Acabou o corrupio?

corrupioUm velho amigo, jornalista experiente e resmungão, mostrava-se sempre muito irritado com os erros dados pelos seus colegas de profissão, explicando, entre muito vernáculo, que não seria admissível que um mecânico de aviões se descuidasse com um parafuso que fosse. Se a ferramenta de um jornalista é a língua em que escreve, substitua-se o parafuso por sílaba e o avião por ortografia ou por construção da frase.

Na página do ionline, esteve bem visível um erro ortográfico: corropio. Entre tantos dicionários, prontuários e correctores, como se explica que uma palavra como “corrupio” possa aparecer mal escrita? Retomando a imagem do parafuso e do avião, estamos diante de um provável despenhamento: há um jornalista que não domina a ferramenta e há uma multidão de leitores que é arrastada para um erro ortográfico.

Comments

  1. armindo vasconcelos says:
  2. Maquiavel says:

    Acabou foi o corrector ortográfico (automático)…

  3. Agora vou ser mauzinho: “uma multidão de leitores que é arrastado”. Não será antes arrastada?
    Seja como for, também eu tenho as minhas dúvidas e dou os meus erros. Mas um jornal (ou um canal televisivo) deve ser impoluto no uso da língua, até pelos recursos que tem (ou devia ter) ao seu dispor.

    • António Fernando Nabais says:

      Caro João
      Não foi nada mauzinho, tem toda a razão. Não sei como apareceu um masculino onde devia estar um feminino: é “arrastada”, claro. Sem querer arvorar-me em infalível, que não sou, é o resultado de falta de revisão.

      • São as vantagens de se trabalhar em equipa. Que é o que devia acontecer nos órgãos de comunicação social. Mas parece que o luxo de contratar revisores competentes e de assim respeitar a língua não se coaduna com os ditames do lucro financeiro.

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