O peso monstruoso da dívida do Estado


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Este quadro é retirado da Síntese de Execução Orçamental do 1º Trimestre de 2016. Mostra que o saldo das contas públicas se agravou em 108 milhões de euros, que em termos homólogos os gastos com juros aumentaram 343,4 milhões de euros (linha a vermelho) e que, não fossem os juros, o saldo primário tinha uma folga de 1058 milhões de euros. Se alguém tinha dúvidas sobre o impacto na nossa vida da dívida acumulada pela má gestão dos vários governos, estes simples números deixam isso muito claro.

Enquanto não resolvermos os problema da dívida estaremos condenados a não tirar partido das poupanças que soubermos realizar. Isso é uma forma de escravidão.

Comments

  1. Nightwish says:

    Sem discordar, quantos desses juros são culpa da banca privada e de uma CGD gerida por interesses? E quantos por não desvalorizarmos a moeda/dívida?
    Só discordo de uma coisa, nós não poupamos nada, ficamos mais pobres e destruímos a medíocre economia que tínhamos por motivos ideológicos de quem quer à força que a economia funcione como acham que devia funcionar, mesmo sem modelo que o sustente.

    • Nightwish says:

      Digo isto porque, independentemente das negociatas, o país podia ter perfeitamente ter facilmente sobrevivido à crise sem grandes mazelas se não fossem essas três coisas, principalmente a terceira.

      • Rui Silva says:

        Mais um comentário brilhante.
        Ainda continua a pensar que a nossa crise é a crise de 2007/2008 , como os nossas cabeças mais brilhantes no que ao pensamento económico diz respeito, como as do BE PCP e alguns do PS.
        A nossa bancarrota já galopava na nossa direcção , a referida crise só acelerou a coisa.
        Qual é a desculpa para as duas anteriores bancarrotas ( anos 70 e anos 80) . Ou seja “bancarrotamos” 10 em 10 anos mas a culpa, como é bem de ver, é sempre dos outros.

        Rui SIlva

        • Nightwish says:

          E onde estão os números a sustentar essa teoria maravilhosa de que os portugueses são uma merda, ao contrário dos países (sabe-se lá quais) onde não há corruptos.
          A dívida em 2008 era perfeitamente normal e sustentável, ponto.

          • Rui Silva says:

            E o declive da Divida vs Tempo ?
            Que números é que precisa Nightwish, a realidade não lhe chega ?
            Falimos e é a terceira. Agora esperemos que não estejamos na corrida para a quarta falência, mas, a teoria que estamos a seguir é a mesma. Investimento público à bruta e com a savoir-faire do Estado (reputado génio na gestão) na esperança que a economia cresça. Mas como habitualmente, cresce mas não tanto que chegue para cobrir os juros, quanto mais para pagar o capital.

            Resultado : Empobrecimento.

            Rui Silva

          • Nightwish says:

            Investimento público à bruta? Aonde? Umas décimas do que é dado à banca e do que é perdoado em IRC é muito?
            Tem noção que com a austeridade duplicamos a dívida em 5 anos e, no entanto, quer continuar por mais 20?

  2. Afonso Valverde says:

    Sem dúvida, dívida é uma forma de escravidão. Dívida significa dependência e subjugação.
    As dívidas devem ser reduzidas ao mínimo possível.
    O caso de Japão que tem dívida pública significativa, mas essa dívida está nas mãos dos cidadãos. Na prática significa que o Estado Japonês deve aos seus próprios cidadãos.
    Ou seja, a dívida externa japonesa não está exposta ao Estado Chinês, como a nossa (EDP etc.).
    O Estado Chinês esse exemplo de democracia, onde os trabalhadores fazem greves para aumentar salários!!!
    P. S. Não sou adepto dos mercados.

  3. anónima says:

    Descobriu o Ovo de Colombo!
    1º Endividamos-nos;
    2º Gastamos o que pedimos emprestado (mal ou bem);
    3º Não pagamos (por muito mal que tenhamos gasto o dinheiro, sempre ficamos com algumas infraestruturas, e essas não devolvemos);
    4º Voltamos ao ponto 1.

    • Nightwish says:

      prefere
      3º continuamos a empobrecer continuamente graças a uma moeda única que não é uma moeda única e que portanto só serve para alguns países ganharem muito dinheiro e outros não terem possibilidade de competir.
      E quando digo países, é maioritariamente 0,1% desses países.

