pelo direito a utilizarem um espaço público para realizar actividades em prol da comunidade. Encontrei pessoas a cantar, a dançar e a abraçarem-se. Encontrei uma biblioteca cheia de livros escolares, revistas e vídeos. Encontrei quadros de ardósia. Encontrei uma mesa e raquetes de ping-pong. Encontrei paredes pintadas e com desenhos. Encontrei pessoas e material suficientes para fazer um projecto de grande relevância social. [Read more…]

Hoje dá na net: O Contentor

de Edgar FeldmanFilme feito em colaboração com os alunos e professores da turma PIEF da Escola E.B. 2,3 das Olaias, em Lisboa durante o ano lectivo de 2010/2011 emitido pela RTP2 em 25/4/2012.

Dizem que vai ficar pouco tempo na net. Dizem-se tantas coisas.

É bom demais para não dar viral: uma escola como ela é, sem açúcar. Ao pé disto a quarta temporada do The Wired é para meninos. Quem voltar a falar sobre ensino em Portugal sem ter visto pelo menos um quarto de hora deste contentor, ou vivido um, vá dar banho ao dógue, tópas puto?