Coerência

O PSD iniciou com Justino e o PS de Sócrates continuou o que Passos está a retomar. Falo da constituição de Mega-agrupamentos, da fusão e extinção de escolas.Não espero grandes novidades das autarquias lideradas por estes dois partidos.

Mas, não seria já tempo do PCP, ao nível autárquico, denunciar este tipo de situação? Porque ao ler isto, ficamos com dúvidas – percebe-se o que defende a Direcção, mas depois, no terreno, nada acontece. Não bate a cara com a careta:

“A agregação de escolas, a extinção de agrupamentos e a constituição de mega agrupamentos, juntamente com o aumento do número de alunos por turma e o despedimento de milhares de professores são elementos que ilustram bem a conceção que este Governo de direita tem sobre o papel da Escola Pública.

Da Escola Pública democrática exigir-se-ia o caminho exatamente inverso.”

Lisboa arruinada

Lisboa arde há anos. Há prédios devolutos por toda a cidade. Mas ninguém faz nada.

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Carta do Canadá: Cinquenta anos depois

Participei da greve nacional de estudantes universitários,  começada em  Lisboa em 24 de Março de 1962,   lado a lado com  largos milhares de outros estudantes. A greve foi consequência da proibição, pelo governo de Salazar, das celebrações do Dia do Estudante. O aparato policial foi impressionante a cercar a Cidade Universitária. Perante o facto, Marcelo Caetano, então Reitor da Universidade Clássica de Lisboa, falou aos milhares de estudantes concentrados frente às Faculdades de Letras e Direito: verificava que, lamentavelmente, de novo o poder executivo pisava o poder legislativo e,visto isso, estavam todos  os estudantes convidados a jantar no restaurante Castanheira de Moura, ao Lumiar.  Ordeiramente, muitos estudantes dirigiram-se ao restaurante e, quando ali chegaram, foram violentamente espancados pela polícia de choque. Estava aberta a guerra entre academia e regime, que rapidamente alastrou a outras universidades do país. Como seria de esperar, surgiram líderes: Eurico Figueiredo, Jorge Sampaio, Victor Wengorovius, Joaquim Mestre, José Medeiros Ferreira e outros. [Read more…]

25 Poemas de Abril (XV)

Assim cantamos e escrevemos

nas cartas e nas paredes.

Porque nem vida nem sonhos

cabem nas malhas das redes

que o inimigo nos lança.

Temos coisas na lembrança

que cantamos tantas vezes.

Ao ponto de ser mais branca

uma canção sobre os meses

que uma pomba em pleno voo. [Read more…]

Outro caminho – 3 propostas para sair da crise

O sr. FMI sugere que a resolução dos problemas estruturais profundos é a única saída para o nosso país.

E parece-me que o Homem tem razão. Podemos começar por mexer na questão do financiamento às empresas. Os contribuintes europeus entregam o seu dinheirinho ao Banco Central Europeu, que o empresta aos Bancos a 1%. Depois, cada um de nós vai lá, aos bancos, “pescar” crédito a 6 ou a 7%. Ou seja, os Bancos emprestam-nos o NOSSO dinheiro e ganham com isso. É um exemplo de problema estrutural profundo que seria importante resolver. Mas há mais. [Read more…]

Pergunta d’o Diabo (10.4.2012)

MEC admite

Imagem do Jornal Público: MEC admite que pais não vão escolher escola dos filhosSegundo o Público (versão em papel) os Pais não vão poder escolher a escola dos filhos.

A sério?

Ainda ninguém tinha percebido

São os “portugueses” que têm falta de cultura política…

Conde Rodrigues

…. mas depois vê-se o exemplo que alguns portugueses dão – esses que tecem juízos de valor sobre os primeiros. Seguramente que não existia melhor escolha.

Aproveitar a oportunidade

fantástica de conseguir para Gaia um dos melhores projetos de intervenção social que se viu por estas bandas.

25 Poemas de Abril (XIV)


Dão-nos um lírio e um canivete
E uma alma para ir à escola
Mais um letreiro que promete
Raízes, hastes e corola

Dão-nos um mapa imaginário
Que tem a forma de uma cidade
Mais um relógio e um calendário
Onde não vem a nossa idade

Dão-nos a honra de manequim
Para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos um prémio de ser assim
Sem pecado e sem inocência [Read more…]

Dito por Constâncio tem outro valor…

Vítor Constâncio descarta resgate europeu a Espanha

Constâncio, o ex-ministro sem pasta campeão dos acertos.

A desgraça

A composição do preço dos combustíveis é um assunto opaco, como quase tudo o que dá muito dinheiro a ganhar em Portugal. Sempre que se fala no assunto, surge logo a ideia de que pagamos muitos impostos, o que é a mais pura das verdades. A seguir, quando chegamos à conclusão que estes impostos podem representar 115% do preço sem taxas (valor registado para a gasolina em Março deste ano), a conversa normalmente degenera em insultos aos sucessivos governos e à forma ignóbil como estes nos roubam descaradamente. Mais uma vez é tudo a mais pura das verdades.

Normalmente ignorado, é o facto do preço dos combustíveis sem taxas, em Portugal, ser consistentemente superior à média europeia, disso não se pode directamente culpar o estado:

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Hoje dá na net: Estação Carandiru


Em «Estação Carandiru», mais um grande filme do cinema brasileiro, o médico Drauzio Varela narra a sua experiência na prisão de Carandiru, bairro de S. Paulo onde ocorreu um massacre, em 1992, que culminou com a morte de mais de 100 reclusos. As condições das prisões brasileiras, a forma como os presos são tratados e as incongruências do sistema presidiário brasileiro são explorados de forma magnífica neste filme realizado por Hector Babenco.
Carandiu é, a par do bairro, também o nome da Estação na qual o médico saía para se dirigir à prisão.

Pudera, quem é que nega o ganha-pão?

 

Quanto é que a banca tem ganho mesmo por emprestar dinheiro ao estado? Ora bem, SCUT, PPP, cenas, troika, mercados e coiso… bom, é fazer as contas.

 

Imagem: colagem a partir do Expresso de amanhã.