Ministro das Promulgações Instantâneas

Chamar Ministro e pensar em Palhaço é crime? Isso agora não interessa! Temos um PR, reconvertido em Ministro das Promulgações Instantâneas. Produz retratos “à la minute”, á medida do freguês Pedro – agora o Subsídio de Férias da fp, reformados e pensionistas é pago em Novembro. Tempo de praia em Angola, pátria do Pedro, do Relvas, da Paula Teixeira Pinto, do Pedro Pinto e de mais uns quantos ‘laranjas’ cinquentões, ou muito próximos disso, que deveriam para lá voltar rapidamente e em força.

Não chamem fascistas aos meninos da JSSD

Eles gostam. É um sonho de netos.

MocidadePortuguesa03

Salazar: se ainda governasse não havia greves!

Salazar e a greve

Obtido aqui

A nova direita ‘fascistóide’ é demasiado sinuosa e cobarde a contestar o direito à greve. Tenham coragem, e embora saibam estar a contrariar um direito sufragado e aprovado pelo povo, basta sem complexos imitar Salazar e escrever, desenhar ou gritar:  “se ainda governasse não havia greves!”.

E, a rematar, bradem bem alto: “Salazar, Salazar, Salazar!”.

No olho do furacão

Documento de fotógrafo, Michel de Souza filmou-se enquanto fotografava uma manifestação no Brazil.

Excelente ideia, óptimo resultado.

 

Neymar

E Messi na mesma equipa vai ser uma coisa do caraças...

Nunca fiz greve e dizem que sou da direita

Quando aconteceu o 25 de Abril, eu era quase um puto. Ou melhor, tinha acabado de deixar de o ser, já que tinha quase 22 anos. Nos dia de hoje seria homem e com capacidade para votar e influenciar a vida das outras pessoas há já quase quatro anos, mas na altura não era assim. Naqueles dias deixei de ser um puto porreiro e amigo das pessoas, preocupado com o bem estar dos que eu conhecia e dos que, sem conhecer ouvia falar, e passei a ser, por via da minha simpatia confessa (naquela altura) pelo PPD acabado de criar, um gajo da direita, por vezes até um fascista. E vivi assim até aos dias de hoje, ouvindo pareceres sobre a minha pessoa, ora bons ora maus, apesar das minhas simpatias não mais terem tido nome. Mas as minhas antipatias sempre o tiveram, apesar da condescendência para com elas que sempre me prezei de ter!

Na minha meninice e na minha juventude (fazia parte dos meninos beneficiados pela sorte por pertencer a uma posição social média e com estudos), a educação que me deram os meus pais, os meus tios e os meus avós, baseou-se sempre no imenso respeito pela maneira de viver dos outros, em especial pelos que menos tinham, no imenso respeito pelas ideias alheias, mesmo que fossem completamente diversas das minhas, no cuidado extremo na forma de falar e no que dizer, por forma a não ofender fosse quem fosse, fosse de que maneira fosse, na solidariedade e na entreajuda. À minha custa, aprendi nos primeiros anos de adulto, que muitos outros não tinham sido educados da mesma forma. Ao longo destes já muitos anos que levo de vida fui batalhando contra essa minha ingenuidade intrínseca, confesso que sem muito proveito. [Read more…]

Subsídios para uma teoria geral da resistência silenciosa

duran adam

http://bit.ly/1035x9Q

O conceito “resistência silenciosa” voltou à ordem do dia, com o duran adam.

Como podemos ler no Público (via agências), o protesto mais visível

[F]oi protagonizado na segunda-feira pelo artista Erdem Gunduz, que, durante várias horas, ficou, de pé e em silêncio, frente ao retrato de Kemal Ataturk, fundador da moderna Turquia, na Praça Taksim. Centenas de pessoas juntaram-se ao mudo protesto, antes de serem dispersadas pela polícia, mas nesta terça-feira dezenas de outros turcos seguiram-lhe o exemplo, permanecendo de pé, e em silêncio, na emblemática praça que se tornou símbolo da revolta.

