Dai-lhes um Hitler, senhor, no aniversário

Crianças judias expulsas de escola nazi

Crianças judias expulsas de escola nazi

Educai-os senhor, que eles só sabem o que ensinam é o título de uma prosa de Mário Amorim Lopes, suponho que a sua estreia no mundo do humor negro. Grosso modo é o que pensa Nuno Crato, pelo menos no Brasil.  A cena é assim:

Por causa do clima e outras cenas de cada terrinha, o Mário Amorim Lopes acha que o ensino deve ser bué de descentralizado. E autónomo. Vai daí, cada escola que trate da sua vida, diz que é uma espécie de heurística, bora lá curtir uma de experimentalismo.

O detalhe de para se escrever um programa dar um certo jeito nomear um grupo de trabalho presidido por uma autoridade científica, normalmente vinda de uma universidade, acompanhada por quem percebe de didáctica da respectiva disciplina e já agora por professores com experiência de leccionação (nem sempre é assim, mas devia ser), é o tal detalhe, vamos ao importante.

O importante é que algures na C+S de Alguidares de Baixo se juntem os três professores de uma dada disciplina e experimentem. Excelente ideia, também se devia aplicar ao sistema de saúde. Os dois médicos que trabalham no Centro de Saúde local também podiam meter o bedelho nalgumas especialidades, sei lá: um fazia umas cirurgias, o outro dedicava-se nos momentos de ócio a descobrir um novo tratamento para as cataratas, e os enfermeiros bem que podiam ficar com coisas mais simples, como as infecto-contagiosas e os cancros. Com jeito e habilidade todos juntos ainda faziam uns transplantes.

Pode correr mal? que se lixe; Alguidares de Baixo é longe, os bisavós dos putos nem sabiam ler nem escrever e foram felizes. [Read more…]

As questões da JSD

Questionar é fundamental numa sociedade democrática. A delegação da JSD no Parlamento tem todo o direito de questionar o que quer que seja como qualquer outro cidadão português e isso inclui questionar o financiamento dos sindicatos. Pena que a sua busca pela transparência não se aplique a outras situações da mesma “natureza”. Será que alguma vez questionaram o orçamento anual da casa real do “avô” Cavaco que custa cerca de 16 milhões de euros por ano? Duvido que todos os sindicatos ligados à Educação juntos recebam 5% desse valor por ano. E se até o “avô” Cavaco não sabe como há-de pagar as suas contas no final do mês, para onde vai tanto dinheiro? Em média, um português paga cerca de 1,60€/ano para manter o PR enquanto o inglês médio paga 0,93€/ano pelo mesmo serviço à Rainha Isabel. Será que a JSD alguma vez questionou este gasto pouco austero? Claro que não! É que a JSD só questiona aquilo que não incomoda verdadeiramente os seus chefes. E só questiona o poder quando é o PS que o ocupa. Durante o resto do tempo a JSD limita-se a brincar às questões. [Read more…]

A ralé que nos governa

Foi transmitida há alguns anos na televisão uma série americana chamada «Um Homem Sem passado». Versava essa série sobre um homem que, de repente, depois de uma ida ao wc de um restaurante, ficou sem qualquer tipo de laço ao passado. A esposa disse que não o conhecia e que o seu marido era outro, a mãe não se lembrava dele, nenhum amigo ou conhecido recordava a sua existência, cartões de crédito e demais documentos eram dados como inválidos. Ao longo de 24 episódios, o homem vai-se apercebendo de que tudo faz parte de uma conspiração na qual está envolvido o próprio Governo. Não pode recorrer à Polícia, não pode recorrer aos tribunais, toda a gente está envolvida na conspiração.
Lembrei-me desta série nos últimos tempos à medida que a situação política no nosso país se ia transformando naquilo que é hoje: um bando de criminosos e de fora-da-lei que actua à margem de qualquer tipo de legalidade e de respeito pela democracia. Eles desrespeitam as leis, mudando-as sempre que a realidade não lhes obedece, e fazem simplesmente o que querem, mostrando prepotência e reles sentimentos de vingança contra quem algum dia os ousou afrontar.
Tal como o Homem Sem Passado, a quem podemos recorrer? Qual é a nossa esperança? Nada, tudo foi minado, tudo foi envolvido naquela que é a maior das conspirações para entregar ao capital todo e qualquer rendimento do trabalho.
Não podemos recorrer ao Tribunal Constitucional. A ralé que nos governa faz tábua-rasa das suas decisões e diverte-se a afrontá-lo a cada momento. O Tribunal manda pagar um subsídio em Julho, ele é pago em Novembro e se na altura houver dinheiro. Muda-se a lei e está a andar.
Também não podemos recorrer ao Presidente da República. [Read more…]

Ideias para diminuir o défice

Acabar com o Plano Nacional de Vacinação. Sempre são 18 milhões de euros por ano.

