Miguel Angel Belloso leva uma sova de Pablo Iglesias

Ainda gostava de entender a necessidade que terá sentido o DN para ir contratar um neoliberal no mercado espanhol,  Miguel Angel Belloso de seu nome.  Parece-me injusto, há tanto religioso do mercado por cá, não havia necessidade.

Como, ao contrário das televisões portuguesas, os nossos vizinhos caíram na asneira de debater com adversários, aqui fica o Belloso (e ajudante) a levar uma abada do Pablo Iglesias. Imaginem um Carreira ou um Gonçalves em idênticas circunstâncias…

Comments

  1. Mário Reis says:

    Gostava que lhe tivesse dado uma sova. Vi, como outros até ao fim e, foge às questões essenciais. O mundo concebido e idealizado pelos de cima impondo a indignidade e condicionando a alternativa com, quem paga a justiça, quanto custa a equidade, onde há dinheiro para a saúde que todos deviam ter, não se debate e muito menos se combate com argumentos que não ponha em causa uma estrutura politica de dominação como a UE, Maastricht, Lisboa, o BCE e o euro. Não põe a nu o pensamento económico plutocrata, o canibalismo corporativo e a sua ligação com o caos e o derramamento de sangue pelo mundo (libia, siria, ucrania e outros).
    Soube a pouco. Argumentos lógicos e absorventes não chegam.

  2. Maria João says:

    Parece-me óbvio que a necessidade não será do DN directamente, mas que o jornal tenha sido meramente instrumental, relativamente aos poderes instalados, que devem estar receosos de que aconteça na Península Ibérica algo como finalmente as pessoas começarem a pensar e a concluir que pode haver mais alternativas ao “establishment”. E assim há que dar início à deturpação e à propaganda para a disseminação do medo. É a versão actual do mito de que os comunistas comiam crianças.

  3. Fernando says:

    A entrevista deixou mais uma vez clara a crença dogmática, já um pouco gasta, dos senhores que representam a ideologia dominante, de que a razão da crise económica e da miséria de um quarto da população em Espanha não são das derivas neoliberais (ná, nem pensar!), mas pelo contrário, de não se ter tido a coragem de se ser neoliberal e “austeritário” o suficiente, isto é, de se ir mais longe. Os senhores de gravata nesta entrevista acusaram o facto de se ter ficado aquém nessas políticas, e de ainda haver salário mínimo (porque é que as pessoas não hão de ter a ‘liberdade’ de trabalharem por menos de 600€?), ou idade de reforma (porque é que uma pessoa não hão de ser ‘livres’ de trabalharem até morrerem?) – e o que é de facto assustador é que esses dois senhores representam uma espécie de ideia de sociedade delirante que é a que atualmente vigora nos poderes da Europa neste momento, como espécie de pensamento único. A ironia aqui é que o suposto ‘radical de esquerda’ de rabo-de-cavalo apresenta propostas e ideias que não são mais que o recuperar da ideologia capitalista keynesiana dominante na Europa pré-Thatcher. A ironia é que há 30 anos um radical de extrema-esquerda era uma pessoa que falava em abolir as classes sociais; hoje em dia é alguém que fala em teto salarial, ou manter prestações sociais com mínimo de dignidade.

  4. Carla Almeida e Sousa says:

    Nunca o tinha lido, ao que creio, por certo desatenção minha. Gostei imenso.

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