A casta revela-se em todo o seu impudico esplendor

Excepto por crime de sangue, em flagrante delito, não aceito a prisão (que “pudicamente” designam por detenção) de um ex-Primeiro Ministro como José Sócrates.

A frase é de João Soares, e é toda uma monarquia mental que vem à tona no neto de um republicano que nunca passou politicamente de um príncipe infante.

Somos todos iguais mas uns são mais iguais que os outros, também poderia ter dito, e aqui está toda a razão de uma casta, a sua lógica, o seu espírito solidário quando a começam a despir. Inimputáveis se julgam, condenados, mais que não seja pela história, um dia serão.joao soares

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Príncipe … pode ser, mas tal como Rei, não deixa de ir nu…


  2. Príncipe nunca foi! Um pouco infante com alguma pretensão a sátrapa!

  3. Rui Esteves says:

    Chamar-lhe Príncipe é um pouco exagerado.
    O João Soares nunca aprendeu a voar – faltam-lhe as asas.
    Se ele fosse uma ave, seria uma galinha (gorda).

  4. Marquês Barão says:

    Snr. João, nada de confusões. É preciso esclarecer se Sócrates a ter prevaricado o fez valendo-se das funções de Secretário do partido e de 1º ministro em proveito próprio. Olhe que a ser assim o seu discurso de catálogo cai redondamente por terra.
    Além de que acrescentaria ainda caso que se verifique a situação que explicito, seria bom saber das cumplicidades de que beneficiou. Haverá mãos sujas dos seus mais próximos nessa vertente?

  5. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    E portanto … mesmo que tivesse asas, nunca voaria.
    Desígnios de quem é medíocre.
    Seu pai, igual a ele, só escapou porque apareceu na hora certa e, para nós, no local errado …

    • Acacio says:

      100%!

    • Ferpin says:

      Falam os valentes instalados no sofá.

      O Mario Soares esteve contra o antigo regime e foi exilado no tarrafal uns largos tempos.

      Depois do 25A esteve nas negociações da descolonização rodeado de comunas e militares pro FPLA e frelimo, sem ajuda dos PSD e CDs que estavam em casa escondidos cheios de cagaco. No fim, os militares não cumpriram os acordos de bicasse, e os cobardolas ainda alimentaram nos ignorantes dos retornados a ideia da culpa do Mario Soares ( o que eu já não li ou ouvi de retornados sobre o Mario Soares).

      Depois esteve contra os comunas e a defender o CDs, quando o PSD estava caladinhos cheio de medo, ou entretido a mudar as pratas para Espanha.

      Depois negociou a entrada na CER numa altura em que ninguém acreditaria que valesse o esforço.

      Enfim ainda podia continuar

      Etc.


  6. A arrogância desta coisa (que de gente não merece ser chamado) é equivalente à balofice das bochechas e da moleza da coluna vertebral.
    Tenho nojo de partilhar a nacionalidade com esta escumalha!


  7. Se a Justiça começa a actuar a sério, se os juízes ganham tomates e perdem o medo, se começam a prender políticos corruptos…o melhor é transformar o “Fripór” num gigantesca prisão. E mesmo assim vai ficar a rebentar pelas costuras.


  8. Não é surpreendente nem é «monarquia». É sim a reacção típica da aristocracia. Essa está bem (e nunca se recomenda), passou pelo fim da monarquia (cujo fim lhe serviu), teve uns precalços na 1ª república, onde se lhe juntaram novas famílias. Passou pelo estado novo e chegou a esta actual república sem grandes dificuldades. Querer ssociar~lhe à monarquia é a perpetuação de uma falácia que apenas serve aos aristocratas, pois se já temos república quer dizer que não pode haver aristocracia… pois, os conceitos são independentes, podemos ter monarquia sem aristocracia assim como república com aristocracia.
    Parabéns aos aristocratas, tanto monárquicos (ainda existem?) como republicanos que têm conseguido manter essa confusão.
    assina um monárquico jacobino.

  9. Hélder Pereira says:

    É toda uma doutrina muy coerente de um partido que se diz socialista. Nada de novo, já sabiamos (e vem-me o episódio do Renault Clio à memória, indigno dos delfins do PS) que estes socialistas não gostam de misturas com a plebe que os elege. O PS defenderá a sociedade sem classes, mas onde alguns tem mais classe que outros. Prender um trolha por fortes indícios de prevaricação, ainda vá, agora um muy nobre barão vindo de Paris… é toda uma cabala.

  10. AntónioF says:

    Caro J.J. Cardoso,
    compreendo e, de certa forma, entendo a frase citada de João Soares. Claro que perante a lei somos todos iguais, isso jamais está e estará em causa, mas tratar de forma igual coisas diferentes é, em meu entender um erro, pois nenhum de nós, que eu saiba, foi primeiro-ministro. Se por ventura, o que eu dúvido, Sócrates sair hoje ileso desta história, está, à conta da detenção e da forma como ela foi efectuada, irremediavelmente condenado aos olhos de toda a gente, no país e no estrangeiro! Deve ter sido o primeiro português, que eu me lembre, cuja detenção foi notícia fora deste rectangulo à beira mar plantado. Não concorda?


    • Que perante uma figura pública a justiça tenha particulares cautelas, compreendo, precisamente porque uma acusação não fundamentada traz danos irreversíveis para a própria justiça.
      Daí a tratamento diferenciado vai uma grande diferença. E como se vai revelando, esta detenção é consequência de uma investigação muito cuidada e fundamentada.

  11. Ferpin says:

    Acho divertido e ignorante citarem a família Soares como monarquia.
    Em Espanha o Filipe sucedeu ao João Carlos.

    Aqui em Portugal ao João Soares de nada valeu o pai ser rei. O pessoal não votou nele e ele é zero politicamente. O que prova que a família Soares será pouco monárquica.

  12. Ferpin says:

    Quanto ao circo da prisão do socras.

    Eu detesto o Paulo portas, que moralmente acho um traste (trata-se de um conhecido homossexual que não hesitaria em expor e envergonhar um qualquer paineleiro ministro do cavaco no seu velho pasquim independente), e que em termos de corrupção, tem tantos casos de milhões pendurados, que deve ser ou um super-criminoso que não comete erros, ou a justiça é muito amiga dele.

    Mas, se num processo qualquer o quisessem deter, não deviam fazer circo. Até porque o dinheiro do estado é meu, e quando o juiz Teixeira ar,ou aquele circo contra o Pedroso, que, indemnizou a asneirão fomos nós.

    O socras, ou o Paulo portas não é melhor que eu. Mas o dano que lhe faz uma detenção com circo e TV é muitíssimo maior do que a um tipo vulgar como eu. Se a polícia me viesse deter a casa, ou mesmo no aeroporto, e depois eu explicasse tudo direitinho e eles me mandassem em paz, pouco prejuízo mediatico teria. Os amigos e família só saberiam da detenção se eu lhes contasse.

    Portanto, entendo que quem gosta de ver prender políticos com circo e TV é pouco democrata e muito invejoso. E quem guarda apenas esse prazer para a prisão com circo e aviso as TVs de políticos do partido oposto, é escumalha.

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