Master Soprano

gandolfini

Lucy Nicholson/AFP/Getty Images (http://bit.ly/16NzNaO)

Fábula pequenina

O alemão ordenou; o Gaspar aplicou; o Coelho coelhou; a maioria aprovou; o mordomo amochou: despachado, despachou e de pronto promulgou. E o povo é que se lixou.

Para acabar de vez com o Porto

foto: ionline

Reconheçamos-lhe a coerência.

O homem destruiu a Avenida dos Aliados, impondo um projecto arquitectónico sobre o qual os portuenses não foram consultados. Arrasou com os bairros de S. João de Deus e do Aleixo ainda antes de ter uma solução alternativa para os moradores. Hostilizou instituições da cidade, não apenas o F. C. Porto, mas igualmente as companhias de teatro TEP e Seiva Trupe, a quem quis impor a lei da rolha. Trocou uma política cultural pelo patrocínio de eventos desportivos como a Corrida da Boavista. [Read more…]

Mostruário dos tiques anti-professor (1)

Os malandros dos sindicatos

A época de caça ao professor abriu em 2005, com José Sócrates, e ainda não fechou. Os últimos dias, com reacções diversas de tantos ignorantes à contestação dos professores, teve o condão de acordar, dentro de mim, um estranho animal, cruzamento de semiólogo com observador de animais em estado selvagem. É como se Umberto Eco e David Attenborough tivessem casado e, tendo procriado, fosse eu o seu descendente.

A revolta dos professores surpreendeu um governo que acredita, à boa maneira salazarenta, que a maioria deve obedecer em silêncio à sua voz. Face ao atrevimento dos professores, os bandos de comentadores têm soltado a sua raiva.

Um dos animais que mais frequenta o habitat do comentário tudologista é o Raposo. O Raposo é uma subespécie do cronista domesticado, alimentado a grandes doses de preconceito contra tudo que seja público. Provavelmente, quando era cria, mostravam-lhe uma fotografia de um funcionário público e batiam-lhe logo a seguir, obrigando-o a regougar a revolta interior.

Para que não fique sozinho, Raposo recebeu a companhia de mais um triste exemplar de jotinha, esse estranho parasita que sobreviveu à custa da cola dos cartazes que andou a afixar em pequenino e que se alimentava das botas que conseguia lamber.

De que se lembraram estas duas magníficas criaturas? De tentar atingir os sindicatos, essa malandragem cujos membros não têm direito a protestar, porque são pessoas que não trabalham e porque alguns chegam mesmo a pertencer a partidos políticos, um crime hediondo, especialmente numa sociedade que não se quer democrática. [Read more…]

James Gandolfini (1961-2013)

O mundo pula e avança

occupy brazil

Mistério Esclarecido!!!

Agora percebe-se por que é que PPC chama amigos aos cidadãos. É mesmo para nos foder, fortalecendo as nossas relações!

Um sono tranquilo

Ser sindicalista é, nos tempos que correm, uma ocupação da moda. Isto, considerando o regresso à escrita de tantos Aventadores, antes entregues ao silêncio cúmplice dos jotinhas que nos governam. Quando o alfa e o omega da luta política lusa se destina a combater o Mário Nogueira, então poderei ir dormir tranquilo – o nosso trabalho está a ser bem feito.

Nos tempos de Sócrates fomos eleitos os inimigos públicos da Governação e agora, o PSD segue o mesmo trilho, com o mesmo tipo de linguagem, de argumentos e de provocações.

Voltaram os comunistas e as criancinhas ao pequeno-almoço… Só para complementar a informação, será que podem ajudar a clarificar tudo, apontando aqui o nome dos dirigentes sindicais (aqueles que assinam tudo!) militantes do PSD?

O poder foca a sua atenção nos sindicatos, esquecendo-se de governar – está tudo a funcionar bem do lado do contra-poder, aquele em que devem estar os sindicatos. E, ao contrário, tudo funciona mal do lado de quem dirige.

Quanto aos meninos que vivem à custa dos nossos impostos no parlamento, deixo uma sugestão simples: troco todo o dinheiro que o Governo transfere para os sindicatos pelo dinheiro que é transferido para  a JSD ou então, a décima parte do dinheiro que é transferido para as agências de comunicação que, um dia atrás do outro, nos tentam enganar com as mentiras do sistema.