Que péssimo serviço, Carlos Magno!

Sofia Galvão in blind date

Durante muito tempo ouvi Carlos Magno às sextas-feiras debater a actualidade política com os seus colegas de Contraditório (programa da Antena 1) – por entre as frequentes interrupções que ele fazia à Ana Sá Lopes, já agora. Quantas foram as vezes que ele usou o seu tempo de antena para criticar o jornalismo das parangonas, das fugas ao segredo de justiça e da falta de garra jornalística, no geral. [Read more…]

Meu Brasil brasileiro

O título – falta de imaginação – foi surripiado de ‘Aquarela do Brasil’ de João Gilberto. Gosto demais do Brasil. Se me é permitido o aviltamento antipatriótico, asseguro que não me causaria o menor desgosto ter nascido carioca, em vez de lisboeta… ah!, se no Rio morresse, me enterrassem na Lapinha.

As primeiras palavras deste escrito, a despeito do tom jocoso, devem ser interpretadas como sentimentos fraternos e solidários com o povo brasileiro, onde se contam alguns familiares próximos.

Ao longo de décadas, milhões de brasileiros têm vindo a sofrer dos efeitos do domínio de uma classe política corrupta, por vezes amparada em despóticos poderes militares. Antes Lula da Silva e agora Dilma Roussef pareciam ser finalmente a esperança para, ao ritmo do possível, propiciar aos brasileiros uma sociedade mais justa e equitativa na distribuição de rendimentos, criando um equilíbrio socioeconómico que jamais existiu.

Lula deu alguns passos nesse sentido, eliminando níveis de pobreza próximos da miséria. Todavia, o ‘mensalão’, onde pontificou José Alencar amigo chegado do nosso ex-ministro Relvas, acabou por ser fatal para ‘O Presidente Operário’. Inadmissível a corrupção registada.

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Durão Barroso retratou-se junto de Hollande?

Segundo o Diário de Notícias de anteontem,

DB FH 2

Durão Barroso retratou-se junto de Hollande? Será possível? Ter-se-ão enganado no DN? Estarão a brincar connosco?

Ah! Aparentemente, sim, é possível. Não, não se enganaram. Sim. parece que…

Então, as minhas sinceras desculpas. Não fazia a mínima ideia. Mesmo assim, confesso, não acredito…

DB FH

Original: GEORGES GOBET/AFP/Getty Images (http://bit.ly/12YBwfj)

Sem a ajuda de Francisco Belard e de Ricardo M. Santos, não teria chegado a este título do DN. Obrigado a ambos.

Greve: é para continuar

Ou seja, nada de reuniões, nada de notas, nada de avaliações… E o CAOS no país cada vez mais perto.

A Junta de Freguesia de Tadim Censura Comentários

fascismo-nunca-maisA página de facebook da Junta de Freguesia de Tadim (Braga) tem problemas em digerir comentários.
Talvez lhes fosse melhor fazer como a EDP e abandonar uma plataforma de comunicação que vive, essencialmente, de… comentários e partilhas…
É só uma ideia.

Circuito da Boavista: mais de 200 mil espe…

Boavista1

Exactamente. Espe…

Dir-me-ão, defensores do Acordo Ortográfico de 1990, que o contexto – e não a consoante – é a chave que nos levará a decifrar correctamente aquele ‘e’ da palavra abruptamente interrompida. Aliás, convém sempre andarmos actualizados (se alguém conseguir descobrir a norma ortográfica seguida nesta notícia, chapeau!), para não perdermos o fio ao contexto.

Parece, à primeira vista, inegável: a imagem de um carro de competição e as referências a “motores” e a “circuito da Boavista” dar-nos-ão imediatamente a informação necessária para identificar o timbre da vogal encostada, naquele caso, às reticências, mas que poderia anteceder uma translineação

Boavista2

É claro, pois, o contexto… Evidentemente, neste caso, num concerto de Amália, esperamos que haja espectadores e não espetadores — já estamos todos fartos da demagogia das bandarilhas nas touradas, mesmo que, lá no fundo, achemos não se tratar bem de demagogia, pois, mesmo assim, realmente, para quê aquela consoante, perfeitamente absurda, despropositada, inoportuna e desnecessária?

