Sexo não consentido, mentiras e o relatório da Goldman Sachs

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Ao abrir o documento que ontem apareceu, na parte respeitante à educação, dei  com citações de dois relatórios (do Tribunal de Conta um, o outro de uma comissão nomeada por este governo), ambos conclusivos quanto ao magno problema dos custos do ensino público versus ensino privado que o estado paga. Leram mas concluem o contrário. Ainda passei os olhos por mais umas linhas, vomitando perante uma panfletagem ideológica sobre a dita liberdade escolha de escola (na realidade uma ditadura de separação de desejáveis dos indesejáveis e de mais negócios obscuros a serem pagos com os nossos impostos), a tanga da autonomia e a treta habitual de citar a Holanda (onde o ensino é todo privado mas as escolas não podem pertencer a entidades com fins lucrativos). Querem ver que o Ramiro Marques já é consultor do FMI? assustei-me.

Confesso não ter tido pachorra para muito mais: já levei o suficiente do menage Valter Lemos, Maria de Lurdes Rodrigues e José Sócrates, suas cantigas de embalar sobre os privilégios dos funcionários públicos em geral e dos malandros dos professorzecos em particular.

Com uma pachorra que lhe invejo o Paulo Guinote já analisou outros casos de  conto do vigário: os rácios alunos/professor ou de professor por português em idade activa.

Estranhei porque, para todos os efeitos, o FMI costuma disfarçar melhor, dando aquele arzinho tecnocrata que convém  Erros de tradução? mas que diabo, um dos homens da delegação permanente é brasileiro, têm técnicos portugueses em permanência. Estava nesta dúvida quando apareceu o Carlos Moedas, e a sua ESAME. Ah, o relatório não é do FMI, é do homem da Goldman Sachs (aposto que o Borges fez no mínimo uma revisão). O FMI não existe, é uma fita vossa, cantarolei. Está tudo explicado, grande Moedas, quando isto der a volta vou-te levar uns cigarros à cadeia.

Claro que se me armasse em maroto diria haver aqui também uma mãozinha da Fenprof. Não estava nada nos meus planos  ir no dia 26 Lisboa (detesto manifes nacionais e o erro crasso que as sustenta).

Pode-se dizer que já lá estou, e farei o que puder para convencer os meus colegas a fazerem o mesmo. A ideia deles é meterem medo, assim funcionam as ditaduras ainda antes de o serem. Vamos ver quem suja as calças primeiro.

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