Ouvi dizer

Que a coisa continua amanhã porque não havia dinheiro para pizzas.

O MEC quer manter a Mobilidade Especial ou requalificação, mais conhecida por despedimento – parece que será só para entrar em 2015, mas é a maior das divergências neste momento.

O horário de trabalho aumenta para 40h, mas as cinco a mais entrariam totalmente na componente não lectiva individual. Por outro lado o MEC mostrou abertura para regular o que é ou não componente lectiva.

Dito isto, será de realçar a ENORME GREVE que temos vindo a fazer – mais de duas semanas depois dos fim das aulas e as reuniões continuam a zero – e ter bem presente uma certeza: foi a GREVE que trouxe o MEC à negociação.

Da nossa parte, só podemos continuar a fazer uma coisa: GREVE TOTAL às reuniões de avaliação. A começar já esta terça-feira!

Negociações com o Ministério da Educação

Enquanto decorrem as negociações entre o Ministério da Educação e os Sindicatos, há algumas preocupações nas redes sociais.

Anda a circular a notícia de que os professores do quadro que venham a ser sujeitos à mobilidade especial não possam ser colocados a mais de 60 quilómetros da sua escola. Há quem pergunte por que razão os professores de quadro de zona pedagógica e os professores contratados não estão abrangidos pela mesma regra.

O alargamento do horário semanal de trabalho para 40 horas será considerado inaceitável, a não ser que recaia exclusivamente sobre o tempo individual de trabalho.

Para além disso, a promessa de que o referido alargamento não incidirá sobre a componente lectiva dos professores já está posta em causa a partir do momento em que o tempo reservado para a direcção de turma deixe de estar integrada nessa componente.

Uma outra preocupação mais ou menos silenciosa reside, no entanto, no facto de estarmos a lidar com um governo que está sempre disposto a cometer ilegalidades e a quebrar promessas.

Elogio do carreirismo

José Xavier Ezequiel

Há meses que ouço na rádio, logo pela manhã, o anúncio da exposição de Joana Vasconcelos no Palácio da Ajuda. Dela diz o texto do anúncio que é  “a mais prestigiada artista portuguesa da actualidade.”

Ora, na minha opinião, este tipo de afirmação roça a publicidade enganosa (cf. Código da Publicidade, art° 11°), por não ser facilmente mensurável essa coisa do prestígio. Até porque ninguém me convence que Paula Rego, que por cá parece ter agora caído em desgraça, não continua a ser a mais prestigiada portuguesa, viva, no domínio das artes plásticas. Pelo menos nas paredes que contam, bem entendido. [Read more…]

Viva a meritocracia!

Secretário de Estado demitido devido aos “swaps” volta à Metro do Porto. A culpa de o país estar como está é dos funcionários públicos, pá!

As aulas acabaram há 17 dias

E continua sem haver notas para ninguém…

Acordo Ortográfico de 1990: alto e para o baile!

Hänninen

Peter Spinney/ Lat Photographic Archive (http://bit.ly/19vk417)

Dizem-nos que “a comunicação social já está quase toda a usar a nova ortografia” e garantem-nos que “a adoção [sic] do AO está em curso acelerado“.

Convém refrear o entusiasmo.

Segundo nos informam,  “[e]sta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico”. Parece que esta também. No Correio da Manhã, escrevem ‘pára’ e assumem. Hoje, no Diário da República, mais três ocorrências de ‘fato’ em vez de ‘facto’. Na TVI, “Tino comenta o fato [sic] de não ter ficado nomeado” e a FERLAP pronuncia-se sobre “o fato [sic] de o Ministério da Educação…”. N’A Bolao “curso” da “adoção [sic]” da “nova ortografia” é tão acelerado que até se despistam nas traduções (sem a elegância de Hänninen).

Efectivamente, está na altura de o baile parar.

Expresso e Visao 762013

[Brasil] Assembleia dos povos

promete prosseguir a luta nas ruas. Movimentos organizam-se “para transformar a [sua] grande pátria sul-americana” numa nação socialmente justa, sem excluídos dos sistemas públicos de protecção – saúde, educação, direito à mobilidade e à participação na vida cívica e política.

Mostruário dos tiques anti-professor (3)

Os professores não são diferentes dos outros trabalhadores

A claque anti-professor e alérgica aos funcionários públicos, de uma maneira geral, parte deste princípio para criticar qualquer reivindicação. Para a referida claque, se a maioria das pessoas tem 40 horas no contrato de trabalho, a que propósito é que outros reclamam contra a inclusão do mesmo número de horas no seu contrato.

É claro que os decisores políticos pretendem passar a ideia de que estão a realizar uma reforma do Estado, espalhando a ideia de que é preciso acabar com as diferenças entre privado e público. Os professores, essa manada de privilegiados, têm de aceitar que terão de ser iguais a outros, embora se descubram excepções com demasiada frequência, pelo que os professores vão perdendo direitos, à medida que outros os vão mantendo.

Em princípio, ainda assim, não custa concordar com a frase: os professores não são diferentes dos outros trabalhadores, porque são trabalhadores como os outros. É certo que há muitos elementos da claque que, na realidade, pensam que os professores não são sequer trabalhadores, pela simples razão de que aquilo que fazem é tão pouco ou tão insignificante que não pode ser considerado trabalho.

Por outro lado, também é verdade que os professores são diferentes dos outros trabalhadores, até porque, continuando a explorar truísmos, é fácil descobrir especificidades que tornam as profissões incomparáveis, no sentido mais neutro de que não é possível compará-las. [Read more…]