A metamorfose Le Pen



O velho discurso da Frente Nacional varrido para baixo do tapete. O populismo seduz, oferecendo às pessoas a solução para todos os problemas sem grande esforços, deixando os partidos tradicionais encostados às cordas. Em França os socialistas radicalizam à esquerda, perdendo o centro e qualquer possibilidade de conquistar votos à direita numa eventual passagem à 2ª volta. O candidato do centro-direita enredado na costumeira teia da corrupção e compadrio. Marine Le Pen dá voz aos que não querem ver o problema que muitos franceses consideram ser a islamização de França, confundindo a maioria dos muçulmanos com alguns extremistas que têm praticado atentados terroristas. Promete endurecer penas de prisão para crimes graves, introduzir a pena de prisão perpétua, regressar ao Franco como moeda nacional e apresentar leis económicas proteccionistas, aliás o programa económico tem muitas semelhanças com as ideias do PCP ou BE, ou não fosse a extrema-direita semelhante ao marxismo…
Tenho para mim que, ou E. Macron atravessa sem escândalos este período e consegue o voto dos que acreditam na Liberdade e Democracia, ou veremos a França ser o próximo país a cair na intolerância e com ele muito provavelmente ruirá a Europa…

Comments

  1. Rui Mateus says:

    Que a extrema-direita francesa tem se aproveitado das hesitações da esquerda, como a questão do euro e o tratado orçamental é verdade. Agora comparar o marxismo a esta gente, é mesmo provocação. Esta senhora defende o sistema capitalista ao contrário dos marxistas. Que a dita esquerda fala em marxismo mas não actua sob estes princípios, isso sim, pode comparar. O resto são tretas.

  2. Rui Naldinho says:

    Par o António Almeida o problema resume-se a não haver uma direita genuína, pura, sem corruptos, que possa levar a França de novo até ao Século das Luzes, numa versão XXI, … que a esquerda não tem pedalada para isso.
    Bom, que eu saiba, a França tem sido governada nas últimas décadas por conservadores liberais, ou por socialistas, mas com a desvantagem de serem quase todos corruptos. Cada um à sua maneira, mas como diz o Jerónimo, e eu aí dou-lhe razão, “mais moída, menos moída, é tudo farinha do mesmo saco.”
    De Miterrand a Jacques Chirac, de Sarkozy a Hollande, venha o diabo e escolha qual deles o pior.
    Martinez Aubry chamou a Hollande, “esquerda mole”, e, se na altura achei que a senhora estava a exagerar, hoje reconheço que aquilo é bem pior do que isso.
    Sarkozy foi o Sócrates Francês. Corruptozinho encapotado de gente séria, não era por acaso que o nosso EX, se gabava, ao afirmar que sendo socialista Se identificava mais com o caráter de Sarkozy. Eu não quero ser má língua, mas quase que adivinhava os motivos para tanta empatia!
    A França vai acabar por não cair para o lado da senhora Marine Le Pen, porque na hora da verdade, borrados de medo por poderem perder os seus privilégios, os liberais e socialistas vão fazer acordos (escritos, porventura), de modo a garantir a “sua sobrevivência” e a da França, no espaço europeu.
    Se não fizerem isso, é capaz de lhes sair a “sorte grande” !

    • Fillon pediu hoje desculpa aos franceses, admitindo que errou. Mas mostrou determinação em continuar. Que hipóteses lhe dá? E admitindo que passaria à 2ª volta, não iria enfraquecido? Atenção que há umas questões com Le Pen no Parlamento Europeu, que a serem verdade devem ser atiradas para a campanha, para que não passe nos intervalos da chuva quanto também tem (se tiver) esqueletos no armário. Repito a serem verdade, porque caluniar a senhora seria um erro colossal. Para já Macron tem razões para sorrir, veremos se também não lhe cai algo em cima. Isto ainda falta…
      E sim, corrupção é um problema grave na França e não só, mas agravado em França pela prática quase generalizada dos políticos empregarem familiares…

  3. Rui Naldinho says:

    http://www.tsf.pt/internacional/interior/romenia-revoga-decreto-polemico-sobre-corrupcao-5648812.html

    Também é por causa de gente desta estirpe, ainda que não seja a única razão, que a Europa chegou até este patamar tão medíocre como sociedade.

    http://www.tsf.pt/internacional/interior/francois-fillon-pede-desculpa-aos-franceses-5651541.html

    Não é por ele vir pedir desculpa aos franceses, que melhora a sua imagem de personalidade pouco escrupulosa e menos séria, porque, tal como o romeno, só o fez depois de fortes pressões da opinião pública. Eu até admito que possa não ter havido nenhuma ilegalidade jurídica, mas é eticamente reprovável. Todos nós sabemos como estes “artistas” fazem legislação a “bater certo” com o perfil do familiar que pretendem admitir. Por ex: as autarquias são useiras e vezeiras nessa matéria, como saberá.
    Só pode haver dois vencedores, para tentarmos evitar o descalabro. Ou este senhor, ou o senhor Macron.
    Caso contrário, começando logo por nós que estamos mais expostos aos juros da dívida, por sermos mais frágeis, estaremos todos…!
    (recuso-me a dizer a palavra final, mas você sabe qual é)

  4. Primeiro uma salgalhada pouco mais ou menos, depois a expertise irrefutável de quem está na posse da verdade do último dia: „… a extrema-direita semelhante ao marxismo.“ Como dizia o pastor na montanha: „Quando é grande a ignorância um homem só vê semelhância“. Caramba, porque não lê Marx? Posso garantir-lhe que existem magníficas traduções em português! Aprender sempre foi identificar a diferença.

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