      • Rui Silva says:

        Os países enriquecem porque tem produtividades altas. A moeda pouco importa.
        Veja o que aconteceu à Alemanha, nos anos 20, tinha moeda própria e para comprar um quilo de batatas era necessário um saco dos grandes para as pagar. Isto de manhã, porque se fosse à tarde já não era suficiente.
        Mas não é preciso ir mais longe que o nosso quintal. Nas duas nossas falências, tínhamos o escudo, ou não ? E de que é que valeu ?

        Rui SIlva

        • Nightwish says:

          É preciso muito controlo para não o tratar como um atrasado mental, sabe?
          A alemanhã não assinou qualquer coisinha em 1918 que lhe destruiu a economia? E só saiu da crise com grande intervenção do estado (em armas, mas sempre é alguma coisa)?
          Valeu-nos que após 5 anos estávamos a crescer, não a transferir dinheiro de quem produz para quem vive de rendas.

          • Rui Silva says:

            Realmente devo ser mesmo atrasado mental, ou você adiantado mental, pois não percebi patavina desde seu comentário. Se pudesse explicar melhor o que quer dizer eu agradecia.

            Rui SIlva

          • Nascimento says:

            Ai Jesus…então vai recuar um pouco na História?Olhe que o ranço gosta mais de bolos.O animal ouviu alguém contar umas histórias e tomou tudo pela rama…acontece quando se estuda poucochinho.Nada como fingir não compreender…

          • Nightwish says:

            1) A alemanhã assinou assim um tratado parecido com o da Grécia, passou a dever tudo e mais alguma coisa depois do tratado de Versalhes no fim da primeira guerra mundial. Só voltou a ter economia quando Hitler suspendeu os pagamentos das dívidas de guerra e estimulou a economia produzindo equipamento bélico, acabando com o desemprego. O mesmo em menor escala para o resto da Europa devido à crise de 29 e a austeridade aplicada até alguém dar atenção ao Keynes.

            2) Tinha que ir ver os números, mas mais ou menos no fim das outras intervenções Portugal estava a crescer.
            Agora está entre uma recessão e a estagnação secular, e quem manda na moeda diz que assim é que está bem e é para continuar por mais duas décadas, com as consequências de pobreza e desemprego que isso implica em toda a Europa.

          • Rui Silva says:

            Errado de novo:
            1)A Alemanha preparou-se para a guerra à custa do roubo e escravidão dos judeus.

            2)Portugal não está a crescer desde a era Guterres(1999),apesar do investimento público, não é algo de agora. No entanto agora a falta de crescimento é em grande medida causada pela divida gigantesca que nos consome os recursos que produzimos.
            A teoria de Keynes quando foi adoptada pelos Socialistas foi completamente descaracterizada.

            Rui Silva

    • Nascimento says:

      Olha mais um coiro “anônima”…

  4. J. Pinto says:

    De acordo. Os juros pesam muito.

    Então concorda comigo, que devemos gastar menos para pedirmos menos emprestado, certo? Ou pretende resolver o problema não pagando aos credores, mas continuar a gastar o mesmo?

    • Os bancos resolvem os seus problemas não pagando, mas isso é porque coitados, não podem. Mas por aqui se percebe que o sector financeiro é quem tem mão nas rédeas do jogo: as dívidas dos Estados são impagáveis (dívidas do sector bancário que foram “nacionalizadas” e portanto pagas pelos contribuintes) mas continuarão para todo o sempre a ser pagas, na mesma lógica que na época medieval o camponês pagava todo o fruto do seu trabalho ao seu senhor (que não precisa portanto de trabalhar), ficando com apenas o mínimo para si para sobreviver.

      As dívida somada de todos os países do mundo é três vezes superior ao total da economia mundial, o que significa que é eterna. O que significa que nunca será paga, mas se existe será com certeza por um motivo muito racional, que se chama escravidão.

      • J. Pinto says:

        Mas há uma forma fácil de evitar a tal escravidão, não há? Basta não pedir emprestado.

        O problema é que os que defendem o não pagamento são os mesmos que querem continuar a pedir cada vez mais nao se dispondo a fazer alguns sacrifícios para não serem escravizados. Isso é que é incoerente. Se acham que existe escravidão não peçam emprestado.

