Ou sim ou sopas

Está a ser difícil fazer entender ao governo e ao Presidente da República o repúdio de 75% dos portugueses que as sondagens apontam como estando contra o arbítrio insensato das suas posições.

Nesta altura, o desconcerto não pode ser maior. O FMI, com sinceridade ou cálculo, declara a quem o quer ouvir que se enganou nas medidas tomadas para a Grécia e lamenta os tristes resultados que daí advieram para o povo grego, de passagem dando a entender que haveria culpa também da União Europeia (UE). Os porta-vozes desta vieram a público, em nome da Senhora Merkel e do seu (intragável) Ministro das Finanças, defender a firma em tom abespinhado. Sinal claro que, face à onda que se está a levantar dentro da UE, com os seus fundadores históricos a apontarem a dedo o abuso arrogante por parte dos que, tendo perdido duas guerras militarmente, parecem apostados em ganhá-la por meio da escravatura financeira, leva agora os usurpadores do sonho europeu a tentarem escapar entre os pingos da chuva. No nosso parlamento, o espectáculo dado por Victor Gaspar e Passos Coelho, face a este presumível tsunami político, é apenas grotesco. [Read more…]

Efectivamente, era o fato

Fábio Poço/Global Imagens (http://bit.ly/100qyEx)

Fábio Poço/Global Imagens (http://bit.ly/100qyEx)

Naquele tempo, quando ainda escrevia numa inteligível ortografia portuguesa europeia, Ferreira Fernandes não acreditava que “fato e morada indiciassem um destino” — a propósito, a grafia da ficha técnica do DN daria para um tratado, mas hoje, como sabemos, é domingo.

Porém, segundo o Record,

Carlos Pinho, presidente do Arouca, destacou o fato de Pedro Emanuel sempre ter sido a primeira escolha

Já se sabe, é a vida: há quem atribua importância ao estilo de Mourinho, quem se deslumbre com os fatos de Costinha, quem prefira o fato de Jol, quem recomende os modelos de casaco de corte direito ou assertoado e quem se dedique ao catálogo das cores dos casacos de Merkel.

Depois do fato (de roupa), do fato de Monti, do fato no momento certo, do fato de Pinto Ribeiro, do fato de Octávio Ribeiro, dos fatos e afins do Diário da República, do fato daquela revista e da prova de fatos, temos o fato de Pedro Emanuel (pois, também temos um ‘projecto’, apesar dos *’objetivo’).

Sim, o fim-de-semana está prestes a acabar, mas ainda vamos, creio, a tempo de um desfile.

O urânio e as aftas

Exploração de urânio em Espanha pode afetar Portugal

Banksy – Pinta a Parede!

Primeira e multipremiada incursão de Banksy na realização de cinema, este documentário centra-se na figura de Thierry Guetta, um  francês radicado em Los Angeles, às voltas com o projecto de filmar uma história da street art e de alguns dos seus autores, entre eles o próprio Banksy.

Ficha IMDB. Legendado em português.

Zona de conforto

Os lugares de recuo dos ladrões gestores que foram assaltando destruindo as empresas públicas.

Recandidatura de Passos Coelho é problema dele?

Dele ou nosso, Dr. Alberto João? É fundamentalmente nosso, excluindo o batalhão de privilegiados em que Vossa Excelência alinha.

Inaugure-se a Alameda Helena Matos!

No Blasfémias não se trabalha ao Domingo. É pecado. E quando um ou outro, por motivos imperativos e (a)patrióticos tem de defender o Coelho no santo dia, sente-se obrigado a cumprir os sacramentos da hóstia consagrada e da confissão. O blasfemo bloguer vai à Igreja de S. Roque para a sagrada penitência.

Cumprido o dever, de alma purificada e enfunada de sublime felicidade, dirige-se de seguida à Brasileira do Chiado, nas proximidades, olha com desdém para a estátua do Pessoa e bate-se com o café e o bolinho.

Por força do condicionamento da regra da publicação ou das normas de expiação, a inauguração da Avenida Álvaro Cunhal, por António Costa, ontem Sábado, favoreceu Helena Matos que, assim, não cometeu qualquer transgressão ‘blogueriana’. No tempo regulamentar, pôde fazer a defesa da abertura de uma Avenida António Oliveira Salazar em Lisboa. Justamente porque, alega a comediante, o que António Costa disse de Cunhal pode dizer-se ipsis verbis de Salazar.

