O que nos separa

greciaA Grécia tem sido, para o nosso país, uma referência, nem que seja temporal. Com mais sal ou menos pimenta, por lá, o tempo tem estado um bocadinho à frente do relógio luso. Hoje eles, amanhã nós e não me custa nada subscrever os argumentos de quem apresenta Portugal como o cliente seguinte dos predadores.

E, podem os boys do regime, opinar em sentido contrário, porque sendo a minha ignorância em termos financeiros total, estamos em tabuleiros iguais, eles ficam na deles e eu na minha. Ambos ignorantes.

Mas, tal como disse ontem em Gaia, Sampaio da Nóvoa, não se trata de saber quantos ficam e até me apetece acrescentar: isto não é economia – é política, estúpidos!

No enquadramento assumidamente ignorante que me caracteriza, estou muito dividido: o que será melhor para o povo Grego neste momento?

Ou antes, eu sei o que seria óptimo para eles, mas não creio que os predadores o permitam, logo, neste momento, queria pensar simplesmente nisto: se eu fosse Grego, votaria Sim ou votaria Não?

Voltando novamente a citar Sampaio da Nóvoa, diria que

“Um dos pontos mais importantes da nossa história foi a adesão ao projecto europeu, disso, ninguém tem dúvidas. Mas não foi a este projeto europeu que aderimos. Não foi por esta Europa que nos batemos. O que está a acontecer é inaceitável.”

Logo, procuro pensar estas questões, tendo como ideia base, a manutenção da União Europeia e, essa, para continuar a ser UNIÃO, tem que contar com a Grécia. Porque, como diz o Primeiro-Ministro Grego, eles são parte da Europa, não são “apenas” convidados para a festa dos ricos. Mas, será isto possível com o Não?

Mas, pelo contrário, se o SIM vencer, temos um país e um povo completamente destruídos pelo poder do dinheiro que, no dia seguinte se irá virar para Portugal. Poderá a Grécia continuar a ser parte da União Europeia, votando SIM?

Curiosamente, as últimas intervenções de Alemães e Americanos, mostram mais pânico que qualquer Grego e isso, é para mim, um excelente sinal! Também um senhor que habita ali para os lados de Belém tem concretizado declarações de uma aritmética muito singular e, com um grau de eloquência tal que até me leva a ter uma certeza: se ele quer uma coisa, eu quero o contrário.

E, não me tenho dado mal com esta regra cheia de Ciência: quero o contrário do que quer Cavaco Silva. No caso Grego, o que me separa de Cavaco é tudo.

Não vou, como o PC lá do sítio, ficar em cima do muro: por mim, votaria OXI!

 

 

 

Comments

  1. Nightwish says:

    Se é para esta europa, fiquem com ela.


  2. Ora aí está uma máxima que norteia a minha vida: se Cavaco diz que é de determinada maneira, o mais certo é ser precisamente o contrário. Amen João Paulo!

  3. Hélder P. says:

    Durante muito tempo fui europeísta convicto. Mas esta Europa do pensamento único da alta finança, dá-me voltas ao estômago. Por isso, se colapsasse para a semana que vem, era para o lado que dormia melhor. Não estou interessado numa UE em que é proibido ser de esquerda ou mesmo social-democrata.


  4. Acho estranho que com o dinheiro próprio se negue que ninguem põe em causa o que holandeses, suecos, dinamarquese…fazem com o seu governo ou em quem votam. Será que os gregos são descriminados? pobrezinhos, temos que nos solidariezar com eles e vou mandar já 1000 dracmas para eles se tornarem independentes destes chantagistas da UE. Vamos todos croudfunding tambem

  5. martinhopm says:

    A mim, nunca ninguém me consultou quer sobre a adesão à CEE/UE quer à moeda única. Por que terá sido? Os ‘iluminados’ decidiram? E bem? Para quê então estar a perder tempo com o povoléu? É assim? Me cago…

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