        • Pedimos emprestado para salvar a nossa banca. Quando você fala em “gastar menos”, é o muito bafiento discurso dos malandros tugas que viveram a cima das suas possibilidades. Esses tugas têm nomes. Faça a soma de todo o dinheiro do Estado que foi injectado para salvar accionistas privados, e negócios privados ruinosos, e depois venha-me dizer porque é que pedimos emprestado.

          Duas dessas pérolas são o Banif (que representava 3% do mercado nacional, e na verdade todo o nosso dinheiro serviu para que não houvesse perdas no Santander) ou o BPN, um banco que não era um banco mas uma fachada para as operações de uma elite siciliana à Portuguesa – a verdadeira marca do cavaquismo. Sim, estou a ser coerente, mas você está a ver o filme, ou acha que é culpa dos funcionários públicos?

          • Rui Silva says:

            Quando estes casos aconteceram já estávamos falidos há muito tempo, já tínhamos recorrido ao emprestador de último recurso. E isto pela terceira vez nos últimos 40 anos. Mas a culpa foi do Banif e BPN, e não esquecer CGD.
            Boa!

            Rui SIlva

          • Meu amigo, o crash financeiro aconteceu a nível mundial em 2008! Com as consequências que daí advieram para as economias nacionais, nomeadamente a nossa, que estava numa posição de fragilidade. Nós (se calhar o Rui Silva não, que é reformado) temos estado nos últimos anos a trabalhar para tentar compensar 40 mil milhões de Euros de perdas no sector financeiro nacional destruídos debaixo do nosso nariz. Mas todas essas perdas têm sido transferidas para o sector do Estado.

            Boa?

          • Rui Silva says:

            Sabe que eu sou da opinião que as empresas falidas devem cair, nunca, mas nunca deviam ser “salvas” pelo dinheiro do contribuinte.
            Isso tem ocorrido em relação aos bancos privados e em relação à CGD ( ou acha que a CGD se fosse privada não tinha neste momento também que ser “salva”? E vai ser, não tenha dúvida) e sabe quem vai pagar não sabe ?).
            Em relação ao seu último comentário , desculpe lá mas se não sabe como tem sido pagos os resgates das empresas privadas ( e tb as públicas) é porque anda distraído. Evidentemente que tem sido pagas com défice. Não vê que a dívida ainda não parou de crescer mesmo depois da intervenção da Troika. Mas a esquerda acha que o défice não tem problema nenhum, é assunto que não os preocupa, o que não augura nada de bom.

            Rui sIlva

          • E já agora, quanto ao “já estávamos falidos há muito tempo”, como é que um estado falido tem tido recursos para resgatar tantas empresas privadas falidas nos últimos anos?

          • Rui Silva says:

            Em relação a ser reformado, acha que não devo receber a minha pensão? Acha que seria isso a solução.
            Mas estou disponível para que essa seja reduzida.

            Rui Silva

          • Claro que os resgates têm sido pagos com défice. E foi precisamente esse o ponto de tudo aquilo que eu disse!! Falam em pagar as dívidas da boca para fora e não percebem o que tem sido feito não para diminuir mas para aumentar as dívidas extraodinariamente nos últimos cinco anos!

            Quanto ao seu último comentário, enganou-se no interlocutor. Não sou eu que defendo cortes nas pensões, é você!

          • Rui Silva says:

            E sabe porque é que defendo, porque por desmandos políticos estamos a receber pensões sobre dimensionadas em relação ao que é possivel e quem vai pagar são os nossos filhos ( e com juros) . Os jovens já estão a pagar com o desemprego.

            Rui Silva

          • Nightwish says:

            Não estávamos falidos, não nos permitiam meios financeiros para resolver o problema uma vez que o euro não é uma moeda única. Nunca ouviu os republicanos a queixarem-se das transferências de dinheiro para os estados pobres por alguma razão, descubra lá.

        • Nascimento says:

          Vives onde?Oh meu anormal,ainda nem mamavas e já devias guito a alguém….e sabes uma coisinha,quando bateres a bota ficas a dever ainda mais!Ai a puta da vidinha…eheheh.

