As taxas de juros da dívida pública portuguesa agravaram-se para as percentagens seguintes:
Fonte: Jornal de Negócios
Também Itália e Espanha viram os juros das dívidas públicas registarem aumentos, embora com intensidade inferior à verificada para Portugal. Saudado pelo aliado Cavaco, o governo, pela mão da swinger dos swaps, Maria Luís Albuquerque, exuberou na euforia do regresso aos mercados, há cerca de um mês, realizando uma operação de 3.000 milhões a 10 anos à taxa de 5,669%.
Agora, em momento de subida sensível e generalizada a todos os prazos de juros, os membros do governo ou mesmo os deputados da maioria emudeceram. Olham para o ar e assobiam ‘Singing in the Rain’.
Sinceramente também não tenho paciência para ouvir Vítor Gaspar a argumentar que, tendo chovido torrencialmente no centro da Europa, os juros, fluídos como a água, também registaram subida nos níveis das taxas; ou então, as vacuidades da madame d’ air négligé, estilo Saint Germain de Prés, Teresa Leal Coelho.
O alta dos juros justifica-se com facilidade: os santos investidores acreditam menos no programa da troika e de Passos, Gaspar & Portas SA, sem o suporte do BCE no financiamento do mercado secundário. Por sua vez, o dito BCE não demonstra vontade de criar novas medidas de estímulo que possam valer a Portugal e a outros países. Resultados: os juros sobem e o ‘zé povinho’ continuará a ser espremido.
(Obs.: Nunca imaginei que a chuva pudesse transformar-se em animal feroz, Dr.Gaspar. Eu que, no ano passado, soube de procissões aqui no Alentejo, com párocos e crentes a rogar por chuva ao divino Espírito Santo).






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