Os maluquinhos anti-acordo ortográfico…


… se calhar já se resignavam. Efetivamente, não parece que haja grande coisa a fazer. Temos de aprender a viver com as nossas deceções.

Comments

  1. “Maluquinho” era a tua tia!

  2. tá bem tá says:

    é. mais ou menos o que o 1% mais rico diz aos mais pobres. já agora eliminem os “h” do início das palavras. e todos os acentos. assim fica muito mais uniforme e acessível para anglófonos.

  3. Lu Pisarro says:

    Não seria “resignaram” e “decepções”
    Ou foi este o “propósito”… ? rs

  4. Konigvs says:

    Eu dava-lhes valor era se defendessem o regresso ao Latim. Isso é que era de valor. Agora, mais de vinte anos, depois dum acordo assinado, virem de novo defender as consoantes mudas, quando as crianças não conhecem mais nenhuma outra ortografia é que não há paciência. Mas já que não há limites para a estupidez, por que é que não querem também manifestar-se contra o Tratado de Tordesilhas? Ou o Tratado de Zamora? Quem sabe ainda vamos a tempo de voltarmos a ser mouros.

    • Paulo Marques says:

      Porque nem o Diário da República, nem os meios de comunicação social, nem os defensores dos fatos, como o autor do artigo, conhecem a ortografia do AO90. Que está ilegal.

      • Konigvs says:

        Tal como disse, legal deveria falar-se unicamente Latim. Mas só Latim! Se não, porquê defender o acordo ortográfico de 1945 e já agora não defender o de 1911? Porquê não?

        Mas as pessoas só se manifestaram vinte anos depois porquê? Só quando se aperceberam que estão a dar erros ortográficos, porque há crianças há anos a aprender a nova ortografia?

        Mas é sempre assim. Sempre que se quer mudar algo, vêm sempre os velhos do Restelo serem contra, muitas vezes sem saberem o que estão a dizer. São contra só porque não querem mudar. E é disso que se trata, mais uma vez aqui. Não querer mudar.

        “Olha agora, sempre tive escravos, e agora vai ser proibido ter escravos?! Não pode ser! ”

        Resistência à mudança e consequente adaptabilidade. Ninguém quis o Euro. Todos defendiam o Escudo. Façam agora um referendo e vejam quem antes queria o Escudo e vejam se ainda o querem, e depois digam-me qualquer coisa.
        “Então, eu agora estava tão habituadinho ao Euro e vão-me buscar o Escudo de novo”?

        E as crianças de hoje, que só conhecem a grafia de 1990, um dia, daqui a vinte ou trinta anos, também serão contra o próximo acordo. É sempre assim. Uns querem melhorar as coisas, os outros querem que tudo continue na mesma.

        (Fôda-se, e eu que já tinha dito que não me ia voltar a envolver na net, em discussões estéreis sobre o AO90. “)

        • Fernando Manuel Rodrigues says:

          Na sua suprema e arrogante ignorância, e tal como todos os “acordistas”, como não tem argumentos, lança sofismas, mistura alhos com bugalhos, e acaba com o supremo argumento das “criancinhas”.
          Pois bem, vou dar-lhe uma novidade: as “criancinhas” aprendem seja o que for. (p)s e (c)s nas palavras só cinfundem os ignorantes adultos, não as “criancinhas” e se estas forem bem ensinadas (algo de que ninguém cuida, pelos vistos) quando forem adultos, as consoantes continuarão a não lhes causar confusão nenhuma.
          Também não há Acordo nenhum, porque, para haver, teria de ser ratificado por todos os intervenientes. Não é à vontade do freguês, nem com ratificações parciais. O facto de, vinte e sete anos depois, ainda haver países que não o ratificaram, e a contestação permanece bem viva, só demonstra que o infeliz documento nem para limpar o pacote serve. E qualquer Acordo pode ser rescindido – pergunte aos Brasileiros, que fizeram isso com o de 1945.
          Quanto aos que “querem melhorar as coisas” – este dito “Acordo” não melhora nada, como qualquer especialista na matéria pode provar (e muitos têm demonstrado, em sucessivas publicações), bem como o proliferar de “fatos”, “contatos”, “impatos” e outros ornatos com que os “acordistas” nos brindam diariamente.
          Só quem é ignorante é que pode produzir afirmar que o “dito cujo” melhora seja o que for.