    • Nightwish says:

      Sem empréstimos, não há capitalismo. Que modelo económico propõe para fomentar a economia num sistema global?
      O problema resolve-se tendo instrumentos financeiros para estimular a economia, coisa que os chefes da moeda não deixam.

      • Rui Silva says:

        Só queria dizer algumas verdades económicas que andam muito esquecidas:
        A poupança estimula a economia.
        E poupança vem antes do investimento.
        A propensão ao consumo não precisa de ser estimulada, é inato ao ser humano.

        Rui Silva

        • Nightwish says:

          “A poupança estimula a economia”
          O dinheiro parado estimula a economia? Como, exactamente? E a teoria de que é preciso liquidez cabe onde?
          Ó Rui, arranje lá um modelo consistente, por amor de deus.

          • Rui Silva says:

            Eu sei das suas dificuldades em compreender como funciona a economia, mas eu explico: as poupanças não é dinheiro parado.
            Esse dinheiro é o dinheiro usado pelos empreendedores na realização dos projectos que irão criar riqueza e postos de trabalho. Polo seu uso o empreendedor paga juros ao aforrador.
            Ou você acha que quando deposita dinheiro as notas ficam no banco guardadas numa caixa, à espera que você as levante. Já que você vive no mundo dos “modelos” faça uma experiência, tire o nº de algumas notas e deposite. Se as levantar no dia seguinte acredite que, se reparar os números são diferentes.
            De onde acha que vem o dinheiro que o banco empresta ao empreendedor ? Vem dos depósitos de alguém, que para sua surpresa, eu sei, poupou esse dinheiro.

            Rui Silva

          • Nightwish says:

            Bom, olhe, avise lá aos “criadores de emprego”, porque o dinheiro fica mesmo parado nos bancos do Panamá e outros que tais, ainda para mais durante o zero lower bound. Percebe muito, mas não conhece um único número para sustentar o que diz, ao contrário de, por exemplo, Bernake, Blanchard, Monti, Draghi… , perigosos irresponsáveis.

          • Rui Silva says:

            Bom, olhe, avise lá aos “criadores de emprego”, porque o dinheiro fica mesmo parado nos bancos do Panamá e outros que tais, ainda para mais durante o zero lower bound. Percebe muito, mas não conhece um único número para sustentar o que diz, ao contrário de, por exemplo, Bernake, Blanchard, Monti, Draghi… , perigosos irresponsáveis.

            Você nem as pensa, ainda à pouco defendia que a produção de armamento era virtuoso na medida que fazia a economia crescer.
            Agora vem dizer que o dinheiro dos offshores ( que muito é para comercio de armas) não faz crescimento…

            Em relação aos Bernake, Blanchard, Monti, Draghi são activistas políticos, mas para se aproveitarem da situação. Vá na conversa deles e daqui algum tempo venha-se queixar que estão ou estiveram associados à Banca. Já não o indigna o facto de Mari Dragui ser um horrível capitalista do Goldman Sachs ?

            Rui SIlva

          • Nightwish says:

            Epá, pronto, não quer ligar o cérebro não ligue. Estamos conversados, continue a votar em que o quer roubar que está muito bem.

    • Nascimento says:

      Oh totó que eu saiba ainda não deixamos de pagar….e de que maneira!Só em Panduros,submarinos ,Bpn(mafia do PSD/Cavaca),etc.Vai um desenho?

  5. Afonso Valverde says:

    Mas para fazer infraestruturas é preciso fazer dívida?
    Ou fazemos dívida e não pagamos? Os credores são fixes? Onde isso já se viu?
    Estamos a pagar juros e altos.
    SEr devedor é uma situação de alienação. Fica-se na mão do credor.
    As dividas devem ser limitadas em tempo e montante.
    Nós fomos invadidos não por exércitos estrangeiros mas por dívidas. Não mandamos quase nada.
    Tem de haver fonteiras para o capital, ponto.
    A livre circulação de trabalhadores é um mito. Em concreto faz baixar o preço do trabalho com a ilusão da liberdade de escolha.
    maningâncias ideológicas

  6. Concordo com o título do post, concordo com o facto de isto ser uma escravidão, só ainda não vi uma porta para onde Portugal encontrará a sua liberdade… se possível sem sacrifício para o povo. Alguém vê saída?

