“Portugal à Frente” sempre tresandou a hipocrisia


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“Nós queremos que os próximos quatro anos não sejam anos de sobressalto, não sejam anos em que as pessoas não sabem o que é que vai acontecer com os salários, com as pensões, com os seus rendimentos ou com a sua vida. Queremos que os próximos quatro anos sejam anos de segurança, de estabilidade, de previsibilidade” – Passos Coelho, 4 de Junho de 2015

“Que bom para Portugal e para os portugueses não terem de viver em sobressalto à espera de novas medidas, de novos desenlaces, sem saber o que é que poderia acontecer, por causa da troika, por causa do Tribunal Constitucional, por causa da oposição. E todos passámos por isso. Não queremos voltar a passar por isso” – Passos Coelho, 4 de Junho de 2015

Agora que o país caminha para uma certa estabilidade financeira e social. Agora que até cresceu mais do que era previsto pelo governo e pela Comissão Europeia. Agora que viu alguns dos cidadãos recuperar alguns dos rendimentos que lhe foram indevidamente tirados pelos cortes cegos do seu governo, alguns deles declarados inconstitucionais pelo TC; no qual o salário mínimo cresceu e os custos com o trabalho estão a subir gradualmente, no qual os pensionistas e reformados também viram revistas (em alta) as suas pensões e reformas, o que não aconteceu no seu governo; no qual, 130 mil crianças irão receber o dobro do que recebiam de abono de família durante o seu governo, entre outras medidas que estão a melhorar paulatinamente o quotidiano de milhões de portugueses, o que é que propõe democraticamente o PSD para combater os problemas do país?

A demissão de um ministro. Sim, o sobressalto. Sim, a insegurança. Sim, a imprevisibilidade pela qual Passos não queria passar. Sim, a demissão de um ministro por causa de um erro de lana caprina e de umas mensagens de telemóvel.  Ou seja, um problema menor que em nada se compara por exemplo com o nariz de pinóquio que um dia graciosamente ostentou Maria Luís Albuquerque no caso da informação sobre os swaps que lhe foi prestada pelos responsáveis do anterior governo na transição de pasta.

A demissão de um ministro que herdou dois bancos a arder, duas pérolas do desgoverno da sua antecessora que foram literalmente varridas para debaixo do tapete como se não existissem. A demissão de um ministro que finalmente está a por o país a crescer. A demissão de um ministro que foi um dos primeiros em anos a cometer a proeza de conseguir fazer passar por Bruxelas sem espinhas dois orçamentos de estado com medidas completamente antagónicas às políticas económicas, financeiras e orçamentais que foram defendidas e executadas pelas instituições europeias. A demissão de um ministro que conseguiu gerir um orçamento de estado sem um único desvio, sem ter a necessidade de voltar ao Parlamento para aprovar um orçamento rectificativo. A demissão de um ministro que se prepara para gerir um novo orçamento de estado, sem qualquer desvio e sem qualquer necessidade de vir a apresentar um orçamento rectificativo. A demissão de um ministro que conseguiu reduzir o défice das contas públicas a mínimos históricos desde 1974 e que tem conseguido nesta matéria não só cumprir todas as metas e desafios que a Comissão Europeia lhe coloca como os tem superado. Um ministro que está em vias de tirar pela primeira vez o país de um Procedimento por Défice Excessivo.

Eu sei, eu sei. Eu sei que em Passos Coelho & Companhia  gera-se uma espécie de sarna sempre que Mário Centeno consegue atingir mais um objectivo. Dói bastante aos responsáveis da São Caetano à Lapa saber que existe alguém capaz de ser competente sem ter que adoptar as políticas que lhes são impostas por terceiros ou sem ter que andar a servir de escova junto dos verdadeiros decisores europeus. E o Belzebu nunca mais aparece para os livrar de todo o mal…

Mas explica-nos lá uma coisa que não bate certo com o lema da tua coligação: é com este tipo de soluções para o país que o colocas à frente dos teus interesses partidários? As soluções que o PSD apresenta para o país passam por demitir aquele que por ora tem provado ser um dos melhores gestores do destino deste país?

É como diz o João Paulo e bem: o PSD está a agir em desespero, o seu líder anda há anos a brindar-nos com a sua hipocrisia e “Depois admira-se com as sondagens”. 

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