O debate político do ano.


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Lamento muito dizer isto como social-democrata mas a honestidade intelectual obriga-me a reconhecer que António Costa ganhou claramente o debate televisivo. Mas atenção que ganhar debates não significa vencer eleições.

O Debate: comentários em directo

Car@s leitor@s,

mais uma vez queremos abrir o Aventar a quem nos acompanha. Está a ver o debate? Deixei as suas notas na caixa de comentários deste post.

O grande dia

passos costa

© Lusa (http://bit.ly/1JTHTAc)

Hoje, segundo o Expresso, “é o grande dia”:

É o debate de ideias, de políticas, de objetivos, de perspectivas.

Efectivamente: “de objetivos, de perspectivas”.

Exactamente: “de perspectivas“.

Aliás, as ‘perspectivas’ são extremamente pertinentes, considerando que  a “perspetiva prospetiva“, anunciada nas linhas de orientação do PSD e do CDS, destrói a tese da “ortografia comum“.

Como o PS tem o objectivo de “Implementar as ações [sic] necessárias à harmonização gráfica da língua portuguesa”, convém saber se os “sectores transacionáveis” e a “adequada reafectação dos fatores produtivos” fazem parte dessas *ações.

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Serão capazes de perceber?

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É por aqui que os grunhos deveriam ter seguido, ao invés de tentarem proibir a concorrência, perceber as razões que levam muitos clientes a preferir a UBER, modernizar e oferecer novos serviços. Lavar o interior dos carros, cuidarem da apresentação e mudar de linguagem, também poderiam representar mais-valias…

A UBER sem investir um cêntimo já colhe frutos.

A carta que António Costa não escreveu

Santana Castilho *

A menos de um mês das legislativas, António Costa vai para o debate de logo à noite com uma pressão sobre os ombros bem maior que a do seu opositor. Porque a mensagem do PS não tem passado, apesar de ter um favorável cenário para que passasse: quatro anos de aplicação de uma receita de austeridade, que gerou sofrimento generalizado e famílias inteiras lançadas na pobreza e que não conseguiu cumprir um só dos objectivos.

Não foi elegante o processo que trocou António José Seguro por António Costa. Mas assentava num argumento forte: face a um Governo desgastado, a curta margem com que Seguro acabava de vencer as eleições inquietava. As sondagens mostram agora a coligação PSD/CDS-PP quase a par do PS. Para quem a tinha, o mesmo argumento deve tornar essa inquietação bem maior. [Read more…]

Por um preço de outro mundo

A coligação PSD/CDS aprovou a redução, no Orçamento de Estado de 2013, do subsídio que a Segurança Social concede para gastos com funerais. De repente, caiu de 2.515,32 Euros para 1.257,66 Euros. Metade, portanto. Acredito que o ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social tenha apresentado a medida com aquela hipócrita expressão de “isto custa-me mais a mim do que a vós” que já se lhe colou à cara.

Ora, um funeral decente – sem luxos, mas digno – facilmente ultrapassa os 2000 euros. E se antes o subsídio cobria os gastos, agora é insuficiente. Por isso há cada vez mais famílias a meterem-se num crédito para enterrar os seus defuntos, afinal um adequado corolário de uma vida endividada.

Já as funerárias cobram como se os salários médios do país fossem o triplo, enquanto os funcionários se desfazem em mesuras e sentimentos postiços. Nesta história, só mesmo o coveiro, com as cinzas debaixo do braço, é que não finge o que não sente.

O título é um verso roubado ao “Coro das Velhas” do Sérgio Godinho.

Tear down the wall…

Repórter agride refugiados. Vamos generalizar?

Não, esta idiota não representa nem os repórteres nem os húngaros. Representa apenas o preconceito, o ódio, a xenofobia e o racismo. Representa também a crueldade e a mentalidade fascista instigada pelo ditador Viktor Órban, o radical de extrema-direita que, por ser do PPE, a mesma família política europeia onde têm assento PSD e CDS-PP, é referido pela imprensa europeia como sendo um “conservador”, por oposição, por exemplo, a Alexis Tsipras que é, para a esmagadora maioria das mesmas entidades, um radical. Talvez se Tsipras sugerir a criação de campos de trabalho forçado ou regresso da pena de morte na Europa o discurso amacie.