    • J.Pinto says:

      Eu vejo. Não se pede emprestado.

      Aguentamos com o nosso dinheiro. Da mesma forma que sobrevivo com o que ganho o Estado deve fazer o mesmo.

      • Não foi por acaso que eu disse se possível sem sacrifício para o povo, a verdade é que muita da despesa do Estado não é apenas na sua gestão (mesmo que má), há muita gente que não é Estado, não trabalha para o Estado e vive com o apoio do Estado, mesmo extraindo os apoios sociais dos sistemas retributivos ou não.
        Mudar isto de uma forma justa é real um desafio.

      • Nightwish says:

        Não investir significa continuar estagnado, com o desemprego e a emigração altas e com empresas menos desenvolvidas. Se acha que isso é sustentável…

    • Nightwish says:

      Só há uma menos má, tirar a alemanhã do euro ou partir o euro em dois. Sem isso, podemos sair do euro, mas não será fácil.
      Agora ficar dentro de uma moeda única que não é moeda única numa união não democrática que nem sequer tem um modelo económico para as medidas que ordena só vai ficar cada vez pior. Tal como para Porto Rico.

      • Rui Silva says:

        Não se preocupe que não vai esperar muito. Ou acha que a Alemanha + Holanda + Finlandia estão para andar a subsidiar os paises que não se sabem governar. A somar aos muitos bi’s que já vieram, vem 2020 ainda mais 25MM, mas depois não me acredito que a torneira continue aberta.

        Rui Silva

        • Afonso Valverde says:

          Estou-me nas tintas para a Alemanha+Holanda+Finlândia se andam ou continuam a financiar o que quer que seja. Estes países pelos quais não nutro nenhuma simpatia querem é ganhar os juros dos que nos emprestam (financiam= eufemismo de emprestar). Se emprestam querem e bem o dinheiro deles de volta. Se param a torneira é porque acham que não vamos pagar os juros que pretendem em tempo e montantes pedidos.
          Porque raio temos de pedir-lhes dinheiro emprestado? Temos um projeto para explorar um planeta qualquer e que vai dar lucro.
          Sobre lucro previsível e empresariado bacoco vejam o filme com o António Silva sobre o projeto de criação de coelhos. Seria tudo muto bem organizado se os coelhos não fossem vulneráveis à doença e à morte. Foi tudo por água abaixo.
          Os alemães, ingleses e outros cuidam da sua vidinha e nós temos de fazer o mesmo.
          Temos de os aldrabar e vender-lhes “merdas”. O importante é enganá-los como eles nos fazem.
          Abram os olhos ó lorpas. Europa?! Mas de quem? Igualdade de direitos na Europa?!! deixem-se de lirismos.
          Os gajos desprezam-nos e nós temos de hipocritamente, como eles fazem dizer que gostamos deles e a seguir mandá-los Fo**r.

          • Rui Silva says:

            Afonso Valverde , o financiamento que falei não é a nossa dívida. Esse temos que pagar , não há volta a dar.
            Eu falava dos subsídios a fundo perdido que temos tido a sorte de receber. A ultima fartura que aí vem é o Portugal 2020 ( são só 25 MM). Esse não temos que pagar.Vejo que você confunde as duas coisas, o que é compreensível com a n/ classe politica e jornalística muito pouco competente.
            Também queria dizer que não o acompanho em relação á antipatia que nutre por alguns países.Eu gosto de todos os povos por igual, espero que esse seu sentimento não configure xenofobia. Eu até acredito que não seja o seu caso , mas quando dito assim friamente corre o risco de ser considerado por alguns .

            cumps

            Rui SIlva

        • A Alemanha já lucrou mais de 100 mil milhões de Euros só com a crise das dívida grega ! E você pergunta porque é que eles hão-de continuar a subsidiar os países do Sul??? Você está a falar a sério, ou está a ter um AVC neste momento?

