Uma história do Público em 2233 palavras

Alexandra Lucas Coelho, o Último Texto.

Contra a cobardia do assédio moral

Chegam notícias preocupantes, embora não surpreendentes, de um conjunto significativo de processos disciplinares instaurados a alguns dos seus trabalhadores por uma grande autarquia socialista. Estes processos são, segundo essas notícias, acompanhados por outras acções persecutórias, como a mudança compulsiva de local de trabalho, o esvaziamento de funções, a vigilância permanente da actividade nas redes sociais e diversos tipos de instrumentos punitivos e pidescos, característicos de outros tempos, de outras culturas e de outros regimes políticos, ofensivos da dignidade humana.

Sendo o processo disciplinar um mecanismo previsto na lei e que, como tal, está por ela formalmente legitimado, a perseguição laboral fundada em razões políticas, delito de opinião ou motivos que se prendam com a irascibilidade incontrolada de tiranos disfarçados de homens de bons costumes, não é aceitável numa Democracia. Constitui, aliás, a sua negação e é totalmente contrária à matriz doutrinária, cívica e humanista do Partido Socialista ou de qualquer organização que se funde no primado da dignidade humana. Acresce que estes factos não podem deixar de ser do conhecimento das forças políticas que compõem a oposição ao executivo autárquico em causa, tornando, evidentemente, essas forças políticas cúmplices de uma actuação totalmente inaceitável, ilegal e anti-democrática.

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Imitação de Miró no Carregado

Exactamente: no Carregado.

Uma escolha inteligente para a Câmara de Braga

miguel_coraisMiguel Teixeira

“O meu ideal político é a democracia, para que todo o homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado”
Albert Einstein

Nenhum outro pensamento resumirá de forma tão expressiva o percurso de vida e a forma de vivenciar a política do Jorge Miguel Corais formalmente indicado pela Comissão Política do PS Braga como candidato à Câmara Municipal de Braga, como o proferido pelo maior cientista de todos os tempos. Conheci o Jorge Miguel há 21 anos, quando pela primeira vez me candidatei a líder da Federação Distrital de Braga da JS. Éramos então muito jovens eu com 26 e já professor dos quadros do Ministério da Educação, com vários anos de experiência política como Vereador da Juventude, cultura e Educação na Câmara de Cabeceiras e o Jorge com apenas 16 anos, prestes a concluir o ensino secundário e a seguir para a licenciatura em Gestão de Empresas da Universidade do Minho.
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O PSD e a destruição criativa

A estratégia da próxima liderança nacional do PSD passa por uma derrota clamorosa nas autárquicas.

Li Bai

Li Bai, ou Li Po, foi um poeta chinês do século VIII, nascido em Tokmuk, na actual República do Kirghizistão. Dizia-se descendente de Lao Tsé, o patriarca do Taoismo, e viveu uma vida atribulada, peregrinando por terras da China e envolvendo-se em episódios que foram sedimentando uma lenda que hoje faz dele um dos grandes vultos da cultura chinesa.

Conta-se que, numa das suas peregrinações, Li Bai terá encontrado um grupo de soldados que conduziam um condenado à morte a caminho do seu trágico destino. Aproximando-se, Li Bai fixou o olhar do prisioneiro, observou-o profundamente e concluiu que não se tratava de um mero ladrão, mas de um homem superior. Como trazia uma bolsa cheia de ouro, herdado da última mulher com que fora casado e que entretanto falecera, despejou em frente aos soldados uma parte desse ouro, pedindo em troca que salvassem a vida do condenado. Perguntou-lhe o nome, Guo Ziyi, fixou-o nos olhos e seguiu viagem. Diz-se que muitos anos mais tarde, Li Bai e Guo Ziyi ter-se-ão novamente encontrado e que, dessa vez, terá sido Guo Ziyi a salvar a vida ao poeta.

Diz a lenda que Li Bai terá morrido afogado, quando se lançou a um lago para tentar abraçar o reflexo da lua.

 

Três poemas de Li Bai:

 

A um pirilampo
A chuva não apaga o teu fulgor,
o vento aumenta o teu ardor.
Porque não voas para o céu distante
e és, ao luar, uma estrela cintilante?

Este é considerado o primeiro poema de Li Bai, escrito aos dez anos de idade

 

Aos pardais do campo
Porquê voar como o martim-pescador?
Porquê voar como as andorinhas do palácio de Wu?
Grandes redes caçam o martim-pescador,
se há fogo no palácio, os ninho são queimados.
Melhor é voar simplesmente entre os canaviais,
nem águia nem falcão vos poderão agarrar.

 

Ode à Primavera
O coração da Primavera agitado, como vagas.
As mágoas da Primavera esvoaçam confusas, como flocos de neve.
As emoções despertas, enlaçadas em alegria e sofrimento.
Que sinto dentro de mim na mais doce de todas as estações?

Ameaça de morte

A ameaça fascista, que se ergue em vários pontos da Europa, tem a sua expressão maior na presidenciável Marine Le Pen. Trump é fixe, Putin gosta dela e os Wilders, Orbáns e Coelhos (os Pintos, não os Passos) desta vida têm todos um poster da aspirante a ditadora na parede do quarto, mesmo ao lado da tarja com suástica e a frase O trabalho liberta. Será que a França consegue a proeza de a eleger? Depois do que aconteceu nos Estados Unidos, não seria de admirar. É bom que os tipos lá do sítio que se dizem democratas façam um bom cordão sanitário à volta desta frau. [Read more…]