Uma simples pergunta para Cavaco

Na sua última ida à televisão, ontem, Cavaco, o avisador, avisou para que os políticos não prometessem o que não poderiam cumprir, para evitar a erosão da democracia face às promessas não cumpridas pelos políticos. E que os partidos devem ser exemplo, bla, bla, bla, responsabilidade e tal.

Não é novidade para ninguém, e não o será para Cavaco, salvo se estiver ché-ché, que este governo prometeu resolver os problemas do país sem aumento de impostos. Neste momento, não interessa se a promessa era realista, importa que não foi cumprida, tendo por isso contribuído para o descrédito das instituições que Cavaco jurou defender.

Quanto ao exemplo dos partidos e do governo, não é preciso dizer mais do que Jacinto Capelo Rego, Tecnoforma, Citius, arranque do ano lectivo e leis orçamentais inconstitucionais.

Portanto, porque é que Cavaco ainda não demitiu este governo? Ou se aplica de facto a hipótese supra ou as suas palavras são palha para encher fronhas.

Comments

  1. Rui Silva says:

    Realmente é verdade o que diz, no entanto este (des)governo tem uma boa justificação e que foi real:
    É impossível reduzir a despesa com o tipo de lei pela qual se rege o Tribunal Constitucional.

    Rui Silva

    • Carlos Ramos says:

      Que confusão vai nessa tola.

    • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

      Caro Rui Silva.
      A Lei pela qual se rege o TC chama-se CONSTITUIÇÃO, documento que esses energúmenos juraram e que agora perseguem para aniquilar e para justificar toda a sua incompetência e incapacidade.
      O TC faz o seu papel. O governo mente e não cumpre a lei, como muitas vezes se viu. E quem não cumpre a lei, é marginal.

      • Rui Silva says:

        Caro Ernesto Martins
        A lei é cumprida, tem sido esse o trabalho do TC.
        A Constituição não devia legislar o ilesgilável.
        Em relação á lei a que chamam CONSTITUIÇÂO, trata-se, quanto a mim, de um programa político.
        E uma CONSTITUIÇÃO deste género, teria de ser , no meu entender, referendada. Só assim teria legitimidade.

        cumps

        Rui Silva

        • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

          Caro Rui Silva.
          A Constituição não legisla. Define princípios que as leis não deveriam contornar, embora saibamos que o fazem, dada a generalidade do enunciado.
          Não me parece que a Constituição actual seja um programa político. Estou de acordo consigo que a Constituição de 1975 o seria, por motivos óbvios. Mas a actual já levou tanta volta que não pode ser considerada como tal.
          Um programa político é traçado quando os governantes lançam à natureza leis e projectos (refiro-me por exemplo ao Orçamento), que vão em sentido contrário àquilo que é definido pela Lei fundamental.
          Mas dou-lhe exemplos: a Educação e o SNS. A Constituição afirma que deveriam ser tendencialmente gratuitos,mas a que assistimos nós? À sistemática privatização ou seja a um verdadeiro programa político de liberalização.
          Estaria completamente de acordo consigo no que toca ao referendo se não vislumbrasse duas impossibilidades.
          1 – Tecnicamente não me parece ser viável; pelo menos, não vejo como o fazer, com toda a sinceridade.
          2 – Depois, por esta razão que é muito mais importante: um referendo exige uma cultura que a grande maioria dos portugueses não tem. O Português anda politicamente à deriva e defende os partidos como se se tratasse de um clube de futebol, com cartão e bandeira. Só lhes falta o cachecol. E abanam com a cabeça a tudo o que o chefe diz. Depois, em qualquer eleição há sempre 25 a 30% de indecisos !!! E são estes que definem o lado da balança para onde o poder cai. Quando nesta altura do campeonato ainda existem tantos indecisos, a “temperatura” está tomada.
          E basta ver que esta maioria terrível que nos tem depenado mais o seu presidente, o chefe sr. silva, teve 5 maiorias absolutas. Faz algum sentido?
          Um abraço e bom ano para si.

    • Nightwish says:

      É impossível reduzir despesa com austeridade. Ainda não deu para perceber isso? Que mais é preciso? A desintegração da UE?

      • Rui Silva says:

        Penso exatamente o contrário.
        A crença que a dívida de uns países deve ser paga por outros países é que acabará com a UE.
        Nós por cá, nem queremos pagar a dívida da Madeira.
        As camaras com contas equilibradas não querem pagar as contas das camaras desgovernadas.
        No entanto achamos razoável que a Alemnha , Holada, Finlândia etc, paguem a nossa dívida

        • Nightwish says:

          Porque a criação da nossa dívida serviu para enriquecer muitos banqueiros, fabricantes de submarinos e muitas outras empresas sabe de que países, enquanto tivemos que destruir as nossas?
          Fora isso, é indiferente achar que devemos ou não pagar, não é possível, porque a economia não funciona assim.

  2. I. Pereira says:

    Embora eu tambem ache que devia haver uma Revisao Constitucional, nao me parece que seja esse o grande problema do pais. Estes canalhas sao uns incompetentes, uns incapazes, nao fazem mais nem melhor porque nao sabem mais. Este retardado que temos como P.R. nao passa de um fantoche, ha muito que devia por ordem na “casa” e mandar esta canalhada trabalhar. Sera que algum deles sabe o que significa a palavra “trabalhar”? Demitir o “des”governo, dissolver a A.R. e convocar eleicoes antecipadas. Sera que esta mumia sabe usar as ferramentas adequadas? Ao fim de 40 anos voltamos a ter uma figura decorativa “corta fitas”…TRISTE!!

  3. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Caro I. Pereira. A revisão da Constituição tem ido constantemente no sentido de proteger e defender sempre quem tem já o poder. Não entre nesse “concerto musical” que por aí se vai ouvindo até porque, como muito bem diz, o problema está tão só na incompetência e incapacidade desta gentalha.
    Quanto ao sr. silva, sou bastante mais crítico que o meu amigo.
    Ele corta as fitas que quer, condecora PIDES e esquece pessoas que levam bem longe o nome de Portugal como Carlos do Carmo, por exemplo. Ele é um perfeito “chefe de orquestra” que só sabe operar na sombra e mandar uns recados como aconteceu há dois dias. Desengane-se se pensa que que ele é assim tão inócuo. O seu estilo é outro bem mais negativo que aquilo que aponta.
    Cumprimentos.

  4. Ricardo Sousa Araujo says:

    Eu acho piada a aqueles que comentam ou dizem que os politicos são uma cambada de incompetentes. Mas será que têm noção daquilo que dizem. Eu acho que eles são muito competentes e a prova disso é que se têm safado à grande e à francesa nestes anos de fartura em que a CE nos tem agraciado com muitos milhões de Euros. Eles e os seus amiguinhos, isso é o que realmente lhes interessa, e o resto é conversa de chacha. Filosofia do politico moderno.
    “Os cães ladram e a caravana passa”

    • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

      Pois eu deixo os cães ladrar caro Ricardo Sousa Araújo, enquanto a minha caravana passa.
      A ligação que o senhor faz do oportunista e do chico-esperto à competência é bem elucidativa de um tipo de postura que explica porque esta cambada que nos governa, tem três maiorias absolutas seguidas.
      Enfim … Esperemos que o senhor não chegue nunca a político, pois o modo como julga a competência, é tristemente clara.

  5. Você enche as fronhas de palha…?! Olhe que dormia melhor com penas de ganso.

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