A idiota, essa, foi imediatamente despedida pelo N1TV, o que demonstra que, apesar da forte presença fascista, ainda existe bom senso naquele país. Por falar em bom senso, quem é que soltou esta malta recém-radicalizada, que tem usado casos isolados ou pontuais para fazer generalizações estúpidas? Alguém se lembra de semelhante onda de preocupação com os sem-abrigo? Será desta que o PNR elege um deputado para defender a supremacia da raça ariana no Parlamento?

Submarino nuclear russo

a caminho da Síria?

TODOS

Começa amanhã, em Lisboa, a 7ª edição do festival que celebra a diversidade.

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Calados que nem ratos

Depois de anos a gritarem que o PS não tinha ideias para o país – e do PS a cair na esparrela, eis que há meses não se ouvem os ministros desastre deste governo e que o PM se recusou a mudar. Onde andam Crato, Paula Teixeira da Cruz e aquela da administração interna? E que é feito do ministro da propaganda, Poiares Maduro, quando é a altura em que esta mais se intensifica? E porque razão fugiu Passos Coelho a uma entrevista (RAP) e a um debate com todos os candidatos? A razão é simples. O governo não quer prestar contas sobre o que fez durante quatro anos nem apresenta um programa concreto para os próximos quatro.

A contra-medida para este esconder-se e esperar que passem despercebidos? É aparecer, dar entrevistas, falar e lembrar que a outra parte está calada que nem um rato. É preciso tirá-los da toca.

O governo é o responsável pela solução BES

Sem o aval do representante do accionista para isso mandatado, o governo, nunca a CGD teria entrado com os milhões para a solução BES. Caem por terra os argumentos do governo sobre ter sido responsabilidade do Banco de Portugal a escolha da solução BES.

Miguel Macedo com visto para Évora?

Macedo

Miguel Macedo foi ontem interrogado pelo Ministério Público no âmbito do caso dos Vistos Gold. Oficialmente arguido, o ex-ministro do actual governo é suspeito de três crimes de prevaricação de titular de cargo público e um de tráfico de influências.

Fazendo uso da retórica subterrânea que alimenta as Marias Luz desta vida, poderíamos iniciar um processo de colagem de Miguel Macedo a Pedro Passos Coelho, na exacta mesma medida em que José Sócrates vem sendo colado a António Costa. Mas não vale a pena ir por aí. Passos Coelho já terá muito com que se preocupar quando a imunidade que o protege deixar de existir e a Tecnoforma voltar à ordem do dia. Até lá, o julgamento a que o primeiro-ministro estará sujeito prende-se mais com o exercício das suas funções e não tanto com o que os seus correlegionários supostamente fizeram. Ainda que, é certo, Macedo sempre tenha sido um dos homens mais próximos de Passos Coelho. [Read more…]

Paulo Portas, mestre do bluff e da evasão

Debate

Num debate onde a moderadora Ana Lourenço e Catarina Martins procuraram debater a situação real do país, Paulo Portas socorreu-se de um discurso evasivo dedicando seguramente metade da sua intervenção a empurrar a sua adversária para a situação grega e para o Syriza. O resto foi o auto-elogio do costume, com indicadores manipulados aqui e ali, e a tão sua dualidade de critérios que lhe permite refugiar-se por trás do memorando para justificar o desastre social em que o seu governo mergulhou o país para de seguida ignorar o impacto crise internacional no crescimento desenfreado da dívida pública portuguesa durante o mandato socialista ou até afirmar que nada podiam fazer contra a agenda imposta pelos credores no que a reformas laborais geradoras de precariedade diz respeito para depois dizer que conseguiu contrariar essa mesma agenda para que a TSU dos idosos não avançasse. [Read more…]