O denominador comum


Bancos

Para sermos mais honestos que ele teríamos que nascer duas vezes. Isso e condecorar Alberto João Jardim no dia em que o país acordou em sobressalto com mais um assalto bancário ao bolso do contribuinte, cortesia do banco que financiou o regime que enterrou a Madeira em dívida, sob a batuta daquele a quem Cavaco entregou hoje uma comenda e apelidou de patriota.

Sempre que nos deparamos com estes actos de terrorismo financeiro, que pelas contas do Diário de Notícias já custou aos contribuintes cerca de 13 mil milhões de euros desde 2007 – 7,3% do PIB, quase um ano de colecta de IVA – surge o denominador comum: Cavaco Silva. Foram os seus rapazes que arruinaram o BPN, foram vários os financiamentos de campanha que lhe chegaram do BES, o tal banco no qual os portugueses podiam confiar, e agora sabemos também que foi cúmplice no encobrir de uma fraude com a chancela de altas individualidades do seu partido. Cavaco, sempre Cavaco. Será que ainda vamos a tempo de o ver assim?

Fotomontagem via Os Truques da Imprensa Portuguesa

Comments

  1. joão lopes says:

    o que dá a entender é que o cavaco condecorou o jardim depois de se conhecer a bomba armadilhada que o sr.coelho tinha para o povo portugues,ou seja o jardinismo comemora hoje o facto de ter roubado dinheiro dos contribuintes.já agora a surpresa desagradavel que o paf tinha para anunciar,foi escondida e inclusive a sr.cristas(entrevista a tvi!!!???) disse que não havia nada escondido debaixo do tapete.topam agora,o “valores tradicionais” da senhora?

Trackbacks

  1. […] estão em todas e Cavaco Silva, mais do que qualquer outro, é o verdadeiro denominador comum. Ninguém bate os seus moralistas quando chega a hora de apontar dedos pelas sucessivas […]

  2. […] da sucessora da SLN, os cofres públicos encaixarão novas perdas, elevando a factura do banco do cavaquismo para um valor superior a 6300 milhões de euros. Resta saber se os milhões de euros em […]

  3. […] Muito poderia ser dito sobre as declarações de um indivíduo com tantos amigos a exercer a mais nefasta das influências sobre o nosso país. Amigos que contribuíram activamente para a destruição da economia portuguesa, que roubaram e corromperam, e com quem Cavaco até fez bons negócios. Não admira que tantos estivessem na sua comissão de honra quando se recandidatou em 2011. De bancos percebe ele. […]

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