O ano em que a extrema-direita voltou ao poder

 

Ouço com incredulidade as notícias do que Trump diz e faz. De mansinho, como um elefante entre porcelanas, o KKK, os fanáticos religiosos, os negacionistas ambientais, o populismo, a perseguição aos emigrantes, a tortura, a mentira descarada e todo o mal que a extrema-direita encarna chegou ao poder na América, pela mão de Trump.

Deste lado do Atlântico ouvem-se vozes preocupadas com a possibilidade da Le Pen poder chegar ao poder. Mas isso já aconteceu entre os amaricanos. Sem disfarçar, escroques como Geert Wilders, Frauke Petry, Nigel Farage e Marine Le Pen falam abertamente ao que vêm e, pior, têm apoiantes.

Entretanto, enquanto Trump vai destabilizando os EUA e o mundo, há quem se pergunte até onde isto irá. A resposta é clara – basta ver o que outros fizeram. Quando esse momento chegar, Trump irá para a guerra. A memória das pessoas é o seu principal inimigo. Maus anos se aproximam.

Comments

  1. Paulo Só says:

    Acho que é fundamental dar o maior destaque às medidas de desregulamentação financeira que o governo Trump está a promover.Primeiro pela gravidade do retrocesso, que vai no sentido de uma desresponsabilização do mercado financeiro, e abre a porta a novas e repetidas bolhas, que como se sabe são pagas pela comunidade, enquanto os lucros continuam a fluir para o bolso de alguns. Depois porque isso deve desmascarar de vez a natureza da política de Trump, e demais arautos populistas: trata-se de um proto-fascismo, que usa a insatisfação popular para impulsionar uma política de consolidação dos interesses das oligarquias. Não tem nada de generoso nem de socialmente construtivo.

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