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A culpa é dos asnos que nos Governam

Quem é que se lembraria de marcar reuniões de negociação para despedir Professores para os mesmos dias das reuniões de avaliação e dos exames? Sim! Isso mesmo! Foi o MEC que elaborou o calendário de exames e que se lembrou de convocar o sindicato para negociar agora. A GUERRA nesta altura foi “convocada” pelo Governo.

Vítor Cunha não foi à escola

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Começou com uns gráficos, aldrabados até dizer chega (esquecer o secundário para comparar número de docentes com número de alunos não é de cábula, é de asnídeo).

Seguiram-se quatro perguntas, em que a factual tinha resposta e as ideológicas são de anedotário.

Continuando, em dia de greve de professores falou do que não sabe, e levou uma ensaboadela óbvia.

Como não chegasse, entrou agora no território do delírio: compara o sector da distribuição alimentar, que é privado, com a rede de ensino, que é pública, misturando RSI e educação com a maior das naturalidades.

Tudo isto para defender o cheque-ensino, esse santo milagreiro que faria brotar colégios eficientes como outonais cogumelos numa húmida floresta, enquanto as escolas existentes seriam convertidas, imagino, em supermercados. O esforço para defender o capitalismo à portuguesa, sempre a viver das rendas do estado, merece mais e melhor que ser assistido por um manifesto caso de insucesso escolar.

Quadras ao jeitinho popular da época; versão 2013

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Hoje acordei animado
P’ra investir e gastar
Mas tenho de ter cuidado
Já lá dizia o Gaspar

Está um mau tempo tramado
E vendo tal condição
Não serei desgovernado
Guardo a massa no colchão!

Para que os santos te sirvam
Pede com rezas e lérias
Que estes ladrões te devolvam
O subsídio de férias [Read more…]

Num dia de greve de professores temos de falar disto

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Façamos então uma pequena experiência, Vítor Cunha. Coloque os alunos da Escola Visconde de Juromenha a estudar no Colégio dos Plátanos e os alunos deste colégio a estudar naquela escola. E veja depois se não é a Visconde de Juromenha que fica em 2.º lugar no ranking e o Colégio dos Plátanos em 1285º.
Ou sigamos a sua teoria – dar liberdade de escolha aos alunos. Já estou a imaginar. Os putos do Bairro do Aleixo ou de Miragaia, no Porto, a entrarem pelo Colégio de Nossa Senhora do Rosário adentro, cumprimentando com educação as freiras e os padres; os miúdos do Ingote ou do Bairro da Rosa, em Coimbra, a invadirem de forma muito ordeira o Colégio Rainha Santa; a chavalada de Chelas e do Bairro da Quinta do Mocho, em Lisboa, a ocuparem os melhores lugares do Colégio de S. João de Brito.
Mas há uma condição: as escolas privadas não poderão seleccionar os alunos, terão de aceitar tudo o que lhes calhar em sorte. Para podermos comparar, não seria justo que uma escola pública tivesse de aceitar tudo e uma escola privada pudesse seleccionar, pois não?
Acredite, ia ser divertido… e o melhor que podiam fazer à Escola Pública.
Quanto aos custos, depende sempre da forma como se olha para os números. Para mim, é muito claro que o ensino público fica mais barato do que o ensino privado com contrato de associação.
Por último, sabe que é demagogia pura falar dos rankings da forma como o faz. É que se vamos falar dos rankings, apetece-me olhar para o da Universidade do Porto e ver que os seus melhores alunos vêm da Escola Secundária Garcia de Orta. [Read more…]

O amanuense Rosalino limita a liberdade sindical

Rosalino é sintrense, da terra de queijadas. Umas com qualidade, outras sem ela. Depende do fabricante, dos ingredientes e até da inspiração do pasteleiro.

O que acontece com o processo de fabrico das queijadas é semelhante ao que pode suceder no progresso etário, social e político de alguns indivíduos. Às vezes, saem azedos, prepotentes e ufanam-se de poderes que, no passado, jamais imaginaram alcançar. Rosalino, amanuense,  tipo Sousa Lara que pensou ter punido Saramago, é mais uma daquelas figuras burlescas, de espírito serventuário. Ingressou no Banco de Portugal (BdP) e então atingiu o zénite.

Com efeito, o banco central é o habitat natural de quadros da índole de Cavaco Silva, Oliveira Costa, António Borges, Vítor Gaspar e outras sinistras e arrogantes figuras. Por outro lado, mantém uma equipa de segundo plano; os tais amanuenses, tipo Rosalino, que, uma vez chamados a funções governamentais, encarnam a alma e o poder de Alexandre III da Macedónia, o Grande ou Magno, respeitando com fidelidade o pensamento aristotélico.

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