As crianças birrentas da direita

ParlPSD

As crianças voltaram a amuar. A mamã e o papá não deram a maioria absoluta aos meninos? Os meninos recusam-se a comer a sopa e cruzam os bracinhos com aquele ar indignado e fofo que só as crianças são capazes de fazer. E o OE16 é um documento mau. Tautau nele!

PSD e CDS-PP ainda não conseguiram seguir em frente. E agora que o tetravô se foi embora, o sentimento de abandono agudiza-se. Agarrados a um conceito de ilegitimidade artificial que já não cola, e que apenas serve para mostrar ao país o desprezo que estes indivíduos nutrem pela democracia representativa (algo que explica, em parte, a sua vassalagem absoluta ao poder sectário de Bruxelas), a geringonça desconchavada em que se transformou a ala direita do hemiciclo é uma barata sem cabeça que choca violentamente contra tudo aquilo com que se cruza. No início tinha alguma piada, depois veio o sentimento de pena, agora só vergonha alheia.

Vem isto a propósito das propostas que PSD e CDS-PP não apresentaram para alterar o OE16 na especialidade. As direcções dos dois partidos, que decidem pelos seus deputados, entendem tratar-se de um mau documento e, por esse motivo, recusam-se a apresentar qualquer proposta de alteração. E isto é duplamente parvo: por um lado pela incoerência de criticarem o OE16 por ser um mau documento e nada fazerem para o tentar alterar, por outro porque o fazem por birra. Deve ser destes tipos que se fala quando ouvimos dizer que os funcionários públicos não querem trabalhar.

A intervenção do deputado Leitão Amaro é triste de tão patética que é. “É o vosso orçamento”, repetiu à exaustão. Não é nada, senhor deputado. É o orçamento do nosso país, concorde ou não, goste ou não goste dele. E, se não concorda (ou se o partido não o deixa concordar), talvez fosse boa ideia fazer o trabalho para que é pago e representar os seus eleitores com propostas de alteração que vão de encontro às suas expectativas. Serão chumbadas? É provável. Mas isso nunca impediu PCP e BE de, ano após ano, apresentar inúmeras propostas de alteração dos vários orçamentos de Estado. Será que os deputados da direita estão com excesso de trabalho nos escritórios de advogados, bancos, construtoras e restantes empresas para quem realmente trabalham? É que isto de estar no Parlamento não pode ser só arranjar uns negócios para os patrões e legislar em causa própria. Convém trabalhar.

Foto: Daniel Rocha@Público

Comments

  1. Socorro ! says:

    Estes fulanos da direita (fascismo) não têm uma pinga de vergonha nas ventas…

    • joão lopes says:

      um pingo…fulanos não rima com pinga,mas a direita talvez…

  2. joão lopes says:

    colocar uma senhora,que não consegue gerir a sua divida privada,a gerir a divida publica não lembra ao careca,como é o caso da maria.até agora ,esta é a unica contribuição do psd…


  3. Dos patriotas………

  4. Ana Moreno says:

    Mais uma vez demonstram que não lhes interessa o bem do país, pois: ser construtivos, lá isso é que não somos! Tal como diz o post, dão-se ao luxo de fazer birra que é mais giro. É de uma arrogância e prepotência que provam à exaustão que, de políticos, só têm o interesse em mandar em benefício próprio. Se não mandam eles, toca a atirar as peças todas abaixo. Que sorte, mas que sorte que tivemos, de nos termos livrado deles!

  5. Ana A. says:

    Estão a fazer greve de braços caídos!
    Afinal, eles só são contra as greves, quando são os outros a fazê-las!

  6. tancredo says:

    Algures no Pulo do Lobo, o Pedro atinge o nirvana: consegue agora, ouvir o inaudível. Consegue ouvir perfeitamente o som do sol aquecendo a terra, o som das estevas absorvendo o orvalho da manhã, o som do cogitar furtivo do peneireiro.

  7. omaudafita says:

    É uma oposição ainda na ternura da infância.
    O PSD diz gugudada, o CDS diz dadagugu e, quando se entenderem de novo, mais tarde, dirão gudaguda.
    É infantil este post? Claro! Foi feito para os Pafistas entenderem…