Com certeza, a coisa piaria mais fino se a translineação ocorresse na mudança de uma página ímpar para uma página par, isto é, se

Boavista3

É evidente, não l-e-m-o-s-a-s-s-i-m, nem se–quer–des–ta–ma–nei–ra, lemos assim, desta forma, percebendo imediatamente, ao encontrar ‘-tadores’ na página 22, que se trata de esp[ɛ]tadores. Sim, perceberemos logo. Pois, sim. Provavelmente.

Um dos aspectos aqui em apreço, note-se, é o da maior probabilidade de aquele ‘e’, na ausência de, por exemplo, uma consoante que nos permita antecipar a posição do acento, ser lido como o de, passe a redundância, ‘de‘ e não como o de ‘pé’.

É evidente, tudo se resolveria se todos pronunciássemos a oclusiva a que pode corresponder aquele ‘c’, mas esse é outro aspecto e já por aqui foi discutido.

Ora, resumindo e concluindo, aquele ‘e’ lê-se como o ‘e’ de ‘de’. Sim, mantenho: aquele ‘e’ não se lê como o ‘e’ de pé. Não acreditam?

Então, leiam o título, sem interrupções [Read more…]

A chave desta greve está nas reuniões do 12.º ano

Já todos percebemos que o Ministério está pouco preocupado com a greve às avaliações porque sabe que mais cedo ou mais tarde nos cansamos. Nenhuma bolsa aguenta mais de 3 ou 4 semanas de greve.
Assim sendo, temos de ser mais inteligentes do que eles. Realmente, o adiamento das reuniões do 5.º ao 11.º ano não fazem grande mossa. Com maior ou menor atraso, as notas saem e o trabalho acumulado é despachado a seguir. Sobretudo nos anos não-terminais, as matrículas para o próximo ano até já estão feitas…
A chave da greve passa precisamente pelos Conselhos de Turma do 12.º ano. Porque aí jogam-se outras questões fundamentais, nomeadamente o acesso ao ensino superior. E enquanto não houver notas de 12.º ano, não há Universidade para ninguém. Já aconteceu isso em 1989, é verdade, mas aí os tempos eram outros. Neste momento, nenhum ministro aguentaria tal situação. Nuno Crato ruiria como um castelo de cartas.
E é neste contexto que os Fundos de Greve podem desempenhar um papel fundamental. Com o fim das greves do 5.º ao 11.º ano, todos esses professores ficam libertos do ponto de vista das tarefas profissionais e também do ponto de vista monetário. E com um pequeno esforço de cada um, podem contribuir para que a greve dos colegas do 12.º ano – ou melhor dizendo, de um único colega do 12.º ano em cada escola – se mantenha sem qualquer problema até ao fim de Julho e mesmo depois disso.
Em termos históricos, foi assim que se conseguiram muitas das grandes conquistas dos trabalhadores ao longo dos últimos séculos. Vamos a isso!

As aulas acabaram há 14 dias

E continua a não haver notas para ninguém…

Continua a 100%

Alguém viu por aí a FNE?

Sindicatos de Professores – o dinheiro

Mesmo dormindo bem tranquilo, não deixo de me preocupar com os tiques que alguns deputados do PSD têm vindo a apresentar em relação aos sindicatos e em especial à FENPROF, que, historicamente, é a única organização sindical de professores que tem conseguido incomodar os diferentes poderes.

Dizem os putos ignorantes que é preciso ir a correr ver quanto custam os sindicatos aos Portugueses e até se atrevem a questionar a permanência do Mário Nogueira à frente da FENPROF. Como já referimos, Mário Nogueira respondeu e bem ao menino, mas vale mesmo a pena esclarecer dois pontos: [Read more…]

Acordai

Vamos acordar; o professor vale mais que o Neymar.

O Movimento que lava mais branco

Logotipo

O denominado Movimento “Revolução” Branca é coisa que cheira a esturro. A ver se nos entendemos: neste momento não há candidaturas autárquicas, as eleições ainda agora foram marcadas e nem uma lista foi entregue nos tribunais.

