Marés Vivas

maresvivas1Viver em Vila Nova de Gaia é um privilégio.

Neste cantinho onde o Douro encontra o atlântico há gente boa, gente de trabalho, que se entrega, a cada dia, à construção de um futuro melhor para os seus. Todos os dias, desde bem cedo, há muita gente que cruza as pontes para ir trabalhar, havendo, também,cada vez mais, quem o consiga fazer do lado de cá do rio. E, toda esta gente, merece o melhor.

No entanto, os últimos acontecimentos em torno do espaço do Festival Marés Vivas mostram que no passado recente, as opções políticas em Gaia, foram tudo, menos a pensar nos Gaienses.

O Marés Vivas é uma referência no plano dos festivais de Verão, nomeadamente, pelo enquadramento que confere aos espetáculos – ali, juntinho às águas do Douro, entre a Afurada e a Reserva Natural Local do Estuário do Douro, local escolhido por imensas espécies de aves para um merecido descanso entre migrações e na época de acasalamentos. É, também por isso, um local, ambientalmente, sensível.

São inesquecíveis os momentos musicais lá experimentados por milhares e milhares de pessoas e até pelas próprias bandas – quem esquece aquele concerto dos James em 2014?

O Marés Vivas faz sentido naquele local, mas, ainda mais importante que o Marés Vivas, um espaço tão singular tem que ser de todas as pessoas e deve ser usufruído de forma intensa por todos os Gaienses. O atual Presidente Eduardo Vítor Rodrigues, está genuinamente interessado em que assim continue.maresvivas2

Infelizmente, as decisões do passado continuam a condicionar o presente e o futuro. Menezes ou Marco António? Os dois? Confesso que não sei, mas a consulta do documento disponibilizado pela Câmara talvez possa ajudar a esclarecer.

Esta questão não poderá ser tratada como a questão da VL9 ou o processo da CIMPOR, ambos com autores bem claros no passado autárquico e com consequências ainda mais evidentes para o trabalho da nova equipa que está à frente da gestão de Vila Nova de Gaia. E, isso, todos entendem – 50 milhões é um custo demasiado alto para uma indemnização.

Será importante procurar responsáveis que, estou certo, fizeram parte da equipa que governou Gaia até 2013, mas, com toda a urgência, importa encontrar soluções para que o problema se resolva. Usufruir do Douro é um direito de todos não pode ser só de alguns.

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.