Oferta de trabalho para mulheres o mais fisicamente apelativas possível

Sandra arezes

Foi com o que se deparou Sandra Arezes, que em resposta à candidatura a um cargo de atendimento de caixa descobriu a exigência da gerência da empresa contratante: ser o mais fisicamente apelativa possível. Sim, chegamos a isto. Na era da precariedade e da banalização da exploração no trabalho, a discriminação impera e a lei laboral existe para ser violada. Sandra Arezes teve a coragem de denunciar. Mas quantas Sandras se sujeitam a este tipo de marginalização todos os dias?

Comments

  1. Carvalho says:

    Estes palhaços da clínica-não-sei-das-quantas não querem uma trabalhadora, querem carne. Nesse caso, que vão contratar ao salão erótico (?) do Porto, há por lá muito putedo disposto a vender a mercadoria.
    Mas importa denunciar isto, ir mais longe: que empresa é esta? Onde fica? Que serviços presta, além da discriminação? Quem é a gerência?

  2. Ana A. says:

    Mas não nos iludamos, que apesar de a maioria das empresas não ser chocantemente explícita como esta, a verdade é que agora tornou-se corriqueiro o pedido de uma foto aquando do envio do currículo! Será para quê? Eu respondia a anúncios para administrativa…

  3. Afonso Valverde says:

    Não sejamos ingénuos e hipócritas. A Etologia explica os “mecanismos menos visiveis” nas preferências de quem contrata (homem, mulher…) e pessoa que pretende contratar (homem, mulher…).
    Algumas empresas, atentas, minimizam os danos, outras não conseguem e cometem estes “disparates”, reprováveis.
    Andou bem a candidata, o dono texto e os comentários são certeiros.
    Todavia, na linha do meu argumento e da verdade como a vejo, o último parágrafo da candidata dirigido à responsável da empesa era desnecessário porque é implicitamente moralista ao propor à responsável da empresa que repense a sua posição (carreira). Não tem nada com isso. Ela (Inês Santos) saberá a todo o tempo repensar a sua carreia e a sua vida.
    Às vezes entusiasmamo-nos com a forma como vemos o mundo e as pessoas e achamos que a nossa visão é única e verdadeira.
    Insisto. Esta forma de contratação é, socialmente, reprovável. Ponto.

  4. Konigvs says:

    O problema é que, com o excesso de oferta de desempregados, gente reles aproveita-se, quer para pagar ainda pior, ou para se aproveitar doutras formas, pois se há quem não aceite, outros há que até darão o cuzinho para aceitar um emprego em quaisquer que sejam as condições que oferecem.
    Em 2007, dizia-me o meu patrão, meteram um anúncio no Net Empregos e receberam 4 respostas. Em 2014 meteram o mesmo anúncio para uma vaga (que ficou para mim) e responderam não sei quantos (mil?).
    Estive muito tempo desempregado, não sou modelo nem trabalho com o corpo, nem sequer trabalho com o cliente, no entanto era recorrente o pedido de envio de currículo com fotografia. Certamente que agora, qualquer gestor de recursos humanos dirá que o mérito ou a competência está na cara. Mas um dia que voltemos a ter pouca oferta de mão de obra, talvez quando todos os desempregado tiverem emigrado, já a competência será a que for possível contratar.

  5. Elisabete Jesus Duarte says:

    Atitude de louvar, Sandra! Permitir e compactuar com estes criterios de seleção é, atirar por terra tudo aquilo por que se luta ha anos!
    Ha que denunciar!