Depois de o serem há um prazo para reclamações, e pelo menos um partido já avisou que reclamará contra todas as candidaturas encabeçadas por gente que pensa a política autárquica como uma profissão. Daí haverá recurso para o Tribunal Constitucional, que terá um prazo breve para se pronunciar. Espero que o faça de acordo com o óbvio e os princípios básicos do republicanismo.

Entretanto temos folclore. Uns juízes decidem sobre o que não existe a partir de queixas de quem não se candidatando não tem nada que meter o bedelho no assunto e sobre intenções de candidatura sem qualquer valor formal. Em democracia é assim, quem discorda vai a votos, tanto mais que existe a possibilidade de candidaturas autárquicas independentes (muito dificultadas, mas existe).

O dito Movimento “Revolução” Branca que se  candidate, ou então ficamos pelo discurso salazarista anti-partidos. Convém lembrar que o Estado Novo também foi produto de uma Revolução Nacional, que lavou bem branco as responsabilidades da direita no afogar da República. E basta ver o vídeo de apresentação para perceber que isto é mais do mesmo. Nem o Carl Orff e o seu execrável homicídio da Carmina Burana falham.

Hoje é Dia da Música

Hoje é dia da música, a arte que faz de nós mais do que somos. Quem confia num homem que não gosta de música?

Hoje queria deixar aqui a minha gratidão aos criadores e aos intérpretes que deram voluptuosidade à minha imaginação. Não levem a mal que destaque os que, entre eles são, agora, mais injustiçados: os compositores e os orquestradores.

Os primeiros, esmagados pelo culto da mercantilização da imagem do intérprete, sobretudo na geralmente designada por música ligeira, os segundos, capazes, com a sua arte, de transformar lixo em mousse de chocolate, são quase sempre ignorados quando se trata de atribuir créditos. Basta pegarmos num molho de discos ao acaso, e tal é evidente. Por vezes nem um nem outro são mencionados! Se assistirmos a um daqueles – poucos – programas musicais dos vários canais televisivos, logo constataremos que, quando se refere “o criador”, se está a referir o intérprete dessa música mais conhecido.

A música é a aritmética dos sons, tal como a óptica é a geometria da luz”?

Ora, ora. Nem tu Debussy, que escreveste estas palavras, acreditas que a música – muito menos a tua! – seja só isto.

Seara, um ‘tachista’ derrotado mas obstinado

O ‘tachista’ Seara sofreu a 2.ª derrota. Agora no Tribunal da Relação de Lisboa, a ratificar a recusa da candidatura pelo Cível de Lisboa.

Para fundamentar pareceres com rigor, comecemos por ver a Lei n.º 46/2005, de 29 de Agosto que começa por estabelecer:

Art.º 1.º, n.º 1: O presidente de câmara municipal e de junta de freguesia só podem ser eleitos para três mandatos consecutivos…

O PR alegou haver um erro na redacção desta lei, ao indicar presidente de câmara municipal e de junta, em vez da câmara e da junta.

Na interpretação de muitos cidadãos, a quem o PR chamaria cidadões, a proposição de reveste o texto legislativo de um carácter mais amplo, a função em qualquer ponto do país, em vez de parcela territorial. Considere-se a seguinte abordagem do Ciberdúvidas:

 Perguntas

De Caldas / das Caldas Dina Aleixo – jornalista – Torres Vedras,  

[Pergunta] Qual das duas é a construção correcta: «de Caldas da Rainha» ou «das Caldas da Rainha»?

[Resposta]

Em das Caldas da Rainha, empregamos o artigo definido as (das=de as); em de Caldas da Rainha, não empregamos esse artigo. Não há regra nenhuma para sabermos quando devemos ou não empregar o artigo definido antes de tal ou tal topónimo. Temos de seguir a fala da gente da respectiva terra. Por isso, devemos dizer a Figueira da Foz, o Porto, o Cacém, a Guarda, em Alvito, porque é assim mesmo que dizem os naturais de cada uma dessas terras. Se quisermos falar correctamente, temos de dizer:

Venho das Caldas da Rainha (ou somente venho das Caldas). Vou para as Caldas. Moro nas Caldas. É assim que dizem os naturais de lá.

José Neves Henriques – 02/07/2009

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Contra a herança colonial

Brasileiros nas ruas contra a corrupção.