  5. Fernando Manuel Rodrigues says:

    Quem não tem que fazer, faz colheres de pau… Ou “acordos” ortográficos. Que depois impõe, “democraticamente” a toda a população.
    Já agora, porque não hão-de impor o uso de uniformes? Eu até gostava que andássemos todos vestidos de igual, assim tipo a China de Mao. Deixava de haver distinção entre ricos e pobres, bonitos e feios, e os “estilistas” tinham todos de emigrar.
    Já agora, acabava também com a importação de automóveis. Criávamos o “tuga” e esse seria o único veículo admitido em Portugal (e no Brasil, que, obviamente, iria aderiri ao “acordo” automóvel, tal como nós aderimos ao “acordo” ortográfico).
    Que tal? Já estou a imaginar esse “admirável mundo novo”, onde todos estaríamos “acordizados” e “uniformizados”… de fato 😉

  6. Ernesto says:

    “Este AO? que nojo, para já!” ou “Este AO? que nojo, pára já!”

    Como eu não gosto deste AO,mas não o percebo muito bem, será que o autor do post me pode explicar qual das frases, que acima coloco, me é mais aconselhável usar?

    Obrigado.

    • Ricardo Ferreira Pinto says:

      É perguntar aos especialistas. Eu também não gosto e também não uso. E mais, sou professor e não uso. Nem nas aulas. E nunca ninguém me chamou à atenção por causa disso. A não ser os alunos, «ó setor, já não tem c», ao que eu respondo «mas eu continuo a usar».
      Coisa diferente disto tudo é achar que não parece haver muitas hipóteses de voltar atrás.

      • Ernesto says:

        Então como não sabe, eu digo-lhe. Seguno novo AO, as duas frases que lhe indiquei, escrevem-se assim:

        Este AO? que nojo, para já!” ou “Este AO? que nojo, para já!”

        Percebeu a diferença?Está estúpido o AO, não está?Então se está, porque não para(pára)?

        PS: Não sou especialista!

        • Ricardo Ferreira Pinto says:

          Eu sei que pára e para se escreve da mesma maneira segundo o novo acordo ortográfico. Não é preciso ser especialista. Mas eles que expliquem por que razão é assim.
          Por que não pára? Mais uma vez, não é a mim que tem de perguntar, é a quem manda. É estúpido? É. Mas não matem o mensageiro, só disse o que me parece óbvio: eles não vão voltar atrás.

          • Ernesto says:

            “Eu sei que pára e para se escreve da mesma maneira segundo o novo acordo ortográfico”

            E eu já percebi que você tendo em conta esta aberração, não vai fazer nada, e pior, vai continuar a ensinar erradamente os seus alunos!

            Mas eu é sou “maluquinho” por não me calar contra tamanha boçalidade?!?

            Desculpe, mas havendo um “maluquinho” nesta conversa, não sou eu!

  7. martinhopm says:

    -Papá, os habitantes do EGITO são EGÍCIOS?
    -Sim, filho. E vivem em IRÂMIDES.

  8. martinhopm says:

    Sou contra este Acordo. E acho-me em perfeito juízo. Talvez pela idade, continuo a considerar a língua portuguesa uma das chamadas línguas novilatinas ou românicas e em que não é despicienda a chamada etimologia. Repugna-me, por exemplo, escrever ‘ato’ em vez de ‘acto’ do verbo ‘agir’ (verbo latino ago, agis, agere, egi e actum).

  9. Ricardo Ferreira Pinto says:

    Mas então afinal devia ensinar os alunos segundo a nova ortografia? Já não percebo nada. Sou contra e por isso não uso até ser obrigado. Mais, não posso fazer.
    Pior estão aqueles professores de Português que são visceralmente contra o acordo ortográfico e mesmo assim têm de ensinar os alunos de uma forma de que discordam totalmente.
    Também estou totalmente contra a Barragem do Tua, acho que é um crime e lutei muito contra a sua construção. Continuar nessa luta diária, neste momento, não me parece que fosse muito produtivo, porque obviamente não vão deitar o paredão abaixo.

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