Não, ainda não – as escolas não estão a oferecer nada!
Trata-se apenas do nome dado ao processo de selecção dos professores contratados pelas escolas nos dias que correm – há um professor que vai para a reforma, que fica doente, etc…, e então a escola abre um processo para escolher o “novo” docente – a isto foi atribuído o nome de ofertas de escola.
Felizmente (digo eu!) o MEC resolveu colocar alguma ordem nestes processos e minimizou as possibilidades dos Directores das Escolas e dos Agrupamentos, hoje fortemente envolvidos nas dinâmicas partidárias locais, poderem escolher quem queriam. Uma vezes até poderia ser pelos melhores motivos, mas em parte significativa dos casos conhecidos a amizade era um bom motivo…
Mas tem havido excepções e há escolas que insistem processos questionáveis – a Escola Secundária de Paços de Ferreira tem aberto um concurso para Professor de Português onde consideram 50% para a graduação (nota de curso + tempo de serviço) e outros 50% para uma avaliação curricular – de acordo com a lei poderia ser uma entrevista.
Agora, usar nesta análise a publicação de obras ou os cargos desempenhados é colocar mais uma vez a sala de aula de fora, isto é, foca-se a escolha do docente em elementos exteriores ao que é a matriz do trabalho docente – a sala de aula.
Vamos fazer um esforço por acreditar que este modelo de concurso foi pensado com as melhores intenções, ainda que não pareça. Publicações? Mas… Para “dar aulas“?
É um fato tão perfeitinho que parece feito à medida…
Nota: e já agora, fica a informação que o tempo de serviço a considerar é o que tiver acontecido até 31 de agosto.






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