Para a resistência silenciosa ter impacto, precisa de ser perceptível ou, em última análise, visível. Contudo, como sabemos, há quem prefira pôr o Tarnhelm e deturpar o campo semântico de “manifesta apatia”, confundindo-o com o de “silenciosa resistência”.

Como exemplo prático de resistência silenciosa, desaconselha-se, obviamente, o da direcção d’A Bola e recomenda-se, vivamente, o de Erdem Gündüz. Como epígrafe, sugere-se este parágrafo do Marx in Soho:

HZ Marx in Soho

Post scriptum: Outro potencial contributo para [Read more…]

O último a sair que apague a luz e feche a porta

Depois da Feira do Livro, isto.

Prejudicar os alunos antecipando um exame

Uma coisa é adiar um exame: o que foi estudado para esse dia, estudado está, não vem daí mal algum ao mundo.

Outra a que acaba Nuno Crato de fazer: antecipar o exame de Matemática dos 6º e 9º anos, retirando tempo ao estudo planificado. E criando uma enorme confusão nas Escolas Secundárias com 3º ciclo, que nesse têm outros exames marcados. Muito pior a emenda que o soneto.

Depois os professores é que não se preocupam com os alunos.

Baldomer_Gili_i_Roig-Abisme

Momentum

index

Depois de ler este post do vitorcunha no Blasfémias, resta muito pouco para dizer sobre o que os sindicatos andam a fazer ao País, aos Alunos, aos Pais dos Alunos e aos próprios Professores.

Não tenho dúvidas que surgirão argumentos para tentar desmontar o indesmontável. Serão mais ou menos rebuscados, mais ou menos lógicos, mais ou menos estultos consoante o grau de cegueira, de desinteresse ou de comprometimento do seu autor. Para ajudar, deixo já aqui alguns que podem usar sem qualquer limitação: Marte está no signo de Capricórnio, foi o Pinto da Costa, isto tem dedo da CIA ou só falo na presença do meu Advogado.

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Contributo para um Memorando de Entendimento entre Governo e Sindicatos – Uma proposta de comunicado

«Após análise da complexa situação que a escola pública está a viver e da necessidade de preservar os alunos e a preparação do próximo ano lectivo, a Plataforma de Sindicatos dos Professores decidiu cancelar a greve às avaliações, com efeitos a partir do dia de amanhã.
O Governo e a Plataforma Sindical de Professores decidiram que:
– o horário de trabalho dos professores passará para 40 horas semanais, incidindo esse aumento de horário apenas na componente não-lectiva. A componente lectiva continuará a ser de 22 horas.
– o cargo de Direcção de Turma continuará a fazer parte da componente lectiva e corresponderá a 2 tempos semanais.
– a mobilidade geográfica a que os professores estarão obrigados terá um raio máximo de 60 quilómetros.
– o processo de Requalificação dos professores [Mobilidade] irá prosseguir conforme planeado. Nesse sentido, será constituída em data a anunciar uma Comissão Permanente de Acompanhamento do Processo de Requalificação, da qual farão parte, em igual número, representantes do Ministério da Educação e dos Sindicatos de Professores. Esta Comissão Permanente será a responsável pela elaboração de um relatório sobre todo o processo de Requalificação e terá uma duração de 36 meses a partir da data da sua constituição. Qualquer uma das partes poderá solicitar o prolongamento dos trabalhos por mais 12 meses. Após a recepção deste relatório, que não será vinculativo, o Governo tomará a sua decisão relativamente ao Processo em causa. O Governo compromete-se a não tomar qualquer decisão antes da recepção deste relatório.»
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Crato obnubilado pela coisa turva

