Crónicas de Timor-Leste – I

António José

Nota prévia:

O meu amigo Tozé é, há uns bons 30 anos, o mais ardente defensor da causa timorense que em Portugal houve. Anarquista e libertário, dos verdadeiros e dos sete costados, passou de Tozé Fotógrafo ao Tozé por Timor. Não abraçou a causa, como tantos fizemos, porque entre ele e a causa houve mais fusão que dialéctica.

Um dia, tantas vezes o esperámos, Timor tinha de conhecer o Tozé, e o Tozé não se importava nada de conhecer Timor. Já lá está, Coimbra emprestou-vos o Tozé, é favor devolverem intacto e bem disposto, e aqui vou adaptar o que nos vai contando no Facebook; são crónicas de um fotógrafo, as imagens não me chegam nas melhores condições, mas faz-se o que se pode e a mais não somos obrigados.

João José Cardoso

 

25/2/2015

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Há coincidências engraçadas… acabo de me cruzar com Adelino Gomes. Não resisti e incomodei-lhe a leitura. Uns dedos de conversa … “lembra-se nuns Dias do Desenvolvimento?”… Em que o encontrei mais de três décadas depois de o ouvir falar pela primeira vez, sobre Timor-Leste … tinha a Indonésia invadido Timor e dizimava… Obrigado Adelino Gomes. Foi consigo que a ilha encantada começou aqui “por dentro”.

26/2/2015

Todos a bordo!
Se cair era este…

Até já, Timor-Leste!

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28/2/2015

#1 – Aviso à navegação…

Tudo conforme!
Os arranques foram sendo passados ao staff do Uma Lulik… obrigada Margarida e Lena… vamos a ver como fazer. Um dia de cada vez.
Um outro pormenor, é que não me apetece, de todo, estar a dar muita atenção ou a pouca que seja ao Zukerberg… há muito mais fora da net e resumir também seca. Confesso, é uma seca. Motivos para tal, diversos. Aqui, o que se sente é-me conhecido, confirmam-se lentamente os sentidos…mas eu sou suspeito. Egoisticamente e, à minha maneira quero, não ter que ter por que motivo for fazer isto ou aquilo. Passaram apenas horas após uma viagem endiabrada, uma impossibilidade de continuar em rota, pois no Dubai o pessoal colocou os aviões num género de “funil”, durante mais de uma hora… o que levou à perda do voo programado seguinte, mas, diga-se, resolvida a questão ao minuto, todos tiveram resposta e seguiram de imediato. A Dili a bagagem de porão não chegou mas isso é a coisa menos importante ou à qual se dá a atenção necessária.
Deixo aqui um agradecimento especial a Rita Pinto (sem linkar), em Singapura que me deu mais um elemento sobre o quanto o mundo é mesmo muito grande mas também muito pequeno e cheio de “alma”. Memórias de um “1910”, de um “Adémia Adega” e dum outro que, confesso, não lembrava o nome, o: Refúgio dos Alquimistas. Foi de facto inesperado. Obrigada Filipa Cabrita…pois está tudo certo. Espero apenas que a companhia consiga meter aqui a bagagem… isso seria ouro sobre azul… apesar de lhe ter dado mínima importância, certo é que vinha com muita coisa que nem era minha. Terei imensa pena se falhar, quer dizer se se extraviar em definitivo. Veremos se a eficácia se mantém. Falamos no fim. Não descanso há muito, vou descansar… vou descansar um pouco na terra onde desde há muito dizia que gostaria de ser a final. Não se muda de “terra” como quem muda de camisa. Camisas não uso.
Assim, para descanso das hostes próximas, uma palavra: cool! Tudo em sintonia.

Mais importante, quando estiver estabilizado desta estopinha viagem… vamos encontrar-nos como se fossemos tomar um copo à Dona Maria ou ao Tropical. Académico? O Cartola fechou. Como dizia o outro: “de quem é o Cartola?”… “é nosso!”… bom, esse era o Carvalhal. Onde querem que eu vá ter?

Hasta

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