          • Rui Silva says:

            É o que lhe dizia, você é vitima da péssimo jornalismo que temos e da propaganda dos nossos péssimos políticos.
            Procure qualquer documento credível que sustente essa informação e vai ver que não encontra.
            Até pensar um bocadinho ajuda. Se a Alemanha ganhasse com a crise Grega, seria a primeira a pretender a continuação da situação.
            Também são os primeiros, no seu próprio pais a preocuparem-se com a sustentabilidade das suas finanças. Veja esta publicação de hoje ( algo que por cá e sobretudo à esquerda parecer que não há qualquer problema):

            “Die Aussichten für viele zukünftige Rentner in Deutschland sind schlecht. Auch wenn sie viele Jahre gearbeitet haben, werden sie im Alter nicht mehr viel Geld bekommen. Experten und Politiker suchen nach Lösungen.”

            Rui Silva

        • Nightwish says:

          “Esse temos que pagar , não há volta a dar.”
          Essa 5 anos de austeridade tornaram impagáveis, por muito que se continue a fazer de conta. E 25MM são migalhas face ao que é preciso para uma moeda única funcionar.

          ” Se a Alemanha ganhasse com a crise Grega, seria a primeira a pretender a continuação da situação.”
          A extrema direita alemã não quer, quem manda (a banca) gosta bem da situação. Fdx, houve banqueiros que disseram os números aos jornalistas alemães, não há aqui manipulação.

          “Veja esta publicação de hoje ( algo que por cá e sobretudo à esquerda parecer que não há qualquer problema)”
          Quem manda e vive de rendas vive muito bem com isso. Pura propaganda capitalista.

          • Rui Silva says:

            Nigtwish,

            A sua frase :
            “E 25MM são migalhas face ao que é preciso para uma moeda única funcionar.”
            é o meu argumento para que a UE tal como é hoje não vá durar muito tempo, pelo menos enquanto houver democracia. Você acredita mesmo que os governos sobrevivem a eleições nos seus países se gastarem o dinheiro dos seus votantes a pagar dívidas de outros países ? Não acredite nisso !
            Já agora , quando você ouve falar na comunicação social em rentistas , não se estão a referir ao reformados que recebem uma renda para a qual descontaram. Referem-se aos pseuda-capitalistas encostados ao Estado (normalmente Socialista).

            Rui SIlva

          • Nightwish says:

            Não, são capitalistas, de socialista só têm os meios de produção, mas para exclusivo lucro próprio.
            Não querem, mas têm que pagar, é assim que funciona uma moeda única: pergunte aos republicanos e veja o que está a acontecer a Porto Rico.

          • Rui Silva says:

            Um dos motivos de sucesso dos EUA é a divisão em estados.
            A independência administrativa trás consigo a responsabilização.
            Qualquer estado americano pode falir mas tem que assumir.

            Rui SIlva

  7. Thief says:

    O estado pagar a totalidade das dívidas? Isso é conversa ilusória. Até parece que os ditos fantasmas dos mercados têm algum interesse nisso, é mesma coisa que pedir o poder aos todos poderosos.

    • Nightwish says:

      Ora bem, se os estados deixassem de ter dívidas os mercados deixavam de cobrar rendas e controlar os países e faliam. E depois tínhamos que salvar os bancos todos…

  8. Isto teria sido resolvido se Sócrates tivesse construído a Ota mais o TGV. Aliás, bom mesmo era construir 2 aeroportos, uma na Ota e outro em Alcochete, já imaginaram quantos empregos teriam sido criados? Os trabalhadores teriam pago IRS, a procura interna teria aumentado, a economia teria crescido a 2 dígitos. Um destes dias os economistas da geringonça ainda vão descobrir um novo caminho para a Madeira e construir uma auto-estrada para ligar Lisboa ao Funchal, é só arranjar um estudo que viabilize o projecto, agora que pouco mais estradas há para construir na choldra, precisam ideias novas para endividar ainda mais o país…

    • Rui Silva says:

      Boa. Já me ri um bom bocado.

      cumps
      Rui Silva

    • Nightwish says:

      Tem noção que 5 anos de austeridade duplicaram a dívida? Essa já é dívida virtuosa?

      • Rui Silva says:

        Nestes 5 anos devíamos ter feito o aeroporto de Lisboa, mais um , deixa lá ver…. talvez em Elvas, 3 TGV , bom o céu é o limite. E se tivéssemos feito estávamos óptimos. Era só crescimento e criação de postos de trabalho qualificado!

