Quando um filho morre primeiro…

Penso neste assunto muitas vezes…

Hoje, ao ler o DN de 7 de junho, que andava perdido no balcão da receção da minha escola, uma notícia de última página chamou-me à atenção: a filha do tão conhecido arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer morreu na passada quarta-feira, aos 82 anos. O seu pai já vai com 104 e, no mês passado, esteve internado 15 dias no hospital. Estava ansioso por voltar a trabalhar!

Este homem tem mais de um século de vida. Não é comum alguém atingir a sua idade. Viu morrer muitos amigos e muitas pessoas de família. Está mais só. Muito mais só agora, sem a filha, a única. Saberá Niemeyer enfrentar duma forma mais sábia a morte dum filho? Será para ele a morte algo mais «natural» que para o resto dos mortais?

O trabalho poderá ser a sua grande companhia.

Lamento imenso a morte de Anna Maria.

(Lamento imenso a morte dos filhos de quem quer que seja ainda vivo).

Espero que a criação de Niemeyer não termine por aqui…

Comments

  1. Manuel Correia says:

    Também eu lamento imenso. É também uma das pessoas deste mundo que muito admiro. Os meus sentidos pêsames ao Grande Arquitecto. Um abraço.

  2. maria celeste ramos says:

    Dele recordo sempre as obras que visitei em Brasília – pois que é, juntamente com Lucio Costa, o arqtº da bela Brasília que visitei 2 vezes com intervalo de 10 anos e sempre e ainda em construção embora com grande parte já habitada – a 2ª e mais bela cidade “administrativa” do planeta e construída depois de toda desenhada no papel (agora claro com o crescimento de qualquer cidade que “cresce” incluindo a cidade dos operários a poucos km da “capital”)

  3. maria celeste ramos says:

    Brasilia o seu legado mais fabuloso – que visitei 2 vezes com intervalo de 10 anos – e nada esquece

  4. maria celeste ramos says:

    Niemeyer não é o arqtº da cidade – do desenho da sua estrutura -mas dos Monumentos – a Catedral de S.João Bosco – maravilhosa de maravilhosos vitrais – da Catedral com aqule entrada munumental e os 12 apostodos a “abrir alas” para indicar o caminho – não sei quem fez as esculturas – talvez Niemeier já que o “anjo” pendurado do tecto da catedral é dele e é lindo – a cidade é de Lucio costa com desenho de estrutura em forma de avião – Fez também o “teatro” que parece uma mastaba e agora não me lembro de mais – lembro sim do Palácio de Itamarati – lindérrimo onde vi pela primeira vez na vida pelares e arcos em ogiva em betão – lindo – o jardim esterior e interior é de Burl Marx (estive em cada dele a 8 km do Rio e chama-se o “sítio de Burl Marx” com quainta onde reuniu a maior colecção de orquídeas selvagens da amazónioa (fez-se botânico) – são lindas as suas esculturas de cana da indis que pintou e emterrou no jardim da casa – lindo (ele era igualmente escultor e pintor) e candeiros electrificados que são arranjos florais e tinha na fachada da casa carrancas de bercos de oesca (como os nossos da Ria de Aveiro) – a casa era um museu de várias artes só dele – e um grande vuveiro de outras plantas que caçou na amazónia – fui várias vezes ao Rio mas só uma vez a sua casa
    Mas não sei de quem é o arqtº das Quadras e superquadras (habitação) nem o desenho dos edifícios da Cidade Administrativa – prismas longos e altos e paralelos e não sei de quem é as TIJELAS uma virada para cima (creio que é o Senado) outra para baixo (Parlamento) e entre ambas um prima ao alto – a administração – é muito bonito e monumental – Vale a pena visitar Brasília e o Serrado (área ecológica – terra vermelha rica em alumínio) e a Palmeira Buriti com casca que parece o nosso sobreiro e subir àquela infernal torre nem sei de que altura com restaurante giratório que perece que já se está â altura de avião e de nde se vê toda a cidade incluindo a lagoa – feira artificialmente numa ponta da cidade para humidificar o ambiente já que a humidade relativa do serrado é de 5% e sufoca de ar sêco – Brasilia é uma Obra de Arte
    Mas tenho livros de Brasília e posso recordar quem fez o quê
    Não me importava de lá voltar – só fui duas vezes – os lugares devem ser visitados mais do que uma vez para se perceber como evoluem – ou como se lixam e de repente lembro que visitei Nuremberga de que não restava pedra sobre pedra e “levantaram-na” do chão – aliás alemanha foi 80% destruída excepto a Catedral de Colónia que é do mais gigantesco e belo que vi – mas não foi destruída – ADORO catedrais – adoro arquitectura religiosa – comove-me – e conheço quase tpdas senão todas as catedrais da europa mas já nem recordo todas os lugares delas – frança e alemanha creio ter visitado todas – e também de Espanha – lindérrimas a de Burgos pelo menos e o Escorial – E de Barcelona claro – e a de Chartres com 2 torres feitas com 300 anos de diferença pelo que a torre norte e sul são diferentes – feitas com 300 anos de distância – interessante serem tão diferentes – vou dormir – o sol está quase a pino – estive a ouvir reportagem com Sasseti – que coisas lindas disse da forma como abordava a música de jazz como se enfeitiçou pelo jazz e com quem tocou – com os maiores claros que vinham ao Hot Club – mas não tocou com Miles Davis – ou não falou dele – adou e era amigo de Gallespie – já não vou ao HOT há tantos anos – tenho de voltar – ardeu mas está reaberto – tinha dois amigos que tocavam lá – um era colega do colégio das Caldas da Rainha – eng – Vasco Henriques – casado com colela Ayala Moreira que já cá não está e a quem chamávamos o Anico – tocava piano e outro tocava piano também, o artº José Luis Tinoco que me pintou em canetinha de aparo de tinta da china uma lindérrima caricatura – esteve muito doente e nem sei por onde anda – “retirei-me” que adoro – há um outro amigo médico tocava no Hot contrabaixo – já não sei por onde anda embora o tivesse visto acidentalmente há 2 (??) anos em nernissage de galeria Nova na Lapa – ai Joana Vasconcellos que me fez vasculhar na memória dos homens das “artes” – dos Hot e das Tertúlias do Copacabana e Vává

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