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Óptica! Óptica. Sim, exactamente: ó-p-t-i-c-a.

Como diria o John Cleese: The clue is in the title.

Se ‘foot’+’ball’ = ‘football’, então ‘ó’ + ‘p’ + ‘t’ + ‘i’ + ‘c’ + ‘a’ = ‘óptica’.

E óptica ≠ ótica.

Sim, é extremamente simples.

óptica

Jaime Fernandes, o countryman

JAIME FERNANDES PROVEDOR DA RTP - SÓCIO DE LUIS MONTEZ - PAVILHÃO ATLANTICO

O provedor do telespectador da RTP acha que Rodrigues dos Santos fez uma boa sopa de leite, perdão: um bom trabalho na Grécia.

Jaime Fernandes, antes de ficar com o Pavilhão Atlântico privatizado, foi durante décadas a voz off dos tempos de antena do PSD. E antes disso um locutor de rádio que gostava muito de música country.

É indecente não ter, antes de responder às críticas dos telespectadores, feito a sua declaração de interesses, assim tipo, bem, eu sou suspeito, porque gosto muito de música foleira norte-americana.

Agora é a minha vez…

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Ainda não é desta que me irei pronunciar sobra a Grécia. Como dizemos em África, há que deixar correr o marfim… Mas indignou-me o noticiário das 14h na SIC-N. Federica Mogherini visitou Portugal, foi recebida por Rui Machete, a estação televisiva avançou para o Palácio das Necessidades, aturei quase 5 minutos do discurso do ministro e quando me preparava para ouvir a voz da senhora, qual Varoufakis qual quê, esta senhora deve ser o político europeu mais interessante nos dias que correm, que me perdoem os amigos aqui do blog, as senhoras até compreendo, mas de facto queria ouvir a voz da responsável europeia da política externa. Ainda por cima italiana. Depois admiram-se que os cidadãos estejam cada vez mais afastados das instituições europeias. A culpa é da comunicação social. Quando um político tem algo a dizer, um cidadão interessado como eu se predispõe a ouvir, o máximo que oferecem é um canastrão, sem que consiga recordar uma palavra ou sequer o assunto da conferência. Salvou-se a foto, ou pelo menos metade. Neste caso, prefiro a esquerda à direita…

Congresso do PS em 1975

Mário Henriques

Mário Soares: Nós queremos lutar contra a burguesia.

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O ultimato alemão

Conferência de imprensa de Yanis Varoufakis depois da reunião do Eurogrupo (16/02/2015). Em vez de se ler recortes criteriosamente seleccionados pela comunicação social, é de ouvir as declarações integrais do próprio (em inglês), bem como a sessão de perguntas e respostas.

Ouvir por exemplo que o governo grego estava pronto para assinar um documento de extensão do programa a troco de algumas condições, tais como não haver mais cortes das pensões mais baixas e não haver aumento do IVA durante esse prolongamento.  Mas esse documento foi retirado minutos antes da reunião do Eurogrupo começar, tendo sido trocado por uma versão anterior, da passada quarta-feira, no qual os gregos estavam a ser pressionados para assinar não uma extensão mas sim um novo programa, onde era pedido “alguma flexibilidade” nos cortes, sem explicitar.

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SSchäuble, ordem para matar

E o terceiro anjo tocou a sua trombeta, e caiu do céu uma grande estrela ardendo como uma tocha, e caiu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas.
E o nome da estrela era Absinto, e a terça parte das águas tornou-se em absinto, e muitos homens morreram das águas, porque se tornaram amargas.

Apocalipse 8:10-11

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E à terceira semana cessou o fogo de artifício (do cachecol à ausência de gravata, passando pela mentira dos arbustos), e a extrema-direita apontou a artilharia pesada. Paulo Rangel explica tudo hoje no Público, com uma franqueza exemplar: “O caso mais glosado, mas que não é sequer o mais iminente, é o do contágio dos extremismos de esquerda“.

Traduzindo: há que dar uma lição à esquerda grega, antes que pela Europa fora, a começar no estado espanhol, a esquerda comece, ó horror, a ganhar eleições. A ser irresponsável, como já afirma um monte de excrementos chamado SSchäuble, decidido a brincar à blitzkrieg sem força aérea.

Assim se demonstram vários factos, para os quais muito distraídos andamos: quem governa a Europa não é a direita, mas uma extrema-direita, ordo ou neoliberal, que quando sente ameaçado o edifício totalitário que subtilmente construiu e se chama federalismo, não hesita em mandar às urtigas o direito dos povos ao voto livre, que já não o era numa sociedade onde a informação é controlada pelo poder económico, mas fica assim bem claro como nunca o foi. [Read more…]

Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990?

Ou seja, “para no próximo sinal amarelo” e “em risco para o clássico”? Ah! “pára no próximo sinal amarelo” e “em risco para o clássico“. OK. Siga.

Os sítios e os nomes

Finalmente, após um longo – e, certamente, sábio – silêncio no que diz respeito a propostas concretas, António Costa irrompe, firme, com uma das ditas. Dar o nome de Humberto Delgado ao aeroporto da Portela. Compreendo o embaraço das outras bancadas. É difícil e mal compreendido fazer oposição a este tipo de proposta. E, note-se, não duvido da boa vontade dos proponentes nem da sinceridade da sua consideração pelo homenageando. Mas reparem: quando se fazem estes exercícios de toponímia, que consistem em substituir um nome ou referência tradicional e popularmente consagrados por novas designações – independentemente dos méritos dos homenageados -, raramente o novo nome se sobrepõe ao antigo na fala popular, o que reverte em prejuízo da intenção com que a alteração é feita. Portela, continuará a ser Portela, excepto nos comunicados oficiais e, eventualmente, nas notícias da Imprensa. E, aqui, surge a segunda objecção: é que raramente se ouve ou lê uma boa notícia quando se fala de aeroportos. “Avião aterra de emergência no aeroporto Humberto Delgado”, “aviões desviados, devido ao mau tempo no H.D.”, “avião retido com grave avaria no H.D.”, ” ameaça de atentado no H.D.”, “avião despenha-se após descolagem no H.D.”, “voos adiados e caos no H.D.” e por aí fora, estão a ver a ideia.
Abreviando: esta é mesmo a melhor forma de homenagear alguém?

Aguentas Ulrich?

Caixabank lança OPA ao BPI.