
Juncker sugere a Tsipras acordo de última hora. Com a condição em que seria preciso “aceitar [por escrito; por escrito?!] a proposta de sábado das três instituições” e, ainda, dar o dito pelo não dito (campanha pelo sim). Possivelmente, baixar as calças também poderia vir a ser pedido.
Exactamente, o que é que mudou que impedia que o acordo de sábado fosse aceite mas agora já é proposto de novo? Nada. Ah, não, a Grécia vai referendar uma decisão europeia, algo sucessivamente recusado em anteriores contextos. Quais?
Por exemplo a adesão dos países ao euro, o Tratado de Lisboa, o Tratado de Maastricht e as cotas alfandegárias (estas mesmas que conduziram à destruição da nossa indústria têxtil). Só para citar alguns exemplos, pois no fundo a União Europeia é um exemplo acabado de ausência de legitimidade democrática.
Agora repare-se no detalhe. A dita carta que Tsipras deveria enviar dirigir-se-ia a quem? Ao presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, ao presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, à chanceler alemã, Angela Merkel e ao presidente francês, François Hollande.
Parece que há uma coisa, ou se calhar havia, chamada decisões por unanimidade. Mas assim se percebe que uns mandam e outros lambem migalhas. Percebe agora, ó sr. Passos, porque é que se está a associar ao lado errado? Você está está a colar-se a um grupo onde nada manda. Alternativamente, poderia ter voz. E não se esqueça, 18 menos 1 dá 17. O sr. Aníbal que lhe diga.
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Vamos lá a ver: Portugal deve ficar do lado onde nada manda (com 17 membros da Zona Euro; Portugal tem cerca de 3,2% da população e 2,74% do PIB da Zona Euro) ou do lado que não manda nada (com a Grécia, que depende totalmente do dinheiro que os outros 18 lhe decidam dar)?
http://aventar.eu/2015/06/23/a-cintura-da-austeridade/
Sim, porque os alemães e os franceses não têm nada que decidir sobre o dinheiro dos seus contribuintes.
Além de que, numa união de 19 países com cerca de 330 milhões de habitantes, a concertação de posições de 4 países com cerca de 75 milhões de habitantes, com governos de côres diferentes e necessidades e culturas diferentes, teria “uma capacidade de influência sem par”. Nem sequer a Alemanha, com os seus 81 milhões de habitantes, se poderia comparar a tal coligação, nem sequer coligada com a França (66 milhões) e Itália (60 milhões).
E não vejo porque seria necessário juntar Irlanda e Espanha a Portugal e Grécia. Afinal, não há quem diga que não houve acordo com a Grécia por culpa do Governo português?
Parece que Portugal sózinho já tem a capacidade de influenciar todo o EuroGrupo.
É isso, é isso. Portugal não é a Grécia, Herr Lopes.
Melhor dizendo para Herr Lopes entenderrrr,
Portugal ist nicht Griechenland! Sagen Sie das, wieder an vielen mal zu ihr glauben. Neunzehn mindestens ein achtzehn ist. Also sprach Cavaco Silva. =)
(não me caiam em cima por eventuais erros de gramática, sim?)
Er versteht nur Bahnhof.
Os líderes alemães e franceses estão-se a cagar para os seus cidadãos, não se importam nada de lhes continuar a roubar dinheiro para enriquecer a banca lavando o dinheiro pela Grécia, isso não está em negociação.
O que lhes chateia é que haja quem queira deixar de ser escravo e que lhes estrague o negócio dizendo que o rei vai nu e provando que a austeridade é uma treta que nem no excel faz sentido.
Portugal deve ficar do lado onde há esperança dos netos terem uma vida melhor ou do lado onde só há mais pobreza a tempo indeterminado?
É que os filhos, esses, já se foderam.
Portugal devia de estar em 1640, mais concretamente no 1º de Dezembro e deixar-se de se armar em Migueis de Vasconcelos e duquesas de Mântuas.
Há os que preferem abanar o rabo e lamber a mão do dono desde que lhes passem a mão pelo lombo, ou seja desde que tenham umas lecas no bolso. E há os outros. Não sei bem porquê, mas prefiro estar do lado dos outros. Por uma questão de não me abaixar como o Barroso, ‘o trânsfuga’, na Cimeira das Lajes? Ou por já ser velho, logo descartável para o poder actual? Há uma coisa, intangível é bem certo, chamada dignidade. E por aqui me vou…