Se fazes GREVE

Aqui está o texto.

Passos faz de Nogueira

Eu pensei que já tinha visto tudo, mas afinal não!

Então agora o sr. Coelho é que marca as lutas sindicais?

O Sr. Coelho é que faz a gestão da agenda dos  Professores?

Valha-me Santo António. Esta gentinha perdeu completamente o tino!

Vamos lá ver se a gente esclarece de uma vez por todas o Sr. Coelho, o Sr. Portas, os seus boys e os imbecis que enchem as caixas de comentários de insultos:

– as Greves são marcadas pelas Direcções Sindicais, democraticamente eleitas pelos seus sócios. Se são no dia x ou no dia y, com ou sem exame, às avaliações ou às reuniões, são questões que só os Professores têm que avaliar.

Se defendem o direito à GREVE não podem e não devem questionar qualquer tipo de condição.

Se entendem que a GREVE deve ser limitada, então assumam essa postura ditatorial. Com Salazar não havia GREVES – se voltaram os exames da 4ª classe e a fome, talvez …

Ao governo compete negociar para levar à suspensão da GREVE ou, caso seja incompetente como no caso em apreço, gerir os danos.

E, para quem tinha dúvidas sobre a mobilização dos Professores, aqui ficam os resultados!

 

Contributo para um sindicalismo mais educado

profsAlguns perigosos anarco-sindicalistas-católico-ecologistas de feição maoista, que se acoitam nos sindicatos dos professores, tiveram a peregrina ideia de marcar uma greve para um dia em que deviam estar a trabalhar – na circunstância a vigiar exames.

Estes radicais-extremistas, uns, e extremistas-radicais, outros, maioritariamente oriundos dos bas fonds artístico-literários e do lúmpen proletariado mais recalcitrante e falho de maneiras, pretendem assim perturbar o regular funcionamento dos seus locais de trabalho e, desse modo, ter algum impacto no… bem, no regular funcionamento dos seus locais de trabalho.

Este sindicalismo não é um sindicalismo educado. Não é um sindicalismo respeitador. E todos conhecemos o valor e a importância do respeitinho, que é muito bonito desde que seja o nosso respeitinho. [Read more…]

Ser governante é dizer umas graças

Quando Maria de Lurdes Rodrigues inventou as chamadas aulas de substituição, e tendo em conta que essa decisão tirava tempo individual de trabalho aos professores, alguém lhe perguntou se isso não afectaria a qualidade das próprias aulas de substituição. A impagável ministra respondeu que os professores podiam ocupar o tempo dizendo “umas graças” ou recitando uns poemas.

Os decisores políticos divulgam, frequentemente uma ideia, no que são acompanhados por muita opinião pública e publicada: ser professor consiste, basicamente, em dizer umas coisas durante cerca de vinte horas por semana e ficar de papo para o ar o resto do tempo. Terá sido também por isso que transformaram as licenciaturas em cursos acelerados, desvalorizando a formação científica dos alunos universitários, com reflexos inevitáveis, obviamente, na formação dos futuros professores. De qualquer modo, se dar uma aula é dizer umas graças, quase nem vale a pena tirar um curso superior. [Read more…]

Nuno Cardoso: Sei o que fizeste na década passada

sem nome
Porto, 31 de Dezembro de 1999. Milhares de pessoas, reunidas na avenida dos Aliados para o habitual espectáculo pirotécnico que marca a passagem de ano, começam a contagem decrescente. 10 – 9 – 8 – 7 – 6 – 5 – 4 – 3 – 2 – 1- Zero!
Nada. As pessoas olham para os relógios, olham umas para as outras e questionam-se. 1, 2, 3 minutos e nada. Silêncio total, a avenida completamente apagada. Minutos depois, começa a debandada. Naquele ano, não houve fogo no Porto.
A explicação oficial veio mais tarde. Uma avaria no sistema, mais concretamente no botão que accionaria o início do espectáculo, impedira a explosão do fogo-de-artifício. Num «golpe de asa», o Presidente da Câmara, Nuno Cardoso, vem a terreiro anunciar uma grande festarola para o Dia dos Reis, tradição que caira em desuso e que ele agora prometia ressuscitar.
Este episódio caricato é uma espécie de símbolo da passagem de Nuno Cardoso pela Presidência da Câmara Municipal do Porto. Numa frase, a incompetência e a falta de tacto – político e de qualquer tipo, aliadas a um populismo que teve o seu expoente máximo numa descarada colagem aos clubes da cidade e em particular ao FC Porto. Uma colagem que Pinto da Costa agradeceu, guardando Nuno Cardoso ciosamente no seu bolso e retirando-o de lá sempre que foi necessário.
Contextualizando: [Read more…]

O L’Équipe é o melhor jornal desportivo português

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Hoje, joga a Selecção.