        Rui SIlva

        • Nightwish says:

          Concordo que não fossem os melhores investimentos e levantassem muitas dúvidas determinadas decisões, mas a crise 29 só acabou com investimento em armamento, que de reprodutivo tem muito menos.
          Garanto-lhe que uma linha de mercadorias em bitola europeia fazia muito mais pelas exportações do que tudo aquilo que se fez nos últimos 5 anos, é um disparate ter que usar camiões.

          • Rui Silva says:

            Errado nos 2 assuntos.
            1)
            A 2ª Guerra Mundial não gerou nenhum desenvolvimento, foi um desperdício de recursos e vidas humanas, um provocou atraso enorme. Se assim fosse, por exemplo a SIDA, tinha sido um grande desenvolvimento para a Humanidade, dado o investimento que exigiu.

            2)
            Em relação ao transporte de mercadorias, usam-se camiões não por causa da bitola mas porque são mais baratos.
            Se o seu ponto de vista estivesse correcto só haviam camiões em Portugal Espanha!

            Rui SIlva

      • Rui Silva says:

        O saldo primário passou a positivo no anterior governo, o aumento da dívida deveu-se sobretudo a:
        1) O próprio empréstimo de resgate 78MM
        2) Desorçamentação escondida
        3) Diminuição do PIB . Que aumenta a divida quando analisada em proporção.
        Mas isto não interessa pra nada nada , pois não Nightwish!

        P.S. Saldo Primário é basicamente a diferença entre o que o Estado cobra e o que gasta sem contar com os juros.

        Rui SIlva

        • Afonso Valverde says:

          Rui,
          Não sou, por educação e formação, xenófobo. Sou até muito sociável com todos. Não tenho pré-conceitos nas relações sociais com os cidadão do nosso país e não tenho pré-concietos sobre cores e tipos de péle.
          Nos meus comentários isso revela-se pela interpretação que se faz.
          O nosso país não sendo um oásis tem gente muito aberta às diferentes culturas e origens sociais.
          Quando falei de alemães, holandeses e ingleses é verdade que não nutro simpatia por eses países (organização política e social), nada tem a ver com pessoas individualmente.
          A mim precupa-me a nossa identidade com povo e os negócios de estado onde devemos participar (eleições, debates decisões individuais mesmo na compra de bens e serviços).
          Aí, nos negócios, eles (estrangeiros) tratam da sua vidinha e muitas vezes têm argumentações políticas para nos denegrirem.
          Isso é o quê. Sei que não é xenofobia da parte deles. Falei em desprezo. É isso, eles (holandeses, etc) tratam dos seus negócios e se tiverem de aldrabar-nos fazem-no com a maior cara de pau.
          Veja a nossa História e a deles.
          Quantas vezes não “treparam” em cima do nosso trabalho?!!!.
          Somos ou não uma comunidade/tribo?!!!!
          Então temos de cuidar da nossa identidade.Isso é gostar de nós. Não significa mais do que isso.
          Claro sem xenofobismo, mas cuidando dos nossos interesses coletivos. Se nos exploram, temos de reajir.
          Temos de ter atenção aos presentes envenenados da aprte deles. A moeda única foi um deles, considero eu.
          Prescindimos de um poder da comunidade/tribo= POrtugal em clara vantagem de quem manda no BCE.
          Isso é o ponto.
          Então se não somos Portugal que Cartão de Cidadão devemos ter?
          Há muito antagonismo entre so discursos as normas e a realidade.
          Ora as normas não são a realidade. São quando muito um pequeno aspecto da realidade.

        • Nightwish says:

          “3) Diminuição do PIB . Que aumenta a divida quando analisada em proporção.”
          Pois, a austeridade não tem nada a ver com isso, nem os bancos a fazer empréstimos ridículos.

          • Rui Silva says:

            Claro que não , sabe porque ? Porque não é o investimento por si só que produz crescimento. Esse investimento tem de ser bom investimento. Quando não é bom investimento, é ele próprio a origem da dívida.
            Imagine-se a gerir uma empresa, não é pelo facto de investir num equipamento de fazer foguetões que a empresa vai crescer. Tem que os fazer bem e vende-los. E para isso tem que ter clientes interessados no seu produto. E tem que produzir a custos mais baixos que a sua concorrência, caso contrário não irá ter dinheiro para pagar o leasing.
            Mas a gestão do Estado é normalmente medíocre e o resultado está à vista.

            Rui SIlva

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