Pagar para não receber refugiados

é possível. [Rádio Renascença]

“It’s a fact of life”

Portugal é um país de políticos facilitadores que se multiplicam por conselhos de administração. António Vitorino é apenas um deles. Até Passos já se dedicou à abertura de portas

O duo

Terças-feiras na SICN. As noites impagáveis em que dois putativos candidatos à presidência da República concorrem em poses de estadistas, olhos postos no infinito, queixo levantado, discurso tentando parecer sábio e profundo (ma non tropo, senão a malta muda de canal), análise de alcance planetário. ar de quem sabe algo que todos nós ignoramos. Santana e Vitorino, os candidatos que querem ser candidatos no lugar dos candidatos. O futuro augura-se auspicioso.

O futuro governo PS desrespeitará a Constituição

António Vitorino antecipa que decisões do TC irão trazer “problemas” ao próximo Governo

As alternativas a Sócrates

Começa a falar-se nas alternativas a Sócrates. António Costa, o candidato mais óbvio, diz que só indo a votos e que há compromissos com Lisboa. Pudera, Santana Lopes serviu de lição a todos.
Em contrapartida, sugere o nome de de António Vitorino. Quem? Por favor, de gente com esqueletos no armário já nós estamos cheios! Quem não se lembra do caso Eurominas, do monte alentejano ou das pressões na TVI?
Fala ainda de Jaime Gama, mas passando ao lado da Casa Pia, cujo envolvimento nunca se confirmou cabalmente, é caso para dizer que tenha juizo. Fala ainda de Teixeira dos Santos, o rosto da política socratista nos últimos anos…
Quanto a Vitalino Canas, diz que é preciso reunir… para encontrar um nome consensual.

O que se diz por aí

Segundo António Vitorino, Manuel Alegre tem de conquistar o centro. Parece-me algo difícil, para quem ainda não conseguiu, sequer, conquistar o próprio PS que teima em enxotar o “disponível”.
Na banca, tudo na mesma, pois continua, coitada, a tentar sobreviver. Isto ao mesmo tempo que as taxas Euribor cai consecutivamente, o que me princípio seria bom para empresas. Em princípio, pois há quedas que se compensam com subidas de encargos e afins.
Na Austrália, Frederico Gil deu-se mal no Open da Austrália. As coisas não correram nada bem, novamente. Agora há que levantar e seguir caminho.
Já Vítor Baía foi considerado o melhor guarda-redes português, numa classificação dos melhores guarda-redes, em que ficou em 18º lugar.
Na Expo 2010, em Xangai, Portugal abandonou o projecto de recriar a Praça do Comércio. Compreende-se: para ser realista teria de ser um pavilhão sempre com obras a decorrer o que ficaria caro e pouco estético.
Por cá, somam-se os indicadores de modernidade e de bem estar em Portugal: um terço dos portugueses sem meios para ter a casa quente.

Sinistra Destra 15 Jan 10: os blogues que eu leio são melhores que os teus

o clima da discussão

Há aqui um perigo, que ninguém parece compreender (sem ser eu, naturalmente): o carácter da discussão sobre as alterações climáticas tem-se aproximado do carácter da discussão entre o criacionismo e o darwinismo (esta última uma discussão que, de facto, não existe, mas adiante). E se, dada a natureza ideológica intrínseca à questão, a culpa da total estupidificação dos debates sobre o aquecimento global pertence aos dois campos, a responsabilidade da sua geminação à natureza do debate criacionismo-darwinismo pertence unicamente à Direita.

maradona – a causa foi modificada

divisórias

Divido as mulheres entre as que arranjam as cutículas das unhas e as que não o fazem. Divido os amigos dos meus filhos entre os que me tratam pelo nome e aqueles que me reduzem à “mãe do João”. Desprezo o segundo grupo. Divido os homens entre os que usam botões de punho e os que não os usam. Por aí fora.

Vem a conversa, parva e inconsequente, a propósito da morte do Eric Rohmer. Divido também o mundo entre as pessoas que acham que “Os amores de Astrea e Celadon”é uma obra prima do cinema europeu e aqueles que acham que o filme é uma merda. Para mim, o dito filme ultrapassa o significado corriqueiro que atribuímos à palavra merda. É um autêntico fecaloma. Um pesadelo. E mais não digo.
Ana Cássia Ribeiro – Ana de Amesterdam

alterne

António Vitorino, chichisbéu, engatatão, dom-joanesco pilrete socialista, um docinho, empandeirava com a maioria absoluta, boquejando para os jornalistas: “habituem-se!”. Quatro anos volvidos, chuchando uma minoria no Parlamento, bradeja “ó tio, ó tio”, presidente da República alforria-nos da oposição da Oposição que entaipou a “governabilidade”. Pedíssequo do Governo nos meios de comunicação, não abre a boca para sandejar, noutra revista à portuguesa, ele diria, como Laura Alves, “aguenta que é serviço”, pois o presidente é de outra “família política”, mas naquela em cartaz, Vitorino está amodernado. Numa democracia bi-partidária civilizada, o poder alterna-se, e nas casas de alterne – instituições, assembleias ou fóruns políticos – as diferenças não são ideológicas, são “gajológicas”. O balde é o mesmo, a substância fecal, a mesma, o que muda são os gajos, são diferentes, o resto é igual.

Táxi Pluvioso, Pratinho de Couratos

manteiga

Deviam achar que sou uma torrada e barraram-me à entrada duma discoteca.

juvenal, o anormal, o melhor blog do universo