Ao contrário daquilo que acontece noutros jornais (embora, lá no fundo…), no L’Équipe conhece-se a diferença entre Selecção e Seleção.

Sim, está bem, ‘ao’ em vez de ‘ão’: acontece aos melhores.

Post scriptum: O excelente título do Público daria para estarmos uma ou duas horas entretidos com jogos semelhantes a este — “seleção evitará recessão na receção?”, “a recessão da seleção na hora da receção?”, “mais vale uma receção sem recessão do que uma seleção a voar”…  —, mas hoje é sexta-feira.

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http://bit.ly/125Sers

Para Cavaco só te falta o nariz vermelho

Gaspar: a culpa da queda do investimento nacional é da chuva

“Tenho um *ótimo entendimento”?

Claro que não. As aparências, como é sabido, iludem. “Tenho óptimo entendimento”. Exactamente. Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

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Perguntas a um perguntador

A quatro perguntas também posso responder perguntando, ficando implícitas informações ao alcance de um googlar?

Porque há-de o estado subsidiar negócios ou organizações religiosas? porque carga de água deve sair do orçamento geral do estado o lucro dos empreendedores, que fazem pior e mais caro que o estado?  porque será que o estado tem custos superiores com os contratos de associação do que tem com a sua rede escolar? desde quando é que uma empresa que visa o lucro e apenas o lucro faz melhor que um serviço público que tem por único objectivo a satisfação de uma necessidade social?

Porque não há-de um estado gastar mais com umas regiões do que com outras? deve um país abdicar do seu território? e se sim, vende esse território ou oferece-o gratuitamente a uma potência estrangeira interessada? [Read more…]

Desabafo de uma mãe sobre a greve dos professores

Júlia Amorim

A minha Teresa está no 12º ano e como milhares de alunos no país terá exames nacionais, cujos resultados terão reflexo no prosseguimento de estudos.

Ontem, em família discutíamos as consequências da greve dos docentes e as conversas tidas na escola por parte dos colegas e professores. Que confusão de ideias, que demagogia, que ausência de pensamento crítico! A greve dos professores é mais do que justa e quer os pais quer os alunos deveriam estar unidos nesta luta. A greve dos professores não prejudicará os alunos… os alunos é que estão a ser prejudicados pela incompetência dos nossos governantes.

Claro que o efeito da greve será sentido e terá consequências. Será que os pais dos alunos não sabem que os professores também são pais? Que pais gostarão de prejudicar os filhos? A greve é usada como último recurso: quem se dá ao luxo nos tempos que correm de perder um ou mais dias de salário… [Read more…]

Acordei em greve intermitente,

e a  intermitência é um estado de greve tramado.

Enquanto se fala de um dia de greve ao exame de Português, começa hoje uma greve sucessiva às reuniões de avaliação que impede o ano lectivo de acabar.

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Não luto de manhã, trabalho, à tarde combato, no dia seguinte logo se vê o turno que me calha. Isto eu, para eles NÓS estamos em greve permanente, com um custo mínimo e rotativo.

Eles estão tramados.

O Temível Lóbi

da bicicleta, temível.

O Clube

António José Seguro e Paulo Portas chegaram hoje a Londres para encontro anual Clube Bilderberg, “instituição” que reúne a “nata” do mundo político, financeiro, militar e lobista em geral. Este Clube, composto por gente injustamente acusada de mexer todos os cordéis por trás de todos os eventos políticos e económicos relevantes no planeta Terra, vê-se forçado, devido a toda esta injustiça, a reunir à porta fechada, sem jornalistas (em sua representação estão os CEO’s dos principais grupos de comunicação social mundiais como Rupert Murdoch, esse arauto da informação isenta e de qualidade) e, regra geral, sob forte protecção das forças de autoridade do país anfitrião. Mas mesmo que fosse permitida a presença dos jornalistas no evento, a julgar pelo tipo de destaque mediático que estes encontros têm, o mais certo era que poucos marcassem presença. Afinal de contas, que interesse tem cobrir um encontro que reúne cerca de 150 dos principais players mundiais que tomam decisões por nós sobre quase todas as dimensões da nossa vida? Pffffff! Conspiradores… [Read more…]

E pentes a carecas

Portugal quer vender carne de porco a Marrocos e arroz para o Oriente.

Nuno Vieira e Brito