Santana, o ser e o nada

santana lopesNum golpe de génio, Santana Lopes enunciou ontem uma verdadeira novidade teórica que fará tremer os fundamentos do pensamento político e, digo mesmo, filosófico. Segundo ele, a prova de boa governação e a permanente relegitimação do governo, emerge do número de grandes manifestações que não se fazem. Quer dizer: não havendo manifestações, o povo está com o governo. É feliz. Estivesse do outro lado da mesa qualquer cândido cidadão que não o sabido do Vitorino, não deixaria de lhe perguntar se o governo, quando há grandes manifestações, se deveria demitir. Mas parece que, no seu tempo, ambos faltaram às aulas de lógica.

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Vou mais longe. O regime do passado e pelo qual a pimbalhada dos Santanas Lopes e quejandos têm um apreço incontido, era caracterizado por não permitir e punir as eventuais manifestações.
    Como diz o povo, a mentira e a desfaçatez têm a perna curta porque às vezes, querendo os “locutores” passar a imagem do ser diferente, acabam por dizer a verdade.
    Reminiscências do passado… ou “Oh tempo, volta pr’a trás”


  2. Reblogged this on O Retiro do Sossego.

  3. João Pereira says:

    Gosto de ver como se contrói sobre algo que não foi dito. Eu vi esse comentário e desculpem lá mas Santana Lopes chamou a atenção para que não existem manifestações há muito tempo. Não que seja a legitimação de nada… a vontade é tanta de falar mal dele que até vão além do que diz?

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