Arrufos

passos-coelho-merkel

– Pedrito, apetece-me algo.
– Senhora, vossos desejos são ordens para mim.
– Traz-me um copo de água!
– Sim, vou já privatizar!
[via maquinistas.org]

 

Adoro políticos sensatos

Isenção de taxas ao Benfica “é politicamente incorrecta” mas “sensata”. Poderão fazer a sensatez de me dispensarem de pagar IRS?

Entretanto, no dia dos namorados…

be my valentine

– O meu mandato acaba daqui a uns meses.
– A sérrrio? Mas não têm a eleição prrresidencial primeirro?
– Nein, Liebling,  isso é um truque que temos para não se falar das legislativas.
– Ach so! Depois vemos se ficas com o Gasparr ou com o Constâncio.
– Ah!, como me inspiras. Tenho uma coisa para ti…
– Ja! Ja!, Sê um lindo Männchen e vai picarr os miolos do Tsiprrras com isso.

Luísa Dacosta (1927-2015)

LuisaDacosta

«Os malmequeres tinham os olhinhos abertos a furador e as pétalas de um cheio alto, minuciosamente, pespontado à volta. As rosas? De um coração de crivo, muito trabalhado, partia um recorte fino e sinuoso, preenchido a barras de cheio baixo que um ponto arrastado sublinhava. Nas folhas de pé cheio e bainhas assimétricas, o bordado era ainda mais requintado: uma trama axadrezada e ziguezagueante de pontos sobrepostos. Malmequeres e rosas formavam duas hastes entrelaçadas, como mãos que quisessem colher um rosto, e rodeavam um L — de Letícia? de Luz? de Luísa? A letra era almofadada e o crivo entalhava-se-lhe no corpo e na volta, que terminava em volutas, texturadas e nosinhos minúsculos. Uma bainha aberta, larga, geometrizada a bastidor, e quase musical, fazia-lhe uma moldura, nos cantos rematada por um florescer de pétalas, como que colhidas em frágil teia de aranha. [Read more…]

Oh patego, olh’o balão

Pronto, já temos mais um tema para entreter e esgazear papalvos. O governo está, segundo dizem os seus papagaios menores, a pensar convidar o Papa para as comemorações dos 100 anos daquilo de Fátima. Estando o assunto no domínio da pura possibilidade, as tv’s não se fazem rogadas e já rolam entrevistas sobre o que talvez seja. Ou não. Ou pelo contrário. Há milhares de anos, já o mestre Parménides nos advertia sobre a esterilidade da via do não-ser. Não adianta. Já que não há panem, que não faltem os circencis. Mesmo que rascas.

Na Grécia do Syriza

o fim está próximo. Tenham medo…

Eurosondagem:

Passos Coelho, o fantoche de Merkel. Será que dói quando ela mete a mão?

S. Valentim na tasca

Ontem foi dia da ponte aérea da bifana, missão cujo objectivo é assegurar que a bifana vai a Maomé, que neste caso – não disparem! – é o meu pai.

Era dia de S. Valentim e apanhei a taberneira a perguntar a um dos fregueses do costume:

– Então, compraste um ramo de flores para a tua mulher?

– Flores? Comprei-lhe foi um ramo de couves para o caldo verde!

Como ela não achou graça, e ela é uma mulher que retalia quando não acha graça, ele completou logo, já sem bazófia, todo sentimental, e quase num sussurro:

– E um anel dos chineses, pronto. Daqueles que têm uma pedrinha.

Como ela gostou da resposta, encheu-lhe o copo e sorrimos todos.

Sugestão para o Dia dos Namorados

Amor, flatulências e outros devaneios gratuitos e inúteis do Oh Simão.