O dantes é que era a sério

no ensino em Portugal, muito bem explicado pelo Alexandre Homem Cristo.

Comments


  1. Excluindo qualquer conotação política que lhe queiram dar, a verdade é esta: as pessoas saem da universidade sem saber escrever português! Tenho vindo a comprová-la ao longo da minha carreira profissional.


  2. Pois, mas a questão pertinente aqui é: afinal, onde está a evolução no ensino da língua portuguesa? Sim, porque se a coisa tem sido assim nos últimos 30 anos, o máximo que posso testemunhar é uma total estagnação ou até mesmo uma ligeira involução.


  3. Assim de repente não estou a ver o que tem a ver a fazenda com as calças… Quer dizer que se tivesse tido, por exemplo, uma avó analfabeta, eu não saberia escrever português?
    Desculpe a minha ignorância, caro João José, mas não estou mesmo a compreender…


    • Quer dizer que em 30 anos Portugal deu um enorme salto em qualificações, vindo de um tempo de analfabetismo. E também quer dizer que por regra é muito mais difícil ensinar quem cresceu sem livros em casa e no ensino básico já tem mais habilitações do que os pais. Por isso o ensino só evolui por gerações.
      Também quer dizer que nunca se leu e escreveu tanto, nem nunca fomos tão cultos.


  4. Sim, obrigada, agora compreendi melhor; mas o facto é que a maior parte dos jovens de hoje, mesmo já com pais licenciados, continua a escrever muito mal o português!


  5. Ó João José, não sei não! Quase diariamente me deparo com erros de ortografia (já para não falar de gramática) que me deixam os cabelos em pé, dados por pessoas formadas e de uma faixa etária que vai dos vinte e poucos aos quarenta e muitos!


    • Ainda bem que se depara com erros de ortografia, quer dizer que escrevem. 30 anos atrás deparava-se com analfabetos que assinavam documentos com uma impressão digital.


      • O importante é saber escrever, nem que seja mal… Andamos a dar demasiadamente importância a isto de “escrever bem”…
        Com ‘c’, sem ‘c’, com um coração no ‘i’, sem um coração no ‘i’… O que realmente importa é que deixamos de ser os analfabetos das dedadas, e passamos a ser os analfabrutos das canetas!
        Eu por mim, qualquer forma é igualmente engraçada!
        E também, perguntar aos professores o que eles acham dos seus alunos, é prova de absolutamente nicles! 😉


        • Ora aí está! Voz, eu não me teria expressado melhor! 🙂

          Conclui-se, portanto, que a educação no que ao ensino e aprendizagem da Língua Portuguesa se refere, evoluiu no sentido quantitativo, mas definitivamente não o fez no sentido qualitativo!


        • Quando os factos não chegam já percebi há muito tempo que nesta discussão, quando o umbigo geracional fala mais alto que o óbvio (só a quantidade gera a qualidade parece-me elementar), nada como recomendar a re-leitura do episódio do Velho do Restelo. E não se esqueçam de procurar os decassílabos, essa fundamental componente da escrita e da leitura que a tantos ajudou na precisão ortográfica (esqueçamos que o Camões a desconhecia) e no saber das gerações que tantos homens letrados e cientistas nos deixou, ao ponto de os milhares que hoje temos serem completamente irrelevantes,


          • É… Quando os factos não chegam, lá temos que recorrer aos Mitos… E andamos nisto!
            É giro 😉
            Mas não se apoquente…


  6. Acho que estamos a discutir coisas diferentes. Não ponho em dúvida, de forma alguma, que a educação, o ensino, sofreram uma evolução. Aliás, é perfeitamente natural que assim seja. O que ponho em causa, sim, por simples e quotidiana constatação, é que, apesar de termos menos analfabetos, temos uma menor qualidade de escrita da língua!

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