Greve Geral

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Estou neste momento no piquete dos STCP, em Francos, no Porto, a contribuir para o sucesso de uma Greve Geral que se quer enorme. Estamos cerca de 150 pessoas, não saiu qualquer autocarro, mas os motoristas com quem falei afirmam que a pressão é enorme dentro da empresa.

Estamos cá desde as 23:50 e os trabalhadores são unânimes ao queixarem-se dos motoristas escolhidos para cumprir os serviços mínimos: os contratados.
O elo mais fraco, pois claro. Uma noite longa pela frente de nós todos e de outros que queiram juntar-se. Até agora, não saiu qualquer autocarro.

Comments


  1. E agora?

  2. Joaquim Amado Lopes says:

    Pergunta: há piquetes à porta de empresas que não sejam de transportes públicos?

    • Joaquim Amado Lopes says:

      “A Carris está obrigada a cumprir serviços mínimos, por decisão do Tribunal Arbitral. A empresa anunciou que iria 13 carreiras no dia da greve geral – 703, 708, 735, 736, 738, 742, 751, 755, 758, 760, 767 e 781, a funcionar a “50% do seu regime normal”. Na Musgueira, de onde partem alguns destes autocarros, A SAÍDA ESTAVA A SER IMPEDIDA PELO PIQUETE DE GREVE.”
      Estamos esclarecidos quanto ao respeito que os sindicatos e respectivos “patrões” têm pelos direitos e liberdade dos outros.

      Não é preciso descrever o desprezo ou o nojo que esses “piquetes de greve” merecem, pois não?

      • Ricardo M Santos says:
        • Joaquim Amado Lopes says:

          Ricardo,
          Ninguém tem nada a ver com o que o Ricardo fez no dia da greve. Assim como o Ricardo não tem nada a ver com o que os outros fazem no dia da greve.
          Inclusivé se decidem ir trabalhar, como fez a esmagadora maioria dos trabalhadores. Muitos com dificuldades acrescidas por causa daqueles que, mais do que exercerem o seu direito à greve, fizeram por impedir os outros de exercerem o seu direito a não fazerem greve.

          Eventualmente, os piquetes de greve em que o Ricardo participou não foram além de marcar presença em locais específicos.
          Quando piquetes de greve visam especificamente empresas de transportes públicos estão a tentar impedir que outros se possam deslocar para os seus locais de trabalho, “empolando” artificialmente os números de adesão à greve. Isso demonstra má-fé.
          E quando esses piquetes de greve tentam activamente impedir a circulação dos transportes (p.e., bloqueando a saída de autocarros) estão a demonstrar um absoluto desrespeito pelos direitos e liberdades dos outros. Estes piquetes de greve só merecem desprezo.
          Assim como só merecem desprezo aqueles professores que maltrataram e insultaram um professor (com quem convivem diariamente) que decidiu não fazer greve aos exames. Um dos grevistas até o tentou agredir.

          O Ricardo e todos os que acham que devem fazer greve estão no seu direito. Mas o NOSSO direito a fazer greve não prevalece sobre o NOSSO direito a não fazer greve. E isto não é negociável ou sequer discutível.
          Venham os “thumb down” que vierem, não admito que quaisquer FASCISTAS (onde se incluem muitos que decidem, organizam e participam em piquetes de greve) pretendam decidir por mim se faço greve ou não.


          • Não vale a pena chamar aos outros aquilo que é – FASCISTA!

          • Ricardo M Santos says:

            comentário demasiado grande e de fraco argumentário. Espero que a espuma dessa raiva toda não tenha estragado o teclado. volta sempre.

          • Joaquim Amado Lopes says:

            Pedro Marques,
            Portanto, para si, “fascista” não é o que pretende impôr aos outros as suas opções mas sim quem reclama o direito de decidir por si. Segundo esse critério, suponho que reclame ser “democrata”.

            Ricardo M Santos,
            A minha raiva é contra quem reclama para si direitos que não reconhece aos outros. O Ricardo parece conviver bem com essa gente desde que sejam “dos seus”.

    • Ricardo M Santos says:

      houve.

  3. ferpin says:

    Discordo inteiramente de piquetes de greve que impeçam quem quer de ir trabalhar. Estar à porta da empresa a mostrar a sua luta e a ver quem vem trabalhar, óptimo.

    Até para preservar o sagrado direito à greve.

    Isto, por muita justa que eu ache uma greve, e por muito cobardolas que ache os trabalhadores que a sabotam.

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