
João Miguel Tavares derrapou há dias numa crónica que escreveu no Público.
O cronista tem-se definido como um liberal, paladino do conceito de ficarmos todos melhor se tivermos menos Estado. Associadas a esta ideia costumam andar outras, como o privado é mais eficiente do que o público, ou a escolha individual não deve ser condicionada pelo interesse colectivo, ou, ainda, o melhor governo é aquele que não governa, já que o Estado deve ser mínimo mínimo e, portanto, poucas incumbências terá.
Acontece que na frase que se destaca no seu artigo, Tavares escolheu rebaixar a “geringonça” usando como pretexto que esta nunca poderá governar o país devido a qualquer coisa que lhe passou pela cabeça. Governar o país! Que coisa tão pouco liberal. Então, não é a mão invisível que deverá conduzir a economia? Não são os cidadãos que devem ser livres de fazer as suas suas escolhas? Não deverá ser o governo um simples gabinete que faz sabe-se lá o quê, mas que deverá ser pouco?
Pode acontecer a qualquer um. Mesmo àqueles, como João Miguel Tavares, que defendem para este governo o que o anterior não lhes deu, ao mesmo tempo que ignoram o que este conseguiu no campo onde o outro falhou.
Ao que isto chegou. Uma pessoa tem que passar por defensor deste governo para rejeitar a anterior abantesma.






João Miguel Tavares é pago para escrever aquelas crónicas de escárnio e mal dizer. Ao ponto de já ser gozado no “Governo Sombra” pelos três colegas de painel, incluindo o moderador, pelas suas paranóias “Socráticas e Geringonquicas”.
É óbvio que não escreve aqueles textos cheios de artifícios e manipulações grosseiras da verdade, ainda que travestidos de moralismo, porque o obriguem, claro, mas vem dali o abono de família para as quatro criancinhas.
No início, se não me falha a memória, começou por escrever uma crónica semanal, passando rapidamente para as duas, e, segundo me parece, agora já vai em três. Escreve à Terça, Quinta e ao Sábado.
É dos poucos cronistas que têm direito a três crónicas no Público. Substituiu de certa forma, Vasco Pulido Valente, que se “Observarizou”.
A Joãomigueltavarização está forte no Público observado.
É como diz. É preciso alimentar a prole e manter o ‘status’, nem que para tal tenha de vender a alma ao diabo. E vende-se de facto a quem melhor paga. Espinha direita? Isso é conceito desactualizado. No fundo, um escriba de segunda a fazer pela vidinha, nada mais!
O sr. Tavareszinho faz profissão de fé na doutaoopinião da Fitch?
Saberá o entendido que a Fitch classificou o Lehman Brothers até à falência (em 2007) com AAA+?!
Será que a Fitch já topou o sr. Costa ou que o Sr. Costa já topou a FItch e os interesses que serve?
Assim se explicam as contradições, as contradanças, o malhão malhão e as redondilhas menores, que introduz nas suas aparições e troca de “amenidades” com os seus acólitos…
(…) vem dali o abono de família para as quatro criancinhas.(…)
JMT não passa de um adiantada mental que está na moda. Assim vai cavalgando na onda para gáudio dos seus patrões. Como é possível um rapaz tão novo dizer (com algum talento) tanto disparate.