Nunca faltei a uma eleição, posso garantir-vos. Desde 1969, quando votei pela primeira vez. Nunca me abstive, anulei um voto ou votei nulo (isto não implica crítica a ninguém, cada um sabe de si). Achei sempre que há, entre as hipóteses oferecidas – nomeadamente nas presidenciais, já que nas outras eleições mantenho a escolha da estreia -, uma preferível.
Mas há dias, estando num café, da minha paz “gozando doce fruito”, fui surpreendido pelo habitual debate televisivo entre Santana Lopes e António Vitorino. Encolhi os ombros e voltei ao meu jornal. Mas uma voz surda, com um toque de raiva mal contida, fez-se ouvir: “ainda vamos ter de escolher entre estes dois **##~~&&**“»» na segunda volta das presidenciais”. A ideia foi-se-me agarrando aos ossos e comecei a sentir um vazio no eestômago.
É que a possibilidade, ridícula que pareça, cada vez se me afigurava mais possível. E, por uma vez – pela primeira vez! – ocorreu-me como seria agradável passar esse dia à beira-mar da manhã ao pôr do sol – quer dizer, do abrir ao fechar das urnas. Eu sei, não é bonito nem faz bem à saúde ter pensamentos tão sombrios com este frio. E sabe-se lá o que farei no próprio dia. Mas deixem-me gozar, por hora, esta pequena indulgência.






Somos dois.
Prefiro ser atropelado por um camião, ao atravessar a rua para votar, do que desperdiçar o meu voto em escumalha, ralé que nada tem feito senão destruir o país.
Traidores que deviam estar na cadeia (45, 46, 47, 48,…) vêm agora pedir votos? Uma boa moca nos cornos é a única coisa que terão da minha parte!
Somos 3!
Só que, perante estas hipóteses- Olhem que 2!!!- antes de ir dar 1 giro, vou votar. E, pela 1ª vez, nulo. Abstenção, nunca. Agora vou ter de pensar na frase ou no desenho a ilustrar.
Com o A Costa a enrolar-se e a não propôr nada de concreto, imensamente medroso-tal como o nosso 1ºM- quanto à vitória do Syrisa e quanto àquilo que poderá conseguir, só nos faltava o Vitorino para candidato de “esquerda”.
Pior, é impossível.
Dassss-sssse!!!
Este senhor, Santana Lopes, nem de porrada é farto. Arre, que não desiste! Ainda é rapazinho para se perfilar para a liderança da ONU.
Gozemos, por ora, e depois vê-se n’é?
“… por hora…”??? Ó PROF. NABAIS!!!