Pagar para não receber refugiados

é possível. [Rádio Renascença]

Comments

  1. Rui Silva says:

    Pode fazer sentido.
    Vejamos : Um Estado não pretende receber refugiados ( por uma qualquer razão ) mas pretende ajudar.
    Suponhamos que existe um outro Estado que está interessado em receber refugiados ( por uma qualquer razão), mas não tem capacidade financeira para tal.
    Este será um excelente instrumento que beneficiará … os refugiados e “ofenderá” os “espíritos mais elevados”, que ao “lutarem por causas” acabam muitas vezes por prejudicar os principais necessitados.

    cumps

    Rui Silva

    • Sarah Adamopoulos says:

      Não é essa a questão, Rui Silva, mas que o dinheiro (esse remédio santo) sirva para pagar o que não deveria poder ser comprado, neste caso o dever de acolhimento. Nem tudo é transaccionável, sabe?

      • Rui Silva says:

        Confesso que a sua resposta ao meu comentário não me é completamente clara.
        Quando diz que “não é essa a questão”, pergunto eu então : Qual é a questão ?
        Eu aqui interpreto que a questão é a ajuda a refugiados.
        E aqui está um caso, que apesar da sua opinião ( para mim “um pouco romântica”) , o dinheiro pode ajudar a resolver.
        Eu imagino que se colocarem esta questão a um refugiado a sua interpretação será muito pragmática. Não estou a imaginar um refugiado a questionar essa questão “moral” que a Sara trouxe á discussão.

        Rui Silva

        • Sarah Adamopoulos says:

          A minha perspectiva não é “romântica”, é idealista – o que em nada a menoriza, creio. Nesse sentido, coloco as questões morais que não ocorrem aos “realistas”. Percebo o que quer dizer com o dinheiro que pode ajudar, mas o meu assunto à partida não era esse, mas a possibilidade de um país poder substituir o acolhimento pelo pagamento de uma certa quantia em dinheiro… se clicar no link, terá mais informação sobre a natureza da contrapartida. É António Vitorino que a explica. Cumps.

          • Rui Silva says:

            Cara Sara,

            Só para terminar, queria dizer que não considero que pelo facto de considerar a sua ideia romântico ou idealista , a menorizo( a ideia). O facto de lotarmos pelos ideais em que acreditamos não nos garante que estejamos corretos.
            No entanto quando você tiver que escolher entre uma alternativa ideal que não funciona e uma pragmática que funciona, qual vai ser a sua escolha ?

            Rui Silva

          • Rui Silva says:

            Corrijo “lutarmos”

            RS