«Nunca deixei de me espantar com a desfilada insana de certos homens para o abismo da sua perdição moral e intelectual» diz Baptista Bastos numa sua crónica recente, atento ao gato escondido com o rabo de fora que constitui efectivamente esta guerra do ministro da Educação Nuno Crato aos professores e à Escola. Mas a desinformação prossegue, e esta manhã no Fórum da TSF debatia-se acaloradamente a questão dos direitos dos alunos, falava-se do respeito que merecem, das suas expectativas e do seu futuro, como se a greve às avaliações fosse na génese e no seu fim um ataque aos alunos, que assim vêem as suas férias estragadas coitados, e o seu futuro ameaçado – e a palavra futuro é aquela bandeira desarmante para os incautos sempre confiantes nele, como se não dependesse da sua acção presente, os incautos e adormecidos à sombra do destino sempre prontos para defendê-lo na sua abstracção bestial, enquanto outros o enformam numa coisa esquisita onde o Estado não tem responsabilidades sociais, o futuro tornado algo cujos desfechos dependeriam essencialmente do Altíssimo, pois tratando-se de governação, e da governação dos homens, Ele, que os criou, é que sabe e é capaz de tomar as melhores decisões.

E pronto, estamos nisto – no debate ao lado, enquanto Nuno Crato prossegue a sua caminhada, de bandeira na mão e de peito aberto às balas, como um verdadeiro revolucionário, empenhado em defender o que ainda quero acreditar ser algo que não compreendeu inteiramente, obnubilado que parece estar pela coisa sempre turva do exercício do poder, esse corruptor de homens vacilantes, como parece ser Crato. Ou, como diz Baptista Bastos, «a vontade de ser ministro de um desprezível Governo como este parece tê-lo obnubilado.»

Investimento público

Estádio: Vivaldo Lima (Vivaldão), Manaus Escritório responsável pelo projeto: o alemão Gerkan Marg und Partner (GMP) Valor estimado da obra: R$ 500 milhões...

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A JSSD e os sindicatos

Querem mudar a constituição, só pode. Oito deputados de um partido social-democrata.

Relatório PPP e o Gorducho Rui Paulo

Quem veio a terreiro contestar com marginalidades o argumentário do Relatório da Comissão das PPP, e logo com um sorriso cheio de dentes plantado no rosto, foi o deputado do PS, Rui Paulo Figueiredo. Mais uma relíquia do socratismo no respectivo grupo parlamentar. Para o improvisado porta-voz dos Governo Sócrates, que não do PS, os factos elencados pelo relatório pouco importam. A primeirinha coisa a fazer, antes de mais, foi politizá-los reduzindo-os à longa batalha politiqueira medíocre entre o danoso Partido Socialista e o desastrado PSD, faces da mesma moeda má do Regime. O que é que aflige e afadiga o risonho e anafado Rui Paulo Figueiredo?! Não é o facto de os contribuintes e o Estado Português estarem esmagados de compromissos e de dívidas à Banca que financiou as PPP, esmagados pelas obrigações do Estado aos concessionários protegidos por cláusulas leoninas. Isso é uma bagatela para o Ruizinho.

O que incomoda é que a Comissão de Inquérito das Parcerias Público-Privadas não tenha abortado as suas conclusões, mas tenha feito uma encenação, uma manobra de diversão para afastar a Opinião Pública da realidade e da actual governação troyko-europeia por interposto Governo-PSD-CDS-PP. Será uma encenação que paguemos de modo grotesco o que resultou da avidez obreira desmedida e comissionista dos Governos Sócrates, apesar do acidente que se desenhava a grande velocidade?! [Read more…]

O prazer inorgânico

Quando a agenda mediática passou a levar ao colo os protestos considerados inorgânicos, numa estratégia deliberada de descredibilizar os sindicatos e partidos que intervêm em acções de massas, a surpresa foi quase geral. Alguns jornalistas manifestaram-se surpreendidos com o que é possível fazer através das redes sociais, como se eles próprios não estivessem também nas redes sociais. Depois vieram os especialistas explicar o fenómeno. A rapidez com que nos dias hoje surgem especialistas é impressionante. Vem isto a propósito da excitação toda com as manifestações no Brasil, que são de relevar e saudar. Mas. [Read more…]

O chamado Espada e os chamados professores

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No dia da greve de professores, abri o Público com aquela náusea de quem antecipa um daqueles intermináveis e intelectualmente gordurosos artigos de José Manuel Fernandes herdeiro, na sua raiva acéfala aos professores e ao ensino público, do anterior director deste jornal. O número desse dia era minúsculo (mais pequeno que o Diário de Coimbra…) e, página a página, lá fui sentindo o alívio de quem não tem de aturar o desaforo habitual. Só havia o jornalismo medíocre do costume, ponteado por algumas raras luzes de razão e decência.

