Confesso que a escrita nem sempre é uma companhia fiel e de tempos a tempos o síndrome da folha em branco passa por
aqui. E foi preciso uma luz para me devolver o prazer de escrever.
Descobri ontem o significado da palavra Láparo. E percebi o que o pai do Láparo está a ver.
Se fosse um pouquinho maior e nem sequer estou a pensar no tamanho, talvez visse fome, miséria, despedimentos, empresas falidas, bancos geridos por ladrões, boys a tomarem conta de tudo o que dá lucro…
Mas é um ser vivo menor! É um simples pai de um láparo, escondido na sua toca que levantando as orelhas pensa que consegue ouvir um comboio, mas não percebe que a luz ao fundo do túnel não é a da saída, mas a do comboio que vem em sentido contrário.
Será que teremos força, quer para descarrilar este comboio da desgraça que alguém colocou no nosso caminho, quer para colocar o pai do láparo bem na frente do bicho?






Mais cedo do que ele pensa.
Foi sempre evidente que o homem, ele próprio, é um Láparo que precocemente se assina de Coelho. Não se pode esperar que alguém tão arrogante e presunçoso, com tão desmedido ego, se preocupe com a desgraça que vai espalhando à sua volta. Este nanismo de espírito poderia ter sido evitado se o pai, no momento certo, tivesse recorrido ao onanismo…