De súbito, João Carlos Espada (JCE), de quem Miguel Esteves Cardoso diz, com razão, “ser o mais servil, bem intencionado e burro dos campeões portugueses do liberalismo” ( só tenho dúvidas quanto ao “bem intencionado)! Em texto encimado pela foto em que tenta fazer pose de grande pensador, olhando o infinito, o Espada lá desbobina o seu habitual, confuso e pouco fundado arrazoado. Li tudo. Céu, como custou! Mas li. [Read more…]

Crato cumpriu, Crato implodiu

Por Santana Castilho

Em 17 anos de exames nacionais, dos 39 que já leva a democracia, o país nunca tinha assistido a tamanho desastre. A segunda-feira passada marca o dia em que um ministro teimoso, incompetente e irresponsável, implodiu a cave infecta em que transformou o ministério da Educação. A credibilidade foi pulverizada. O rigor substituído pela batota. A seriedade submersa por sujidade humana. Viu-se de tudo. Efectivação de provas na ausência de professores do secretariado de exames, com o correlato incumprimento dos procedimentos obrigatórios, que lhes competiriam. Vigilantes desconhecedores dos normativos processuais para exercerem a função. Vigilantes do 1º ciclo do ensino básico atarantados, sem saber que fazer. Examinandos que indicaram a professores, calcule-se, que nunca tinham vigiado exames, procedimentos de rotina. Exames realizados sem professores suplentes e sem professores coadjuvantes. Exames vigiados por professores que leccionaram a disciplina em exame. Ausência de controlo sobre a existência de parentesco entre examinandos e vigilantes. Critérios díspares e arbitrários para escolher os que entraram e os que ficaram de fora. Salas invadidas pelos “excluídos” e interrupção das provas que os “admitidos” prestavam. Tumultos que obrigaram à intervenção da polícia. Desacatos ruidosos em lugar do silêncio prescrito. Sigilo grosseiramente quebrado, com o uso descontrolado de telefones e outros meios de comunicação eletrónica. Alunos aglomerados em refeitórios. Provas iniciadas depois do tempo regulamentar.
O que acabo de sumariar não é exaustivo. Aconteceu em escolas com nome e foi-me testemunhado por professores devidamente identificados. [Read more…]

A bandalheira do exame de Português

Quem dá aulas numa escola secundária sabe como são aquelas reuniões intermináveis – dezenas de professores numa sala abafada – em que nos dão a conhecer, pela enésima vez, a Norma enviada pelo Júri Nacional de Exames.
Uma Norma que começa por dizer que «A função de vigilante de provas de exame é uma das mais importantes e de maior responsabilidade de todo o processo das provas finais de ciclo e os exames finais nacionais, já que o não cumprimento rigoroso por parte dos professores vigilantes numa única sala poderá pôr em causa toda uma prova a nível nacional. A normalidade e a qualidade do serviço de vigilância das provas nas salas de exame são fundamentais para a sua validade e para a garantia de tratamento equitativo dos alunos.»
Essas reuniões consistem basicamente na leitura da Norma, sendo que os professores vão sendo alertados para todos os imprevistos que podem acontecer e para exemplos de aspectos que em anos anteriores correram mal. Tudo é analisado ao pormenor e até os sapatos que os vigilantes usarão no dia do exame são debatidos. Sobretudo os tacões das professoras, que são proibidos porque podem perturbar o trabalho dos alunos. [Read more…]

Postalinho de Barcelos (8)

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